Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Praça de Toiros do Montijo – 28.06.14

Director: Pedro Reinhardt – Veterinário: Jorge Moreira da Silva – Lotação: ¾

Cavaleiros: Luis Rouxinol, Gilberto Filipe, Manuel Lupi, Mara Pimenta

Forcados Amadores do Montijo

Ganadarias: Rio Frio e Passanha (4º)

 

FORCADOS AMADORES DO MONTIJO COMEMORAM 50 ANOS DE EXISTÊNCIA COM BRILHO

 

O Grupo de Forcados Amadores do Montijo comemorou 50 anos de existência juntando velhas glórias e conseguindo uma noite quase perfeita com seis toiros pegados à primeira e apenas um à segunda tentativa, numa jornada marcada pelo convívio entre antigos e actuais forcados e que, perante uma magnífica lotação se cotaram com uma actuação de conjunto de muito boa nota, com os forcados da cara a cumprirem na função e os ajudas selecionados pelo actual cabo Ricardo Figueiredo a mostrarem muita coesão. E foi o cabo Ricardo Figueiredo a levar para casa o prémio «Adega de Pegões» à melhor pega pela pega efectuada ao sexto toiro. Abriu praça Élio Lopes com uma rija cara á primeira, seguido por Ricardo Almeida que suportou fortes derrotes. Seguiram-se Ricardo Parracho à 1ª, Manuel Carlos à 2ª, João Damásio e Isidoro Cirne, ambos à primeira.

 

Luis Rouxinol não teve a sorte do seu lado em especial no que foi quinto da noite. No que abriu praça, e depois de dois compridos em sortes à tira, a série de curtos foi de altos e baixos, destacando-se positivamente na lide e na cravagem do terceiro em que entrou bem nos terrenos do toiro, para terminar com um de violino e outro de palmo. O quinto começou por se defender de cara no ar sempre que via o braço do cavaleiro com o ferro e não foi fácil a tarefa de Rouxinol que inclusive falhou a cravagem de dois ferros. O terceiro, de frente e mais consentido foi o seu melhor ferro nesta segunda lide, tendo recusado a volta á arena.

 

Entrou a substituir João Moura (ainda não recuperado da queda) e saiu como triunfador desta corrida de S. Pedro, a tradicional corrida de toiros integrada nas festas do Montijo. Gilberto Filipe mostrou a sua disposição para triunfar e abordou a lide com intensidade na brega, a procurar os melhores terrenos para deixar colocado o toiro e, em sortes frontais, cravou 4 ferros curtos de muito bom nível, entrando nos terrenos do toiro, para rematar com ferro de violino. O seu segundo não foi tão claro nas investidas mas nem isso intimidou o cavaleiro que colocou o que o toiro não tinha, atacando-o quando se fechou para tábuas e deixando bons ferros.

 

De Manuel Lupi gostei da sua decisão ao receber o toiro à porta gaiola e aguentar a sua recarga forte. A lide não teve o impacto que se poderia esperar pois o toiro foi-se apagando, perdendo gás, e Lupi só na fase final conseguiu pisar-lhe os terrenos e deixar dois ferros de melhor nota. Lidou o seu segundo com ganas de triunfo e três dos ferros foram de boa nota, com cambiadas não muito pronunciadas e que resultaram.

 

Quem também esteve em plano muito interessante foi a amadora Mara Pimenta que lidou um novilho de Passanha de qualidade sofrível mas que lhe permitiu chegar às bancadas com facilidade. Bregou bem, encontrou novilho em todo o lado e os ferros foram bem deixados. Cravou um de violino antes de rematar com outro bom curto em sorte frontal e está a tornar-se um caso.

 

Os toiros de Rio Frio, rematados e com trapio à excepção do segundo, tiveram comportamento diverso, trazendo emoção nas pegas e em alguns momentos de toureio. Complicações tiveram algumas mas não daquelas irresolúveis.

 

Na direcção, com bom critério, esteve o delegado técnico tauromáquico Pedro Reinhardt, assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva, com a Monumental do Monttijo a registar algo mais de ¾ de lotação preenchida.