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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

MOITA - NA OPORTUNIDADE AOS JOVENS VALORES DESTACOU-SE JOÃO D’ALVA

13.09.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros “Daniel do Nascimento” – Moita do Ribatejo – 12/09/18 – Novilhada Popular

Director: Manuel Gama – Veterinário: Jorge M. Silva – Lotação: 600 pessoas

Cavaleiros: Francisco Correia Lopes, Ricardo Cravidão

Forcados: Aposento da Moita

Novilheiros: João D’Alva, Rui Jardim, Filipe Martinho, Miguel Muñoz

Ganadarias: Fernandes de Castro (1º, 2º, 5º), Falé Filipe (3º), João Ramalho (4º) e Rio Frio (6º)

IMG_2751.JPGNA OPORTUNIDADE AOS JOVENS VALORES DESTACOU-SE JOÃO D’ALVA

 

Os espectáculos de promoção de novos valores, em que os aspirantes a toureiros têm oportunidade para mostrar a evolução da sua aprendizagem técnica e prática que lhes é ministrada nas Escolas de Toureio a que pertencem (Vila Franca, Moita, Campo Pequeno – Lisboa e La Algaba – Sevilha), são em número razoável para o nosso panorama taurino e esta novilhada popular que teve lugar na noite de quarta-feira  de Setembro teve em João D’Alva, jovem novilheiro da Escola de Toureio José Falcão de Vila VFranca de Xira o seu elemento mais destacado.

 

A cavalo exibiram-se Francisco Correia Lopes e Ricardo Cravidão, ambos a aplicarem conceitos diferentes de toureio, os quais agradaram no geral ao público sendo que ainda há bastantes arestas a limar. Cravidão sofreu uma queda, felizmente sem consequências. Lidaram dois erales (reses de 2 anos) da ganadaria de Fernandes de Castro que cumpriram, melhor o primeiro da noite.

 

Os elementos mais jovens dos Forcados do Aposento da Moita cotaram-se com duas boas pegas ambas ao segundo intento, por intermédio de João Gomes e Fábio Matos.

 

Como referimos na introdução a esta crónica, João D’Alva foi o mais destacado dos 4 novilheiros. É o que mais tem toureado, em especial em Espanha, o que lhe confere outro estatuto e lhe dá “bagagem” para resolver os problemas. Teve por diante um bom eral de Falé Filipe e com ele teve bons momentos de capote, cumprindo com acerto na cravagem das bandarilhas. A faena de muleta teve bons momentos, ao tourear em especial pelo lado esquerdo em que alguns dos passes foram de muito boa execução.

 

Rui Jardim (Academia de Toureio do Campo Pequeno) mostrou-se desenvolto com o capote mas não tão acertado ou feliz com as bandarilhas. A faena de muleta foi de nível razoável, aqui e além salpicada por uns bons passes. Lidou um exemplar de João Ramalho que teve alguma qualidade.

 

Filipe Martinho (Escola de Toureio da Moita) está pouco rodado e o eral  de Fernandes de Castro não era fácil, ficando a meio dos passes e busca do vulto. Esteve esforçado com o capote e deu mostras do seu valor com a muleta pois foi preciso um toureio mais sobre as pernas do que artístico e o jovem moitense soube estar à altura das circunstâncias.

 

Para encerrar este espectáculo apresentou-se Miguel Munõz (Escola de La Algaba – Sevilha) com um eral de Rio Frio que tinha génio. O jovem toureiro, pouco rodado, mostrou decisão ao recebê-lo à porta gaiola com uma larga afarolada mas logo depois sofreu uma voltareta ao tourear de capote. Com a muleta voltou a sentir dificuldades para sacar os passes, uns melhores do que os outros mas depois de nova voltareta teve de recolher à enfermaria para ser suturado dum rasgo num dedo provocado pelo arpão de uma bandarilha.

 

Dirigiu bem Manuel Gama assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva.

 

Texto e foto: António Lúcio