Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

AZAMBUJA - COMO DIRIA O CANTOR, “FOI BONITA A FESTA, PÁ” – BONS MOMENTOS DE TOUREIO, BONS TOIROS E MAGNÍFICAS PEGAS

30.05.22 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros “Ortigão Costa” – Azambuja – 29/05/22 – Corrida de Toiros

Director: Ricardo Dias – Veterinário: José Luís Cruz – Lotação: quase cheia

Cavaleiros: Manuel Telles Bastos, Marcos Bastinhas, Duarte Pinto, Andrés Romero, Parreirita Cigano, Joaquim Brito Paes (praticante)

Forcados Amadores de Azambuja (antigos e actuais – 55º aniversário)

Ganadaria: João Ramalho

IMG_0797.JPG

O Grupo de Forcados Amadores de Azambuja cumprem o seu 55º aniversário e deram uma prenda extraordinária ao homenageado Francisco Vassalo, figura de referência entre a forcadagem azambujense e não só, com cinco pegas à 1ª e apenas uma á segunda, a que abriu o festejo, numa corrida marcada pelos bons toiros de João Ramalho (2 voltas. Uma no 3º e outra no 4º toiro) e por ter havido muitos momentos de bom toureio com destaque para Marcos Bastinhas e Andrés Romero, para o classicismo de Manuel Telles Bastos e de Duarte Pinto, a raça de Parreirita Cigano e a desenvoltura de Joaquim Brito Paes numa lide que foi a mais.

A tarde era de homenagem a Francisco Vassalo, o que aconteceu no intervalo da corrida e com diversas entidades a marcarem presença, como os presidentes da Câmara, da Junta de Freguesia e da Poisada do Campino e ainda da Junta de Freguesia do Vale de Santarém, à qual o homenageado também esteve ligado. Francisco Vassalo era a imagem de um homem feliz e emocionado.

Abriu praça Manuel Telles Bastos frente a um toiro mansote, a descair para tábuas, e que lhe deu a lide que exigia, com muito mérito e classe, com alguns ferros de muito boa nota e ao som de música. Boa tarde de Manuel Telles Bastos.

 Pois bem quem também provocou emoções fortes na bancada foi Marcos Bastinhas, com uma lide alegre, com bons pormenores desde que foi buscar o toiro à porta-gaiola e lhe foi deixando a ferragem, em crescendo, metendo-se com o público que não se fartou de o aplaudir. Deixou um par de muito valor numa actuação de muito bom nível.

Em terceiro lugar outra actuação de um clássico e com classe. Duarte PInto, fiel ao seu conceito e com uma fase final de curtos de grande valia, com reuniões ajustadas frente a um bom toiro.

Quem também teve uma lide muito interessante na brega, nos remates e na maioria da ferragem que deixou ante o bom quarto da ordem, foi o espanhol Andrés Romero. Sortes frontais bem desenhadas, reuniões ajustadas e o público a tributar-lhe fortes ovações.

Parreirita Cigano é um poço de valor. Enfrenta os toiros nos terrenos de peso, não se furta à luta e voltou a mostrar raça e valor desmedidos frente a um toiro que não lhe facilitou a vida.

Em sexto e último lugar, numa corrida que já ia longa e com o frio a fazer-se sentir, Joaquim Brito Paes foi de menos a mais e acabou em bom plano esta sua passagem por Azambuja frente a outro toiro que não facilitou.

Os Forcados de Azambuja tiveram uma tarde de êxito total sob o comando de Nuno Matos. Juntando veteranos com rapaziada mais nova e que são bons forcados, apenas na primeira pega de caras não conseguiram concretizar á primeira. Telmo Carvalho esteve enorme nas duas tentativas e na2ª foi bem ajudado, algo que não tinha acontecido na primeira. Depois dele foram caras António Marramaque com muita serenidade a fechar-se com galhardia, o também veterano Luís Saramago que esteve muito bem em todos os momentos da pega e ainda Ruben Santos que brindou ao cavaleiro Paulo Jorge Ferreira (radicado nos EUA). Para rematar a belíssima tarde de grandes pegas de caras, saltaram á arena João Gonçalves e João Branco. Que bela tarde para a rapaziada da jaqueta de Azambuja.

Os toiros, como referimos, foram de João ramalho, sobressaindo 2, 3º e 4º, com o ganadeiro a dar volta nestes dois últimos.

Boa direcção de corrida de Ricardo Dias assessorado pelo veterinário José Luís Cruz.

Texto e foto: António Lúcio