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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

NÃO FUI A VIANA… MAS FIZ A PARTE QUE ME COMPETIA.

21.08.17 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Pensava eu, talvez na já longa e empedernida fé e crença nos homens de boa vontade, que ao primeiro sinal de problemas de quem meteu ombros em levar por diante a realização de uma corrida de toiros em Viana do Castelo, uma tradição das Festas da Agonia, ou da Senhora d’Agonia, todos os ‘taurinos’, a começar pelos artistas, apoderados, empresários e comunicação social especializada, todos os que se dizem ‘aficionados encartados’, de uma forma ou de outra, dariam um passo à frente. Não para dobrarem na pega o ‘valente Durães’, mas para ajudarem, rabejando, se preciso fosse, a estupidez de meia dúzia de ‘novos censores de gosto e consciência’. Seria uma prova de ‘solidariedade’, não com o Durães, mas para com a ‘FESTA’, aquela coisa que juram ‘amar’, de que se dizem, ‘apaixonados’. Demonstrariam a sua solidariedade e indignação, gestos bonitos, salvadores de almas e dignidades em tempo de crise.

 

Isso pensava eu, que do Norte, tenho talvez uma visão deturpada da ‘fina flor’ da tauromaquia mais Sul, nos corredores do reino. Daí a minha estupefacção, que aqui verto, por ver que passadas mais de 48 horas sobre o infausto despacho do Tribunal de Braga, que impediu a concretização do espectáculo, sabe-se lá em nome de quê e por amor de quem, na comunicação social especializada que a Internet prodigamente nos oferece, e onde uns tantos se deleitam em ‘juras de amor taurino’, nem uma breve citação apareceu. Possivelmente foi por culpa da sobrecarga em seleccionar os ‘famosos’ que repetidamente aparecem nas crónicas sociais das touradas. Ou então, como sobre a corrida que na próxima quarta-feira está anunciada para Baião pesa igual teia de ‘burocracia justicialista’, claro, sempre acoberto da dignidade de uma decisão sancionatória, o melhor é fazer dois em um, ou fazer de conta que nada se passou. Afinal, eram tão só duas corridas. Ainda por cima no Norte.

 

Penso não ser demasiado cruel, se disser que não tardará, e veremos os ‘artistas’, que já se queixam de poucas e mal pagas oportunidades, a passearem só terem oportunidade de mostrarem que existem, passeando os cavalos na feira da Golegã. Mas isto sou eu, numa de crueldade adivinhatória. A realidade pode bem ser pior.

 

Mas ‘hei-de ir a Viana’… e a Baião. Como já fui a Estarreja, Mira, Vagos, Beiriz, Sanguinhal, Oliveira-de-Frades, Cinfães, Trofa, Barcelos, Ucha, etc. Fui, mas já não pude voltar a ir.

 

José Andrade