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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

GRAVE TRIUNFA EM ABIUL. GRANDES LIDES DE FILIPE GONÇALVES E OCTÁVIO CHACÓN NOS 4º E 6º DA QUENTE TARDE

06.08.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros de Abiul – 05/08/18 – Corrida Mista

Director: Lourenço Lúzio – Veterinário: José Luís Cruz – Lotação: +1/2 casa

Cavaleiros: Filipe Gonçalves, Marcos Bastinhas

Forcados: Amadores de Évora

Matador: Octávio Chacón

Ganadaria: Murteira Grave

coretsias.JPGGRAVE TRIUNFA EM ABIUL. GRANDES LIDES DE FILIPE GONÇALVES E OCTÁVIO CHACÓN NOS 4º E 6º DA QUENTE TARDE

abiul cortesias.JPGTarde quente, a rondar os 40 graus, público sempre participativo e expressivo nas suas manifestações de apreço ou de protesto ou não estivéssemos em Abiul. Ovações a cada toque para o cornetim José Henriques. E duas voltas á arena, justíssimas, para o ganadeiro Joaquim Grave após a lide dos bravos 4º e 6º da ordem, o primeiro muito bem lidado por Filipe Gonçalves e o segundo pelo matador Octávio Chacón.

 

E é pelos toiros eu começo esta apreciação ao que se desenrolou na arena abiulense. O curro que veio da Herdade da Galeana estava bem apresentado, apesar do 5º ser pequenote,  e teve alguns toiros que se destacaram. Foi de boa nota o primeiro que  teve mobilidade e foi nobre e suave, assim como de boa nota foi o terceiro que tinha um pitón esquerdo de sonho mas que não foi devidamente explorado pelo matador espanhol. O quarto foi bravo, nobre, codicioso, com raça, investindo de todos os lados e muito bem lidado por Filipe Gonçalves que assinou um belo triunfo e deu volta com o ganadeiro. Ganadeiro que voltou a ser chamado para a volta á arena no final da lide do bravo sexto que investiu com enorme classe, sempre a humilhar, com o focinho pelo chão e por ambos os pitóns, mostrando a sua enorme classe desde o início da boa faena de muleta de Chacón.

 

Filipe Gonçalves teve uma prestação algo irregular frente ao que abriu praça, com algumas passagens em falso mas conseguindo também alguns bons ferros curtos e rematando a sua actuação com um par de bandarilhas. Seria na lide do bravo 4º da ordem que a alegria e irreverência do cavaleiro algarvio atingiria níveis elevados como o foi toda a sua lide iniciada com um ferro em sote de gaiola, prendendo desde logo o público. Bem a lidar, esteve em bom plano na cravagem da ferragem ora com entradas ao pitón contrário ora com sortes cambiadas que resultaram bem e rematou a sua passagem por esta arena com um violino, um palmo e um par de bandarilhas.

 

Marcos Bastinhas teve uma primeira onde não compreendi a opção por tanto violino pois apenas um dos curtos foi deixado de forma ortodoxa e a sesgo após algumas passagens em falso. Depois 4 violino, um dos quais de palmo… No quinto da tarde esteve em melhor plano, com dois bons curtos em sortes frontais e rematando a sua lide com dois pares de bandarilhas sempre aplaudidos pelo público.

 

Os Forcados Amadores de Évora pegaram os 4 toiros da lide a cavalo e nem sempre os forcados de cara estiveram bem. Abriu praça António Torres Alves à primeira, com decisão pois escorregou na cara do toiro quando recuava; Miguel Direito fechou-se à 3ª, Ricardo Sousa consumou à 4ª e José Maria Passanha à primeira no 5º da ordem.

 

Octávio Chacón cumpriu de capote nos seus dois toiros e escutou bronca no primeiro por não ter bandarilhado. A faena ao seu primeiro teve alguns bons muletazos pelo lado direito, por onde baseou quase na totalidade o seu labor e uns naturais de muita classe mas a que não deu continuidade. Contudo, quando começou a faena de muleta ao bravo e nobre sexto da ordem, de joelhos em terra, percebeu rapidamente as excelentes investidas do “112” e aproveitou então para se relaxara e tourear com profundidade por ambos os pitóns, com o novilho-toiro a investir humilhado, focinho pelo chão, pendente apenas e só dos voos da rubra flanela que o matador espanhol bem soube manejar. Uma grande actuação frente a um novilho-toiro de volta á arena.

 

Dirigiu o espectáculo Lourenço Lúzio com assessoria veterinária de José Luís Cruz.

Crónica e fotos: António Lúcio