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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

NOITE DURA E COMPLICADA PARA OS FORCADOS DO APOSENTO DA MOITA; A MAESTRIA DE ANTÓNIO TELLES

15.09.17 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros “Daniel do Nascimento” – Moita do Ribatejo – 14/09/17 – Corrida de Toiros

Director: Tiago Tavares – Veterinário: Hugo Rosa – Lotação: 50%

Cavaleiros: António Telles, Rui Fernandes, Filipe Gonçalves, Joaquim Brito Paes (amador)

Forcados: Aposento da Moita

Ganadarias: Veiga Teixeira, Paulo Caetano (4º)

 

NOITE DURA E COMPLICADA PARA OS FORCADOS DO APOSENTO DA MOITA; A MAESTRIA DE ANTÓNIO TELLES

 

Fria foi a tarde, fria foi a noite, com vento à mistura, desagradável por vezes dada a sua intensidade. E fria foi a noite taurinamente falando se bem que, e a espaços, alguns momentos tivessem aquecido as bancadas. Imponente de presença foi o curro de toiros de Veiga Teixeira que se impôs aos toureiros e aos forcados, estes com uma noite extramente dura e complicada. Bom toiro foi o quinto em que se luziu Rui Fernandes, numa noite onde António Telles se impôs pela sua maestria e Filipe Gonçalves teve os seus melhores momentos no que encerrou praça. Boa prestação também a do amador Joaquim Brito Paes.

 

Comecemos pelos Forcados do Aposento da Moita que, tradicionalmente se encerram a solo na corrida de 5ª feira e que, este ano apostou em pegar os seis “Teixeiras”. Os toiros saíram com pata para os forcados, foram duros nas investidas mas, e há sempre um mas, os forcados da cara nem sempre souberam entender os momentos ideais para as reuniões e os ajudas nem sempre cumpriram a sua função.  A verdade é que, com tantas dificuldades, conseguiram consumar as sete pegas de caras, seis delas a sesgo e ao fim de muitas tentativas e uma à segunda (a do novilho), por intermédio de José Henriques (à 4ª na sua despedida das arenas), João Vasco Ventura (à 3ª), Martim Afonso à primeira (a dobrar Salvador Pinto Coelho que se lesionou ao fim de 4 tentativas), João Gomes (à 2ª), Ruben Serafim (à 4ª), José Maria Bettencourt (à 5ª) e Luís Fera (à 1ª a emendar  Miguel Fernandes, lesionado na 2ª).

 

António Telles teve uma boa prestação frente á imensa presença do primeiro da noite, de 660 kg, um toiro que teve mobilidade q.b. e que permitiu que o cavaleiro da Torrinha mostrasse a sua boa monte na brega criteriosa e deixando uma boa série de curtos. No seu segundo voltou Telles a mostrar a sua maestria no entendimento perfeito que teve do toiro, das suas qualidades e defeitos, para cravar bons ferros curtos a pisar terrenos de compromisso antecedidos de boa brega e rematando como mandam as regras, Boa prestação.

 

Rui Fernandes cumpriu a papeleta frente ao segundo da ordem, toiro que não criou grandes problemas. No que foi o segundo do seu lote, o melhor dos seis de Veiga Teixeira, teve uma lide em crescendo na ferragem curta, com bons ferros e terminando a sua actuação com dois ferros com cite em balancé, sempre do agrado do grande público. Terminou em bom plano.

 

Filipe Gonçalves teve por diante, no seu lote, um toiro mansote e frente ao qual cumpriu sem destaques especiais. No bonito castanho listado que encerrou a corrida, e que teve alguma qualidade, Filipe soube aproveitar alguns dos momentos para deixar ferros em sortes cambiadas que resultaram, alternando com outros de menor impacto.

 

Em quarto lugar actuou o cavaleiro amador Joaquim Brito Paes frente a um novilho de Paulo Caetano que teve qualidade. Boa actuação deste cavaleiro amador, com critério e bons ferros. Mostrou qualidade e é um cavaleiro para rever.

 

A direcção de corrida esteve a cargo de Tiago Tavares assessorado pelo veterinário Hugo Rosa e a praça registou cerca de meia lotação preenchida.

 

Crónica de António Lúcio