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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Foi hoje debatida na Assembleia da República uma Proposta de Lei do Governo que visa regulamentar o acesso à profissão de artista tauromáquico. Trata-se de uma proposta de caracter mais técnico que político que não implicará alterações de peso para o sector.

 

Durante o debate o Deputado do PSD, João Figueiredo, realçou o facto de a tauromaquia ser parte do património cultural português e de esta Proposta de Lei visar salvaguardar a dignidade do espectáculo tauromáquico.

 

Miguel Tiago, do PCP, referiu por seu turno a estranheza ao ser confrontado com uma Proposta de Lei que visa regulamentar um diploma que ainda não se reconhece (o novo regulamento tauromáquico) – observação pertinente e que ficou sem resposta por parte do Secretário de Estado, que se limitou a dizer que o daria a conhecer em momento posterior.

 

Na bancada do PS a Deputada Idália Serrão frisou a importância da tauromaquia no panorama artístico português e fez referência a situações que devem ser alvo de revisão, como a idade mínima de 16 anos para se participar em espectáculos tauromáquicos. Não faz sentido que essa limitação se imponha a todos os artistas e a todos os auxiliares.

 

Por fim, Michael Seufert, do CDS, relembrou a enorme importância social, económica e cultural da tauromaquia em Portugal que move centenas de milhares de pessoas em todo o país como o demonstram o número de espectáculos e de telespectadores. Michael Seufert referiu ainda que em sede de Comissão e na especialidade se ganhará e aprenderá em ouvir os representantes do sector tauromáquico. O Bloco de Esquerda e “Os Verdes” não intervieram no debate.

 

Em conclusão, mais uma vez a Tauromaquia viu reconhecida, na Assembleia da República, a sua importância social, económica e cultural, sendo que os Deputados intervenientes demonstraram, também uma vez mais, conhecerem a realidade e preocuparem-se em melhorar as condições do sector que pode gabar-se de ser dos poucos transversais e consensuais em quase todas as bancadas partidárias.

 

A PRÓTOIRO irá agora trabalhar para que sejam introduzidas as necessárias melhorias e para que se faça na Assembleia da República o debate que, infelizmente, a Secretaria de Estado da Cultura sempre recusou fazer.

 

PROTOIRO