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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

GRANDE ACTUAÇÃO DE ANTÓNIO TELLES NOS 125 ANOS DO CAMPO PEQUENO

19.08.17 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros do Campo Pequeno – 18/08/17 – Corrida de Toiros

125º aniversário da Inauguração da Praça

Director: Pedro Reinhardt – Veterinário: Jorge Moreira da Silva – Lotação: Esgotada

Cavaleiros: João Moura, António Telles, Luís Rouxinol

Forcados: Amadores de Montemor e de Lisboa

Ganadarias: Vinhas, David Ribeiro Telles, Oliveira Irmãos, Grave, Palha, Passanha

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GRANDE ACTUAÇÃO DE ANTÓNIO TELLES NOS 125 ANOS DO CAMPO PEQUENO

 

O 125º aniversário do Campo Pequeno foi preparado a rigor e exemplo disso foi a magnífica decoração da praça, a tradição do fado nas vozes de Camané e Nathalie, a charanga a cavalo da GNR e, uma vez mais, a lotação completamente esgotada apesar da presença das câmaras da TVI que levaram o espectáculo a centenas de milhar de portugueses. António Telles foi o grande triunfador desta corrida, com uma grande exibição no 5º toiro da noite, um Palha com muita qualidade.

 

Praça cheia até à bandeira para a comemoração de 125 anos de história, de tauromaquia e não só, de um ex-libris da nossa capital e mundialmente reconhecida como a capital do toureio a cavalo. E nada melhor para referendar esta ideia, esta histórica riquíssima, a forma de bem tourear à portuguesa, sem concessões ao facilitismo da bancada, que a grande exibição de António Palha Castro Ribeiro Telles frente ao bom toiro de Palha saído em 5º lugar. A mestria consumada de António permitiu-lhe, a par do excelente momento que atravessa, conceber e concretizar uma grande lide, com bons momentos de brega, sortes bem desenhadas e cravando ferros em sortes frontais com reuniões muito ajustadas e rematadas as sortes como mandam as boas regras. Duas voltas à arena foram prémio justo para esta grande actuação. E frente ao segundo da ordem, um toiro com ferro Ribeiro Telles, houve também bons momentos e grandes ferros.

 

João Moura abriu praça frente a toiro de Vinhas que serviu sem criar grandes complicações. Moura esteve bem na cravagem da ferragem com destaque para o segundo curto, entrando bem nos terrenos do toiro e rematando com um de palmo. No quarto da noite, de Murteira Grave e que teve comportamento sobre o mansote, deixou um bom segundo comprido e cumpriu na ferragem curta sem grandes alardes.

 

Luís Rouxinol teve por diante a “fava”, um manso sem qualidade de Oliveira Irmãos, e cumpriu a papeleta. Não havia muito mais a fazer. No que encerrou praça, de Passanha e que teve alguma qualidade, já foi possível ver o cavaleiro de Pegões ao seu melhor nível. Dois compridos de boa nota, boa brega e soluções bem encontradas para deixar a ferragem da ordem e terminar com um grande par de bandarilhas a duas mãos e um ferro de violino que fizeram soar as ovações do público.

 

Dois prestigiados Grupos de Forcados repartiram as pegas nesta corrida comemorativa: Montemor e Lisboa. Pelos Amadores de Montemor foram forcados de cara: Francisco Bissaia Barreto à 2; Francisco Borges numa extraordinária intervenção ao primeiro intento; e Manuel Ramalho a consumar à terceira. Pelos Amadores de Lisboa foram para a cara dos toiros Martim Lopes, muito bem à 1ª; Duarte Mira à 3ª e João Varanda à 1ª.

 

Na direcção da corrida esteve Pedro Reinhardt, bem, assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva.

 

Crónica de António Lúcio