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BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

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MARCELO MENDES TRIUNFA NA “OPORTUNIDADE” E NÃO DESPERDIÇOU UM BOM VEIGA TEIXEIRA

22.06.18 | barreiradesombra

Praça de Toiros do Campo Pequeno – Lisboa – 21/06/18 – Corrida de Toiros

Director: Manuel Gama – Veterinário: Jorge Moreira da Silva – Lotação: +- 60%

Cavaleiros: Marco José, Gilberto Filipe, Gonçalo Fernandes, Marcelo Mendes, Parreirita Cigano, Verónica Cabaço (praticante)

Forcados: Coimbra, Monsaraz, Cartaxo

Ganadaria: Veiga Teixeira

 

MARCELO MENDES TRIUNFA NA “OPORTUNIDADE” E NÃO DESPERDIÇOU UM BOM VEIGA TEIXEIRA

IMG_8315.JPGEstas denominadas “Corridas de Oportunidade” servem muitas vezes para queimar cartuchos sem obter qualquer benefício claro pela participação num elenco onde alguns estão vistos e andam cá há muitos anos e outros pelas poucas corridas que levam toureadas nem sempre têm argumentos para se imporem e se destacarem para poder tourear mais algum espectáculo. Também se sabe que a generalidade do público que vai a estas corridas tem os seus toureiros preferidos e vai ao espectáculo numa de apoiar a qualquer custo sem ter em conta muitas vezes o que foi feito. O que é preciso é que as farpas fiquem cravadas no toiro…

 

Este cartel tinha como principal aliciante o curro de toiros de Veiga Teixeira e que, á excepção do que tocou em segundo lugar a Marco José, deu bom jogo, com destaque para 1º, 4º e 6º da ordem, motivando a justa chamada do ganadeiro à arena após lide do sexto. Foram bons colaboradores para os toureiros que vieram a Lisboa em busca de uma oportunidade.

 

E Marcelo Mendes foi o que melhor soube aproveitar as boas investidas do quarto da noite para se sagrar triunfador da corrida. Esteve bem na brega, cravou bem os compridos com destaque para a tira em que deixou o terceiro. E com os curtos, foi o autor dos dois melhores ferros da noite, entrando recto e pelo toiro dentro no terceiro curto, levantando o público das bancadas. Houve bons momentos de brega e, para rematar esta sua passagem pela arena lisboeta, um de palmo montando o “Único” que assim se despediu das arenas.

 

Gonçalo Fernandes, o cavaleiro de Seia, seguiu-se-lhe em ordem de méritos. Confirmou  a alternativa com uma lide com alguns motivos de interesse aguentando bem a carga inicial do toiro que recebera à porta dos curros deixando 2 bons compridos. Na ferragem curta foi de mais a menos, perdendo algum do fulgor inicial frente a um bom toiro que teve mobilidade e foi codicioso.

 

Marco José lidou um manso que só queria tábuas e deu-lhe a volta conseguindo alguns ferros de nota acima da média. Rematou com um de violino.

 

Gilberto Filipe veio ao Campo Pequeno mostrar a sua classe como equitador estando bem na brega, nas preparações e nos remates das sortes, rematando a sua actuação com um de violino e outro de palmo.

 

Parreirita Cigano não teve a sua noite e a sua prestação foi de fraco nível não se impondo ao toiro.

 

Verónica Cabaço foi de menos a mais na sua lide pois se os compridos foram fracos, conseguiu subir de tom nos curtos e agradou nesta sua prestação.

 

Três Grupos de Forcados para pegarem os seis Teixeiras. E se houve muitas tentativas falhadas foi mais por culpa dos forcados do que pela dureza das investidas. E neste campo triunfou com largo destaque sobre os outros dois Grupos o dos Amadores do Cartaxo com duas grandes pegas de caras ao primeiro intento por intermédio do cabo Bernardo Campino e de Fábio Beijinho. Por Coimbra abriu para Ricardo Matos que consumou à segunda e com o cabo Pedro Silva a consumar apenas à terceira e em curto. Os Amadores de Monsaraz tiveram como forcados de cara Carlos Polme e André Mendes ambos a consumarem apenas à 3ª tentativa.

 

Direcção acertada de Manuel Gama assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva.

 

Texto e foto: António Lúcio