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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Praça de Toiros do Campo Pequeno – Lisboa – 23/08/19 – Corrida de Toiros

Director: Ricardo Dias – Veterinário: Jorge Moreira da Silva – Lotação: 1/3

Matadores: António João Ferreira, Manuel Dias Gomes, João Silva “Juanito”

Ganadaria: Calejo Pires (nº 88 – 560kg; nº 124 – 532kg; nº 91 – 574kg; nº 105 – 534 kg; nº 107 – 592kg; nº 137 – 522kg)

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“JUANITO” TRIUNFA NA SUA APRESENTAÇÃO EM LISBOA

A aposta da empresa do Campo Pequeno teve o seu quê de vitória com a entrada de público a rondar o terço de lotação. Montar e levar por diante um cartel só com matadores e para mais portugueses, merecia maior presença de público, é certo, mas já é uma grande vitória. E na sua apresentação em Portugal como matador de toiros, para mais numa praça desta importância, maior relevância deverá adquirir o triunfo do jovem João Silva “Juanito” com duas grandes lides ao melhor lote de toiros de Calejo Pires.

 

Abriu praça António João Ferreira, o menos bafejado pela sorte com dois toiros que não serviram, mansos, distraídos. Recebeu o seu primeiro com verónicas e depois um quite por gaoneras que foram aplaudidas. A faena pouco mais foi do que de alinho, com passes pelos dois pitons mas sem hipóteses de luzimento. Frente ao quarto da ordem, de curtas investidas, pouco mais de meios passes, sacou alguns bons passes pelos dois pitons antes de uma voltareta que o deixou diminuído da perna esquerda tal foi o impacto da queda. Inacreditável e inaceitável o aviso que o director de corrida lhe enviou quando, num gesto de pundonor, raça e “verguenza torera” se decidiu a rematar a faena. Falta total de respeito para com o matador para com o seu esforço.

 

Para lidar segundo e quintos da ordem saiu à arena Manuel Dias Gomes, que executou as melhores verónicas da noite e teve um quite por tafalleras no primeiro do seu lote. Nesse segundo da noite teve bons momentos com a muleta, por ambos os pitóns até que o toiro veio a menos. Frente ao bonito burraco que foi quinto da noite,  a faena foi de intermitências: o toiro, ao segundo muletazo necessitava que o atacassem, que  a muleta ficasse mais na cara para o obrigar a repetir. E só as espaços Manuel Dias Gomes o conseguiu. Toureio mais encimista a sacar passes pelos dois lados, arrimando-se e justificando os aplausos.

 

Terceiro matador em praça, “Juanito” chegou, viu e venceu. Com o melhor lote dos “Calejos” desenhou verónicas para receber ambos sendo que o seu primeiro cresceu ao castigo e foi a mais na lide. Bons derechazos e bons naturais, com intensidade, numa faena bem medida e com classe. No que encerrou praça voltou a dar a medida do bom conceito de toureio que leva dentro, mostrando-se placeado, toureando a gosto e com soluções. Foi uma faena inica com passes de joelhos e depois boas séries em especial pelo lado direito não faltando uns quantos bons naturais rematados com molinetes. Foi advertido pelo director de corrida quando iniciava uma não autorizada segunda volta após a lide do seu primeiro.

 

Os toiros de Calejo Pires estavam, no geral com excesso de peso e apenas terceiro e sexto tiveram qualidades positivas, destacando-se dos restantes. Estavam demasiado afeitados…

 

Os bandarilheiros João Ferreira, Cláudio Miguel, João Oliveira e Pedro Noronha saudaram após os tércios de bandarilhas em que foram intervenientes.

 

Na direcção do espectáculo esteve Ricardo Dias – inadmissível o aviso ao matador António João Ferreira como já acima referido, assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva.

Texto e foto: Atónio Lúcio