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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

APOSTA GANHA COM A CORRIDA MISTA EM AZAMBUJA

30.05.21 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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Praça de Toiros “Ortigão Costa” – Azambuja – 30/05/21 – Corrida Mista

Director: Manuel Gama – Veterinário: José Manuel Lourenço

Cavaleiros: Ana Batista, João Moura Caetano, Duarte Pinto, Joaquim Brito Paes

Forcados: Amadores de Santarém e Azambuja

Matador: Manuel Dias Gomes

Novilheiro: Diogo Peseiro

Ganadaria: Fontembro

APOSTA GANHA COM A CORRIDA MISTA EM AZAMBUJA

Azambuja tem sido o exemplo claro de que a corrida mista (ou as novilhadas mistas) é o espectáculo que pode ajudar a revitalizar a nossa festa brava pois existe maior variedade e competição, o que leva mais público à praça e, logo, permite outras opções às empresas. Esta foi uma aposta ganha pela empresa Ovação e Palmas a que só faltou a colaboração dos toiros lidados nesta tarde, da ganadaria de Fontembro e que não tiveram a necessária e desejada qualidade para o toureio a pé.

Ana Batista teve uma actuação em muito bom plano desde que cravou o segundo comprido, de muito boa execução. Lidou com acerto e mostrou a sua classe na brega e nos remates, apontando bons ferros curtos, em especial os dois primeiros. Foi a lide adequada a um toiro que se mostrou mansote e por vezes distraído.

João Moura Caetano também teve de lidar um toiro que não foi muito colaborador. Com a ferragem curta vimos Moura caetano em bom plano, com ferros em batidas ao pitón contrário de onde o último da série foi de muito boa execução, o melhor da sua lide e quiçá, da tarde.

Duarte Pinto foi de menos a mais. Depois dos compridos menos conseguidos, subiu de tom nos curtos onde o terceiro foi de muito boa execução. Teve momentos de boa brega.

Joaquim Brito Paes deixou um segundo comprido de muito boa nota e uma série de 4 bons ferros curtos numa lide redonda, com bons momentos e a mostrar a sua qualidade e um bom sentido de lide.

Manuel Dias Gomes teve por diante um toiro que não deu muitas hipóteses para o luzimento. Desenhou algumas verónicas e a faena de muleta teve uns quantos passes naturais e outros pelo lado direito que tiveram qualidade e uma actuação que valeu pelo seu empenho, pela forma como tentou construir a faena que o toiro não permitia. Mérito maior do matador em impor-se e na forma como lhe “roubou” os passes.

Diogo Peseiro teve por diante “a rolha” dos seis Fontembro. Um toiro que desde cedo procurou refúgio em tábuas e apenas permitiu luzimento ao novilheiro no tércio de bandarilhas onde o segundo par, a quiebro, foi de mérito e risco. Com a muleta não teve hipóteses de construir faena pois o toiro saía solto após cada muletazo e fugia para tábuas sem querer investir… Esforço e atitude marcaram a passagem de Peseiro pela arena azambujense.

Dois Grupos de Forcados Amadores estiveram em praça: Santarém e Azambuja. Os Amadores de Santarém tiveram na cara dos toiros os forcados Francisco Cabaço que suportou alguns derrotes e o grupo ajudou bem consumando à primeira e António Queiós também numa boa concretização ao primeiro intento. Quanto aos Amadores de Azambuja, concretizaram duas boas pegas de caras ao segundo intento por intermédio de João Gonçalves e de Rui Mogas, com boas primeiras ajudas de João Marramaque.

Na direcção do espectáculo esteve Manuel Gama assessorado pelo veterinário José Manuel Lourenço. Nesta corrida guardou-se um minuto de silêncio em memória do aficionado azambujense António Salema, do ganadeiro Pontes Dias e de todas as vítimas do Covid.

Texto e foto: António Lúcio