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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Barreira de Sombra no www.FeelFm.pt - 35.ª - emissão 26/Novembro/2014

26.11.14 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Boa noite. Sejam todos bem-vindos. Este espaço, que semanalmente aqui, na www.FeelFm.pt, podem seguir, tem hoje o final. Não um fim, definitivo, pelo menos assim o esperamos, eu e o meu Amigo António Lúcio, mas um final, para intervalo.

Um tempo de interregno após 35 emissões. Um fim de uma série, ditado por várias razões, todas elas já explicadas e explicitadas pelo António Lúcio. Uma interrupção que apenas se confina aqui, á, e na, www.FeelFm.pt. A minha colaboração no barreiradesombra.blogspot.pt, essa, enquanto o meu Amigo António Lúcio a isso se dispuser, vai continuar.

Feitos os esclarecimentos devidos, na hora do fecho de um ciclo, no fim de uma série, que coincide também com o fim de temporada, talvez por isso, seja oportuno fazer um pequeno balanço do que foi a festa dos toiros por mim registada neste ano da graça de 2014.

Os números revelam o que revelam. Mas revelam sobretudo a nossa vontade de poder contribuir para a difusão e divulgação da Festa Brava, da Festas dos Toiros em Portugal. Um contributo que não cobra nada por isso. Reconheça-se, todavia, que é muito mais que uma forma de fazer pedagogia. Como aficionado, ou aficionados, eu e o António Lúcio, pelo exemplo, e pelo carinho que dedicamos ao que gostamos, não nos sentimos obrigados a fazer profissão de fé sobre o que somos, quem somos, porque somos, como somos e, sobretudo, o que queremos. Repito, para que conste, não nos sentimos obrigados a justificações que vão além do que semanalmente o nosso trabalho escrito e falado, traduz. Gostamos porque gostamos. Respeitamos os que não gostam. Mas não deixamos que os que não gostam nos tentem sequer travar um instante quando escrevermos ou falamos do que gostamos. Somos livres, num país livre. E sabemos exigir que respeitem a nossa Liberdade, a mesma exigência que temos para com a Liberdade dos outros.

Na hora de fim de uma série de programas, para que não restem dúvidas, fechamos um ciclo, mas não nos encerramos, de todo.

Mas vamos ao balanço do que vimos, ou de como vimos, pelo menos em números, a temporada tauromáquica de 2014 a Norte do Mondego.

Uns quantos largos quilómetros percorridos, umas quantas tardes, e noites de preocupação – sim, de preocupação de que tudo corresse pelo melhor nas arenas. Se existe coisa que nos dá muita satisfação e alegria, um enorme gozo anunciar, é poder dizer que assistimos, participamos, estivemos lá e comentar essas noites em que tudo saiu bem. Gostamos de comentar boas lides, grandes faenas, praças cheias e testemunhar espectáculos com um final cheio de expectativa.

Assim sucedeu em algumas das 13 corridas de toiros, realizadas em 10 localidades, onde marcamos presença.

Iniciamos a temporada de 2014 a Norte do rio Mondego, no dia 27 de Abril, com a corrida realizada em Estarreja. Seguiu-se Oliveira de Frades, no dia 25 de Maio. Em 22 de Junho, fomos até S. Romão da Ucha, seguiram-se Vagos, a 6 de Julho, a 11 de Julho arrancou a temporada na Praça de Toiros da Póvoa de Varzim, com uma nocturna, a já consagrada Corrida dos Caçadores do Norte, no dia 13, fomos até Tendais, em Cinfães do Douro, no dia 25, ainda de Julho, voltamos á Praça da Póvoa para a 18ª. Corrida Tv/Norte, uma clássica das corridas televionadas, no dia 3 de Agosto, estivemos na Praia de Mira, e no dia 9, outra vez na Póvoa para no dia seguinte, no dia 10, rumar-mos até Amarante, onde a ganadaria Casa d'Avó, nos deslumbrou. No dia 17, voltamos à praça da Póvoa para testemunhar a alternativa do primeiro cavaleiro como profissional a Norte do Mondego, José Carlos Portugal, no dia 23 de Agosto, fomos a Baião e terminamos a nossa cobertura a Norte, com a Corrida da Liberdade, no dia 24, em Viana do Castelo, onde vivemos o delírio da actuação de Manuel Dias Gomes. Para os que dizem que o toureio apeado não tem aficion de relevo, aqui deixo,mais uma vez, o registo do que foram as faenas do novilheiro Manuel Dias Gomes. Só que lá esteve, sabe como foram aquelas duas intervenções nessa tarde.

Mas na hora de balanço, coisa que já o disse, não é muito do meu agrado, quero aqui deixar também como registo, que nas 13 corridas que assistimos e comentamos em 2014, vimos as 51 actuações de cavaleiros, assim repartidos: - 44 de 24 cavaleiros profissionais e praticantes, e 7 de 3 amadores, por sinal amadoras.

No toureio apeado, em 2 espectáculos, assistimos à actuação de 3 novilheiros.

Vimos como se pega em Portugal, registando a actuação nos 13 espectáculos a que assistimos, de 11 Grupos de Forcados, em 23 intervenções. E como sem toiros não há touradas, vimos e comentamos a lide e o desempenho que deram 74 toiros e novilhos de 14 ganadarias portuguesas.

Bem, depois de todo este registo numérico, lógico será que os ouvintes perguntem :- mas afinal, qual o balanço final que faz?

Faço um balanço positivo. Artisticamente aceitável. E neste aceitável, com nota mais, nos cavaleiros, destaco as actuações de Ana Batista, Filipe Gonçalves, Ana Rita, Brito Paes, Mateus Prieto, Marcelo Mendes, Duarte Pinto, Jacobo Botero. Numa outra categoria, dos mais rodados, a 'juventude e o carisma' de Mestre Joaquim Bastinhas, a entrega e garra de Rui Salvador, na Póvoa e em Viana, e a 'vergonha toureira' de um grande senhor e profissional, Luís Rouxinol. Uma palavra ainda de incentivo para o José Carlos Portugal. O seu esforço e persistência merecem ser destacados.

Destaque também para as cavaleiras amadoras, Mara Pimenta, Soraia Costa e Cláudia Almeida.

A actuação de Mara Pimenta em Oliveira de Frades e na Póvoa, mostraram que existe trabalho de casa bem feito, e muita vontade em aproveitar as oportunidades. Soraia Costa, reúne quase todas as condições ideias para fazer carreira. Mais dois ou três anos de tarimba, e venham de lá as oportunidades. O que vi de Cláudia Almeida, no pouco tempo que teve para actuar em S. Romão da Ucha, deixou boas expectativas.

Sem medo de desmentido, renovo tudo o que disse e escrevi sobre a necessidade de voltar a dar uma oportunidade ao toureio a pé em Portugal, nos cartéis a oferecer.

Sobre os grupos de Forcados, a alma das corridas de toiros à Portuguesa, escuso-me de repetir. São muitos os Grupos? - Mas são bons e trazem animação e alegria, que é uma coisa que está a fazer falta na Festa dos Toiros em Portugal. E por aqui me fico.

Um até breve …. até lá, do Norte, com um abraço - josé andrade