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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

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Enquanto duram as festividades natalícias e se prepara a despedida do ano de 2015 com renovadas esperanças em 2016, a minha questão é: será que o ano que aí vem, taurinamente falando, marcará a diferença?

 

Entenda-se por marcar a diferença a concretização de maior número de corridas mistas. Entenda-se também por marcar a diferença, a competição acérrima entre os mais jovens cavaleiros, quase todos eles de dinastia. Entenda-se, ainda, por marcar a diferença, a presença do toiro-toiro, de ganadarias que permitam a emoção pela sua condição de bravura e de grau de exigência criada aos toureiros.

 

E marcar a diferença, ainda, na promoção dos espectáculos taurinos na senda do que fazem as promotoras dos grandes festivais musicais. A presença de uma figura mundial do toureio não pode ser tratada, promocionalmente, como ligeireza ou como são tratados alguns cartéis ao longo do ano.

 

Se calhar, e se entendermos tudo isto como desejos que faço para 2016, acabo por formular votos a mais a pensar na bondade do Pai Natal e ainda imbuído deste espírito de partilha das festividades natalícias.

 

2015 foi um ano em que, como aqui referi na análise à temporada do «Barreira de Sombra», teve alguns momentos que marcaram essa diferença de que escrevo agora e que faço votos seja mais forte em 2016. Têm obrigatoriamente de ter continuidade em 2016 por forma a torna-la uma temporada diferente, única, com grandes acontecimentos, com elevado nível e capaz de mostrar a todos que a Festa Brava está mais forte do que nunca e com massiva presença de público.

 

Nem sempre poderão actuar as grandes figuras no que ao toureio a pé diz respeito pelos enormes custos de montagem desses cartéis. É uma verdade insofismável. Mas tem de haver um esforço para os trazer a Portugal e transformar cada um desses cartéis em algo inesquecível. Ainda que condicionado pelo elemento toiro…

 

Muitas corridas em Portugal poderiam ser mistas e em 2015 vimos que o público adere a esse espectáculo. É preciso o empenho de todos os intervenientes para que se possa tornar uma realidade mais presente ao longo da temporada. E até temos, actualmente, um naipe de matadores de toiros que podem permitir esses espectáculos: Pedrito de Portugal, António João Ferreira, Nuno Casquinha, Paco Velásques, Manuel Dias Gomes. E dois novilheiros que podem dar um passo em frente como são Diogo Peseiro e João Martins. Ou ainda como Joaquim Ribeiro "Cuqui" ou "El Juanito". Cinco matadores e quatro novilheiros que permitem um importante conjunto de cartéis… Assim alguns queiram.

 

Cartéis que completados com alguns cavaleiros da nova fornada, por exemplo, João Moura Jr, João Moura Caetano, Marcos Bastinhas, João Telles Jr, Manuel Telles Bastos, Duarte Pinto, Tomás Pinto e Miguel Moura, poderiam fazer a diferença. E tal como nos novilheiros, dois cavaleiros praticantes com provas dadas podiam ainda ajudar nesta promoção: Luís Rouxinol e Mara Pimenta (por exemplo).

 

Coloquem-nos em competição, com ganadarias que imponham respeito e tragam a emoção, e vamos ver se marcam ou não a diferença e promovem a mudança.

 

Temperem-se alguns desses cartéis com alguns dos mais veteranos, em contadas ocasiões, e poderemos ter uma maior mais acesa competição em todos os sentidos.

 

Referi que a promoção daqueles que se querem como grandes acontecimentos da temporada deve ser feita a exemplo da seguida pelos promotores dos grandes festivais musicais. Eles anunciam com bastante antecedência aquele concerto porque sabem que vai ser único! E se o público exigem, pela compra antecipada de bilhetes, dá-se um concerto extra. Porque não se faz o mesmo na lusitana tauromaquia? Viabilidade económica? Está à vista de todos e o investimento é recompensado.

 

Gostava que 2016 marcasse a essa diferença positiva. Se calhar estou ainda a sonhar alto, motivado pelo espírito natalício.

 

Votos de Bom Ano de 2016 para todos.

António Lúcio