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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

CRÓNICA - MOURÃO: PARA MAIS TARDE RECORDAR

cortesias mourão.jpg

Praça de Toiros de Mourão – 31.01.16 – Festival taurino

Director: Agostinho Borges – Veterinário: Matias Guilherme – Lotação: Esgotada

Cavaleiro: Rui Fernandes

Forcados: Amadores de Santarém

Matadores: Finito de Córdoba, Juan José Padilla, Juan Bautista, Fernando Robleño, Manuel Dias Gomes

Ganadaria: Grave

 

MOURÃO: PARA MAIS TARDE RECORDAR

 

Arrancou a temporada portuguesa com o tradicional festival misto em Mourão e, desde logo e com praça esgotada, podemos afirmar que foi uma tarde para desfrutar: de boa temperatura, de grande ambiente e de alguns momentos extraordinários de toureio. Foi uma tarde para mais tarde recordar, como dizia o antigo anúncio da Kodak. Uma tarde com gratos motivos para recordar e onde o toureio a pé esteve a grande altura. O Dr. Joaquim Grave, enquanto organizador deste evento está de parabéns pelo magnífico cartel e, como ganadeiro, pelo excelente jogo de 3º, 4º e 6º novilhos, sendo justamente chamado á arena no final.

 

Rui Fernandes cumpriu na lide do primeiro da ordem, quer na brega quer na ferragem, destacando-se nos curtos e rematando com meio par e um ferro de palmo, aproveitando para rodar montadas. Francisco Graciosa, dos Amadores de Santarém, pegou bem à primeira tentativa.

 

Finito de Córdoba esteve bem a receber o seu eral com duas verónicas de enorme classe. Depois, com a muleta, a faena foi a mais, entendendo bem as condições da rês e conseguindo tandas de naturais e de derechazos de muita categoria, com profundidade, mostrando toda a sua tauromaquia. Momentos com classe e que foram sublinhados com olés e aplausos dos aficionados.

 

Juan José Padilla, recebeu o eral com duas largas cambiadas de joelhos e algumas verónicas com estilo, de mãos baixas, rematadas com rebolera. Cumpriu no tércio de bandarilhas e iniciou a sua faena de muleta com 8 passes de joelhos por ambos os pitóns. E depois, já com o público «no bolso», foram séries por ambos os pitóns, circulares, desplantes... Padilla no seu estilo muito próprio e de entrega total, justificando as 2 voltas à arena que o público exigiu.

 

Em terceiro lugar saiu um eral de muita classe, em especial pelo lado esquerdo, e que Juan Bautista recebeu com boas verónicas rematadas com meia de cartel. A faena de muleta, iniciada pelo lado direito, foi em crescendo, entendendo muito bem as distâncias e elegendo os melhores terreno. Os naturais foram de muita profundidade e classe a que se seguiram duas séries de naturais pelo lado direito, abandonando a espada e rematando as séries com passes pelos dois lados, com arte e uma classe insuperáveis. Foi a grande faena da tarde.

 

Fernando Robleño teve por diante o mais complicadote dos seis Graves que saíram á arena de Mourão. Lanceou a fixar as investidas e dobrou-se bem com ele. Por baixo foram os muletazos iniciais e, com raça e entrega, desenhou os derechazos  e uns quantos naturais com mérito, melhorando bastante as condições de investida do eral. Uma faena de bastante mérito.

 

Manuel Dias Gomes teve momentos verdadeiramente extraordinários com o capote com belas verónicas flectindo o joelho e rematando com meia de muito boa nota. Por baixo iniciou a faena de muleta, passes com mando e temple pelo lado direito, bem ligados. Mérito maior ao dar distâncias bem largas ao citar para o primeiro passe, trazer a investida bem metida na muleta, aguentar e ligar como o fez em duas vezes pelo lado direito. Os naturais tiveram classe, largos e profundos, rematando a sua actuação com mais passes pelo lado direito, com muito gosto e agradando profundamente aos aficionados. Um bom cartão de apresentação com vista à temporada.

 

No final, volta á arena para o ganadeiro acompanhado de Dias Gomes e a saída de todos os toureiros e forcados bastante aplaudida pelo público.

 

No início das cortesias guardou-se um minuto de silêncio em memória do forcado Bruno Raimundo. O espectáculo foi bem dirigido por Agostinho Borges, assessorado pelo veterinário Matias Guilherme.

 

Texto e Fotos: António Lúcio

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