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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

APESAR DE ALGUMAS BOAS PEGAS, ASSIM NÃO SE CRIA AFICIÓN…

01.05.14 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros do Montijo – 01.05.14 – Festival Tauromáquico

Director: Pedro Reinhardt – Veterinário: Carlos Santos – Lotação: 1/5

Cavaleiros: Ana Batista, Pedro Salvador, Marcelo Mendes, Tiago Martins, Filipe Ferreira, Verónica Cabaço, Mara Pimenta

Forcados: Amadores do Ribatejo, Moita, Tert. Taur. Montijo, Azambuja, Arronches, Monsaraz, Arruda dos Vinhos

Ganadarias: Fernando Palha, João Ramalho, José Palha, Prudêncio, Santos Silva, Luis Rocha, Passanha

 

 

APESAR DE ALGUMAS BOAS PEGAS, ASSIM NÃO SE CRIA AFICIÓN…

 

E apesar de ser um festival tauromáquico, com todas as nuances que a obsoleta legislação permite, não se cria afición num espectáculo em que as reses têm no geral escassa presença, em que existem reses de diversas idades (neste caso de 3 a 5 anos), muitas sem trapio, uma delas inapresentável ainda que num festival (o terceiro). O festival tauromáquico, de beneficência, tem de merecer de todos o máximo respeito na sua confecção e na oferta que fazem ao público que, ainda por cima, paga bilhete e lhe vê ser servido um prato em que o ingrediente principal, o toiro, não tem nem a presença nem a qualidade suficientes para o fazer voltar numa próxima ocasião. E também os apoderados dos toureiros têm responsabilidades neste estado de coisas ao aceitarem tourear o que sair!...

 

Ana Batista abriu praça com um toiro de 5 anos, de Fernando Palha, que saiu a fazer alguns estranhos mas que teve alguns pormenores positivos apesar de mansote. A cavaleira de Salvaterra despachou dois compridos á tira e na série de curtos, em que teve bons pormenores de brega, foi a mais na lide e os dois ferros finais deixados mais em curto, pisando mais os terrenos do toiro, foram de boa nota.

 

Em segundo lugar e para Pedro Salvador saiu um novilho de João Ramalho que serviu. Sem muitos rodeios deixou-lhe dois compridos e na ferragem curta um total de cinco, nem sempre isentos de algum toque na reunião mas onde Pedro Salvador tentou ir de frente. Na minha modesta opinião esteve mais acertado e feliz a lidar.

 

O terceiro da ordem era de José Palha e não tinha apresentação nem tipo, saindo a barbear tábuas e a procurar um ponto de refúgio. Com ele esteve laborioso Marcelo Mendes, a procurar interessar o morlaco nas montadas e a cravar dois compridos e uma série de 4 curtos, em que se entregou para tentar agradar ao público e cumprindo a papeleta.

 

Tiago Martins substituiu António D’Almeida e teve por diante um novilho de Prudêncio, aberto de córnea e rabicho e teve uma lide a cumprir, cravando três curtos de melhor nota em sortes frontais abrindo os quarteios o suficiente para passar e cravar.

 

Filipe Ferreira teve demasiadas passagens em falso para deixar os dois compridos ao toiro de Santos Silva que foi cumpridor. Deixou-lhe mais três curtos numa lide que não teve impacto e onde foi patente que o afastamento das arenas não lhe foi benéfico.

 

A jovem Verónica Cabaço continua a montar muito bem, o que ajudou na lide que deu ao novilho de Luis Rocha e que serviu. Foi na série de curtos que esteve melhor, com os três primeiros a serem os melhores, entrando de frente ou ao pitón contrário, e chegando ao público.

 

Em último lugar e frente a um cumpridor Passanha, a amadora Mara Pimenta esteve acertada nos compridos e soube deixar o novilho bem colocado para série de curtos, de mais a menos pois teve três ferros em quarteios bem marcados e para deixar o de palmo – o tal mais um que nada acrescenta de positivo na maioria das lides – só à segunda tentativa o conseguiu colocar.

 

Sete Grupos de Forcados Amadores pegaram os sete exemplares de caras e pertenceram-lhes alguns dos melhores momentos da tarde. A abrir esteve o Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo que por intermédio de Pedro Coelho concretizou uma rija cara à 3ª tentativa; os Amadores da Moita venceram o prémio à melhor pega com Fábio Silva, o qual concretizou una vistosa cara à primeira, com o toiro a sair com muita pata e onde não faltou decisão ao forcado para se fechar, sendo bem ajudado; pelos da Tertúlia do Montijo foi Yuri Medeiros a fechar-se à segunda tentativa e por Azambuja Hugo Abreu concretizou dura pega à segunda. Os Amadores de Arronches tiveram na cara do quinto da ordem o forcado Luis Ventura que consumou rija cara à primeira; no sexto estiveram os Amadores de Monsaraz por intermédio de Luis Fontes que apenas concretizou à segunda e a encerrar praça, pelos Amadores de Arruda dos Vinhos foi João Costa com uma boa pega de caras à primeira.

 

Direcção acertada de Pedro Reinhardt, assessorado pelo veterinário Carlos Santos e com cerca de 20% da lotação preenchida. A Monumental do Montijo terá outra corrida de toiros dia 28 de Junho pelas 22h, a corrida de S.Pedro e onde actuarão os cavaleiros João moura, Luis Rouxinol e Manuel Lupi, que reaparece. Pegarão os Amadores do Montijo, que cumprem 50 anos de existência, e os toiros serão de Rio Frio.