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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

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2019: UM ANO DE ATAQUES SEM PRECEDENTES À TAUROMAQUIA

O ano tauromáquico de 2019 fica marcado por um ataque sem precedentes à nossa cultura, ao nosso “modus vivendi”, à nossa identidade, e sem que se vislumbrem acções de força conducentes à reposição da legalidade e dos direitos dos cidadãos que, como nós, gostam de toiros, de cavalos, do campo e da sua vivência única, e que vemos esses direitos ser atingidos por quem nos quer impor, não importa com que custos, uma visão desprovida de sentido, totalitária e sem reconhecer outros direitos que não aqueles que nos querem impor.

Na Assembleia da República, o deputado do PAN tentou acabar com as touradas por decreto. Foi chumbado com votos contra do PS, PSD, CDS e PCP, que defenderam, nessa altura, os nossos direitos. Mas a composição actual da Assembleia da República já não nos é tão favorável e até no programa de Governo já há uma proposta anti-taurina com o aumento da idade para poder assistir a uma corrida de toiros… Continua, ainda, a existir uma proibição que impede a transmissão de corrida de toiros na televisão antes das 22h30, se bem que a transmissão e violência de todo o tipo, pornografia e tudo o mais, seja uma constante em tudo quanto é canal de televisão, qualquer que seja o horário ou o dia da semana.

Há quase 10 anos que a Câmara Municipal de Viana do Castelo adquiriu a Praça de Toiros local para proibir as corridas de toiros e agira poderá mesmo ser demolida. Tal como Espinho. Setúbal está há cerca de 3 temporadas sem dar corridas de toiros. A Póvoa de Varzim declarou-se anti-touradas e fechou a sua emblemática Monumental e nem mesmo uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto a pronunciar-se a favor da tauromaquia dizendo que proibir a tauromaquia é inconstitucional, fez com que se voltassem a realizar corridas nessa cidade.

No Alentejo quase uma dezena de praças continuam fechadas porque foram chumbadas nas inspecções da IGAC ou por outras razões, económicas talvez…

Afirmou-se várias vezes, durante o ano, que houve mais espectáculos e mais espectadores nas nossas praças de toiros e um exemplo foi Santarém. São elementos importantes mas, como referi em artigo de opinião publicado no jornal OLÉ, que não chegam para vencer a guerra.

É, pois, urgente blindar a Festa Brava enquanto Património Cultural Imaterial contando para isso com a imprescindível colaboração das autarquias locais e das Associações Tetúlias, Prótoiro, ANGF, ANDT, APCTL, estes três últimos representantes dos actuantes e maiores interessados nessa protecção que, juridicamente, poderá fazer toda a diferença.

Texto: António Lúcio