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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

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Nem pessoas, nem animais, nem natureza, ou, muito menos natureza. Não é isso que lhes está nos genes, porque nunca fez parte do seu ADN e valem-se desses nomes para conseguir votos, dinheiro, poder para tentarem proibir tudo aquilo de não gostam ou de quem sequer alguma vez tentou saber o que são pessoas, o que são animais, o que é a natureza.

Quando ouvimos os dislates da deputada do PAN na televisão, difícil se torna conseguir deixar passar em claro. As mentiras vomitadas pela cidadã, alicerçadas numa ignorância atroz de tudo quanto diz respeito á tauromaquia, o ódio que destilam contra os outros cidadãos a quem não reconhecem direitos constitucionalmente garantidos, mostram bem a génese destes partidos e das pessoas que os compõem.

A regra básica de viver em comunidade é respeitar a opinião dos outros ainda que contrária à nossa. Não gostamos de uma coisa? Não temos o direito de privar os outros dela só porque nós não gostamos. Mas o PAN não pensa assim: proibimos tudo aquilo que vá contra o que nós pensamso e queremos. Porque somos os donos da verdade (ainda que esta resulte da ignorância e da mentira) . Ponto. Para estes senhores é assim!

Por acaso preocupam-se com as pessoas? Com as que vivem de e para a tauromaquia? Estes cidadãos portugueses têm de ser castigados, punidos, (sem direito a lay off e outros benefícios para outros trabalhadores durante a pandemia) porque maltratam os animais, que é o que resulta da leitura dos dislates que a senhora vomitou na televisão. E que dão visibilidade que nunca teria. Então e os outros que gostam do espectáculo, por sinal tutelado pelo Ministério da Cultura, e que estão impedidos de dele desfrutarem? Acaba-se com o espectáculo porque segundo o PAN mesmo sendo cultura se não se adapta ao que eles querem para o século XII, bane-se!

Então e os animais? Já deu o PAN algum contributo para que os ganadeiros e coudeleiros possam alimentar toiros e cavalos e não os deixar passar fome só porque são para utilizar nas corridas? Então não deviam proteger os animais? Deixá-los passar fome é mais civivlizado! São incongruências destas, alicerçadas no total desconhecimento do valor ecológico da ganadaria brava, santuário de defesa de muitas outras espécies em terrenos de fraca aptidão agrícola (montado e lezíria), que os fazem vociferar contra a tauromaquia. Mas espécies selvagens, muitas, encontram aqui, no montado e na lezíria, um espaço único onde se encontram protegidos da caça e de outros predadores porque alí existe um Rei, o Toiro Bravo de Lide, de quem ninguém nem nada se aproxima.

Pois é, mas os senhores do PAN que são contra tudo e contra todos os que não professam os mesmos ideais nunca entram numa herdade onde se criam toiros e cavalos e nunca conheceram de perto a natureza em todo o seu esplendor. Conhecem as praias e se calhar pouco mais.

É esta ignorância e esta intolerância que temos de combater e agradecer ao Miguel Sousa Tavares a sua postura nos debates que tem mantido com estes senhores que nada respeitam. E, mais tarde, teremos de os combater no momento do voto. Estes pela sua génese, outros porque faltaram à palavra, ao respeito que devem aos seus eleitores mais que aos partidos que lhes garantem o tacho. E, a talho de foice, que estamos, no campo, em tempos de ceifa dos trigos e outros cereais, recordar ao Senhor Presidente da República mais uma falha grave no seu comportamento: a falta de uma nota sobre o falecimento do Maestro Mário Coelho. Pois é, faleceu, não havia gente no funeral nem televisões para as imagens e alguma selfiezita. Mas é o País que temos e temos a obrigação de o mudar antes que seja tarde de mais.

Texto: António Lúcio