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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

JOVENS CAVALEIROS FIXARAM A ATENÇÃO DO PÚBLICO EM CORRIDA COM INTERESSE E ALGUNS BONS TOIROS DE IRMÃOS DIAS

29.05.14 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros da Chamusca – 29.05.14 – Corrida de Toiros

Director: Pedro Reinhardt – Veterinário: José Luis Cruz – Lotação: 2/3

Cavaleiros: Marcos Bastinhas, Duarte Pinto, Salgueiro da Costa

Forcados: Amadores da Chamusca e Aposento da Chamusca

Ganadaria: Irmãos Dias

 

JOVENS CAVALEIROS FIXARAM A ATENÇÃO DO PÚBLICO EM CORRIDA COM INTERESSE E ALGUNS BONS TOIROS DE IRMÃOS DIAS

 

Havia já vários anos que não me deslocava até à bonita praça de toiros da Chamusca e em boa hora voltei. A corrida de Ascensão, a tradicional quinta-feira da espiga, levou muita gente até à praça, com um cartel de 3 jovens cavaleiros que já dão que falar pelos triunfos que vão conseguindo acrescentar às suas carreiras e que, nesta tarde, criaram alguns momentos de ‘frisson’ nas bancadas com alguns ferros de muito boa nota, e um curro de toiros cinquenho de Irmãos Dias que teve alguns bons toiros e que justificaram a chamada do ganadeiro à arena. E para rematar com chave de ouro esta interessante corrida, uma grande pega de cernelha com os campinos da Casa Dias e Manuel José a darem recital e a serem chamados para a volta final.

 

A corrida abriu com uma interessante e variada lide a cargo de Marcos Bastinhas, que esteve bem na brega, a procurar colocar bem o toiro para as sortes. Foi voluntariosa a sua actuação, procurando os melhores terrenos e cravando alguns bons ferros e de onde destacamos o terceiro curto, entrando bem ao piton contrário e rematando como mandam as regras No final, um par de bandarilhas sempre do agrado do grande público. No seu segundo toiro, de boa nota e que se arrancava para as sortes, Marcos esteve em nível bem elevado na sua actuação. Se as preparações e remates foram bons, os ferros curtos foram ainda melhores, em sortes frontais a deixar-se ver, entrando nos terrenos do toiro e cravando como mandam as regras, ante os aplausos fortes do público. Tal como no primeiro rematou a actuação com um par de bandarilhas, mas para nós ficam dois curtos estupendos de frente.

 

O segundo da tarde tinha as suas “coisas” mas Duarte Pinto não esteve afortunado na forma como o tentou lidar e também não contou com a colaboração das montadas numa lide abaixo das suas reais qualidades. E essas qualidades, de bom equitador, de toureiro, vieram ao de cima na segunda lide, a do quinto toiro, que foi de boa nota. Duarte Pinto centrou-se na lide, bregou com classe e deixou o toiro em terrenos idóneos para uma série de curtos de muito mérito, a fazerem soar os aplausos fortes e sendo três desses ferros em sortes frontais de muita exposição, deixando toiro partir primeiro no terceiro e encurtando mais as distâncias nos outros, para rematar com um ferro a atacar o toiro que se defendia já em tábuas e quase sem saída possível mas com o cavalo a encontrar uma fresta entre o toiro e a trincheira para rematar a sorte. Uma grande lide de Pinto.

 

Em terceiro lugar actuou o praticante Salgueiro da Costa que mostrou muita decisão na abordagem ao mansote e reservado terceiro da ordem, com dois bons ferros curtos. Mas no que encerrou praça vimo-lo num nível mais elevado, quer na brega quer nas distâncias que deu nos cites e na forma como cravou, com muito mérito e muita raça, os ferros da ordem, dois deles a pisar terrenos de muito compromisso e que o público aplaudiu com força.

 

No capítulo das pegas, os Amadores da Chamusca abriram praça com Mário Ferreira a não conseguir acertar as distâncias e as reuniões em três ocasiões e só à quarta e com ajudas carregadas consumou a primeira pega da tarde. Pegaram ainda Nuno Torrado à primeira a ter de aguentar muito o tardo toiro e em tarde de despedida das arena e ainda Alexandre Mira à segunda e com ajudas carregadas. Os do Aposento da Chamusca estiveram melhor com duas boas pegas de caras por intermédio de Francisco Souto Barreiros à 1ª tal como José Maria Moreira e, para fechar com chave de ouro, uma grande pega de cernelha a cargo de João Saraiva e João Rui Salgueiro.

 

O curro de toiros de Irmãos Dias, com 5 anos de idade e bem apresentado no geral, tiveram alguns bons toiros (1º, 4º, 5º e 6º) e os restantes deixaram-se tourear sem problemas de maior, sendo que o terceiro foi mais tardo e reservado. São toiros com características muito próprias e aos quais os cavaleiros e forcados têm de se adaptar pois exigem mais e têm outra personalidade. Como referimos no início, justificada a chamada e volta à arena após a lide do 4º da tarde.

 

Dirigiu bem a corrida Pedro Reinhardt assessorado pelo veterinário José Luis Cruz.