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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

RECORTES… COM O MAR POVEIRO COMO FUNDO.

14.06.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

JANDRADE.jpgRecortes… com o mar poveiro como fundo.

 

Agora que a temporada tauromáquica está a arrancar, e na Póvoa de Varzim, por obra e graça de uma afirmação feita pelo autarca chefe numa entrevista dada a uma rádio local, ficamos a saber que esta será a última temporada na Praça de Touros local, talvez não seja de todo descabido, relembrar parte do ‘Meu balancete taurino de 2011’ que neste excelentíssimo blogue foi publicado. Dizia eu então, “É verdade. Claro que é verdade que existe uma ‘crise’ no mundo dos toiros. Uma crise que não tem nada a ver com mais ou menos espectáculos no saldo anual. Muito menos com a ‘berraria’ que uns tantos ditos amigos dos animais, com conhecido oportunismo, representa nas imediações de três ou quatro praças de toiros. A ‘festa’, as corridas de toiros são um espectáculo. E como espectáculo, continua a esquecer o essencial disso mesmo. A começar por aqueles que o organizam, os que o dizem promover, os que os dirigem. Até na Arte existe classe, charme e… tempo para adaptar”...

 

Vem isto a propósito da “discussão”, que alguns, indignados ao que parece, querem fazer sobre a introdução dos ‘Recortadores’ no elenco da Corrida TvNorte.

 

Muitos daqueles que conhecemos, vivendo da festa, ou á sombra dela, quando não têm mais com que se justificar, por má consciência ou masoquismo, dizem que a ‘festa’ está em crise. Vítima de soezes e torpes ataques, da ‘família’ ou de gentalha dita iluminada, a festa dos toiros atravessa de uns anos a esta parte, conturbada indefinição. O 25 de Abril parece que apenas serviu para que emergissem novos ‘torturadores’. Dizem que a crise, ou coisa que o valha, elegeu frustrados q.b., elevando assim o número dos que a tudo topam no ‘salve-se quem puder’.

 

Quando a Praça de Touros da Póvoa de Varzim está com sentença de morte anunciada, é na verdade interessante, cómico talvez, ver que a dita ‘aficion’purista, os que vivem da festa dos toiros, qual banda  no afundamento do Titanic, continua a fandanguear pelo salão, bailando, como se no afundamento todos têm lugar garantido no bote de emergência.

 

O anúncio de que esta será a última temporada em que se darão corridas de toiros na Praça de Toiros da Póvoa de Varzim, foi uma ‘cornada’ de manso, isto é, foi um daqueles estranhos fatais numa lide em que se supunha termos o oponente bem estudado. Mais passe, menos passe, não descurasse o artista as regras mínimas de lide, e a faena podia não ser em redondo, mas daria direto a volta. O estranho aconteceu, a voltareta aconteceu, e os peões continuam dentro do burladero, saudando as meninas na concorrência, quiçá, fumando até um cigarro.

 

Foi Viana do Castelo, as desmontáveis também viram o seu número reduzido, agora Póvoa de Varzim… e o grande problema é a demonstração dos Recortadores.

 

José Andrade