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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

E APLICOU-SE A LEI DE MURPHY “SE ALGO PODE CORRER MAL, VAI CORRER MAL”. POLÉMICA NA MOITA AO SEXTO TOIRO DA NOITE

18.09.22 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros “Daniel do Nascimento” - Moita – 17/09/22 – Corrida Mista

Director: Ricardo Dias  – Veterinário: Carlos Santos – Lotação: 60%

Cavaleiros: João Salgueiro, João Ribeiro Telles

Forcados Amadores da Moita (mudança de cabo)

Matadores: Joaquim Ribeiro “Cuqui” e João Silva “Juanito”

Ganadarias: Passanha (lide a cavalo); Murteira Grave (lide a pé)

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Na noite de ontem, sábado, realizou-se uma corrida de toiros mista, composta por parte dos artistas que haviam sido anunciados para as corridas de terça-feira (corrida do Município) e de quarta-feira, a corrida dos matadores, e que não se realizaram devido ao mau tempo de terça e quarta-feira. Não questionando os motivos da anulação da corrida de terça-feira, houve mesmo bastante chuva, na quarta-feira teria sido preferível aguentar o espectáculo até à hora do sorteio e, se se justificasse pelo mau tempo, suspender ou anular o mesmo, até porque existem seguros para as inclemências climatéricas…

E se isto já não era um bom prenúncio, levar a efeito uma corrida com 8 toiros 8, poderia criar situações como a vivida no sétimo toiro e, por isso, levou-me a aplicar aqui a Lei de Murphy como titula esta crónica. E se as coisas já não corriam bem pois toda a gente esperava uma corrida de matadores, duas figuras de Espanha, etc…, acabaram por correr pior quando saiu, com problemas de locomoção bem visíveis, o sexto da tarde, e não foi devolvido como se impunha. Entre assobios e outros protestos, o cavaleiro João Ribeiro Telles (claramente prejudicado) cravou dois compridos e dois curtos e recolheu-se na trincheira enquanto o forcado David Solo também ouviu assobios quando se preparou para a pega que resultou bem e a viajar até tábuas, fechado ao primeiro intento.

Outra situação que devia ser cuidada, com 8 toiros 8, 4 a cavalo e 4 a pé, e tenho dificuldade em entender enquanto aficionado, é porque é que não se lidam primeiro os 4 a cavalo e na segunda metade os restantes 4 a pé? Mete burladero, tira burladero, trator na arena com a grade para a alisar e lá se perdem preciosos minutos num espectáculo que estava a ser fastidioso e sem grandes motivos de alegria para o público e para o aficionado. Uma questão de agilização de processos, de aumento do ritmo e da diminuição dos tempos mortos…Mas parece que, também aqui se aplicou claramente a Lei de Murphy.

Dito isto, as lides a cavalo, a cargo de João Salgueiro e de João Ribeiro Telles tiveram alguns momentos de interesse, com alguns momentos de boa brega e alguns bons ferros a cargo dos dois cavaleiros, mas a falta de transmissão dos toiros de Passanha e a sua pouca raça não permitiram os momentos brilhantes que todos desejávamos.

No toureio a pé Joaquim Ribeiro “Cuqui” esteve bem de capote, cumpriu com as bandarilhas e conseguiu alguns muletazos de qualidade em ambos os toiros de Murteira Grave que também falharam na bravura e na potabilidade das investidas em termos gerais. Mas afortunado esteve João Silva “Juanito” que, mais placeado, pode exprimir-se num conceito de toureio que chega ao público e que tem o sue mérito, sacando bons momentos de capote e de muleta, entendendo-se bem com os dois exemplares que lhe tocaram em sorte. E quando o público grita “Torero, Torero”, está tudo dito.

Despediu-se Pedro Raposo do comando dos Amadores da Moita e com uma boa pega de caras ao primeiro intento, transmitindo o testemunho a seu irmão João Raposo que também consumou com facilidade ao primeiro intento. No quinto da noite esteve na cara Fábio Silva, mal ajudado na 1ª tentativa e que só à 3ª conseguiu, com mérito, a consumação. Encerrou praça David Solo com outra boa cara ao primeiro intento. Nesta corrida fardaram-se 50 ou mais elementos antigos e actuais.

Na direcção de corrida esteve Ricardo Dias assessorado pelo veterinário Carlos Santos.

Texto e foto: António Lúcio