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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

TEMPORADA 2015.jpg

  1. INTRODUÇÃO

As temporadas, em todas as áreas da cultura (e não só), ficam marcadas pelos êxitos e pelos fracassos. E qualquer temporada tauromáquica não é diferente da temporada de outras áreas. Os sucessos, ou êxitos, marcam positivamente cada ano e é desses que nos dá gozo falar e escrever. Porque “dos fracos não reza a história.”

Esta temporada de 2015, para o «Barreira de Sombra» foi, em termos de números de espectáculos assistidos, idêntica à anterior, já que presenciámos 50 espectáculos, dando primazia a uns quantos que acabaram por se revelar de verdadeiros acontecimentos. Pela sua importância e pela repercussão que tiveram junto do grande público.

2015 foi também o ano em que o novo Regulamento do Espectáculo Tauromáquico esteve na sua plenitude a ser aplicado mas sem que se vislumbrassem alterações profundas e significativas na melhoria do desenrolar do espectáculo.

Nesta temporada comemorámos 28 anos de existência, 28 anos ao serviço da Festa Brava, e apesar de não termos ido a tantas corridas quanto gostaríamos e seria expectável, estivemos naquelas que elegemos como as mais importantes (motivos de saúde travaram algumas saídas). Chegados ao fim da temporada, há a sensação de termos cumprido o nosso dever, já que não importa trabalhar muito mas trabalhar bem. E tivemos algumas pessoas connosco que permitiram mais qualidade e mais informação.

Mas, e como referido no início, as temporadas ficam marcadas por êxitos e por fracassos, também, e sempre, por gestos. E esta foi uma temporada em que aos gestos se somaram êxitos, fazendo com que alguns momentos fiquem para a História da lusitana tauromaquia. Sim, porque de fracassos ou falhanços não iremos falar. Isso sim, falaremos de êxitos e gestos que marcaram, em nossa opinião, a temporada de 2015.

Não é fácil elencar todos os êxitos que marcaram a nossa temporada de 2015. Ao correr da pena, e porque foi o maior de todos aqueles que presenciámos, o triunfo e correspondente saída em ombros de Julian López El Juli no Campo Pequeno (Lisboa), na noite de 18 de Junho, é o momento marcante da temporada de 2015. Se quiser escolher um triunfo significativo no toureio a cavalo, de todos quantos vi em 2015 ficar-me-ei com António Telles nas Caldas da Rainha na tarde de 15 de Agosto.

E em termos de pegas de caras, ficamo-nos pelas de Marcelo Lóia (ABV Alcochete) e de António Goes (Santarém), ambas no Campo Pequeno.

Como referi, estes destaques são um bocado ao correr da pena, porque muitos outros momentos ficaram bem marcados na memória e a valorizar esta temporada de 2015.

Porque não poderemos esquecer que o toureio a pé marcou forte presença, merece um destaque especial na nossa análise. E porque de toureio a pé se fala, a alternativa de Manuel Dias Gomes, 40º matador de toiros português, é outro momento.

Os ganadeiros enviaram bons produtos, essenciais para o triunfo dos toureiros e, com a exigência dos 4 anos cumpridos nos toiros em praças de 1ª categoria, impô-se um maior respeito e os triunfos tiveram outro valor. Como sempre, houve toiros bravos e com classe, alguns deles a voltarem para o campo, o que atesta o bom momento da ganadaria portuguesa.

Uma nota final: todos os números e comentários inseridos na análise á temporada 2015 apenas dizem respeito aos espectáculos presenciados pelos 3 críticos do programa e a escolha dos momentos é da única responsabilidade de António Lúcio com base nas crónicas da temporada.

António Lúcio