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BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

SANTARÉM: ÚNICO, HISTÓRICO E IRREPETÍVEL

25.10.10 | barreiradesombra

Será certamente um marco histórico na história da tauromaquia nacional e um êxito sem precedentes, único e irrepetível na mescla de sentimentos e de emoções que se viveram na “Celestino Graça” em Santarém, com molduras humanas inigualáveis e mais de 40.000 almas em uníssono em defesa da Festa Brava, não apenas unidas pelo gosto comum pela tauromaquia mas, e acima de tudo, pela defesa intransigente das tradições seculares portuguesas e onde uma das suas expressões é, precisamente, a corrida de toiros. Mas é apenas uma de entre muitas outras, que não se explicam, se sentem. Porque se trata de sentimentos e de emoções. Emoções que explodem, que transbordam dos corações, quando, por exemplo, um miúdo de 13 anos bate as palmas e oferece o seu peito indefeso às investidas do toiro. E pronto... Emoções mal contidas, palmas e olés, vibração maior no coração de um português.

 

Atingiram-se, durante o dia 23, e até ao festival nocturno, cerca de 43 mil assinaturas na Petição em Defesa da Festa Brava. Mas depois, e no final do espectáculo de domingo, as assinaturas subiram a 53.275, motivo de regozijo para todos quantos se encontravam na praça e se aperceberam do valor histórico e simbólico do momento, rompendo numa ovação estrondosa e com Moita Flores a emocionar-se fortemente nesse momento.  Muitos Presidentes de Câmaras de todo o País marcaram presença nos 3 festivais, assim como muitas figuras públicas que se associaram a esta iniciativa e entre elas figuras de Espanha ligadas à Plataforma, à praça de Barcelona (o presidente da praça), à peña taurina José Tomás, comunicação social generalista que se mostrava verdadeiramente surpreendida por esta iniciativa e pelo enorme êxito que estava a ser. E no exterior, outras manifestações como entradas de toiros com campinos, largadas de toiros e vacas, exibições equestres, concitavam as atenções de alguns milhares de espectadores.

 

No campo artístico que se poderá dizer? Os artistas, dos mais novos aos mais veteranos, quiseram mostrar o seu valor. Entenderam-se com reses de distintas idades e comportamentos e conseguiram êxitos maiores ou menores mas sempre sublinhados pelos aplausos, silêncios e alguns assobios – que também os houve – do público que esgotou 3 dos 4 festivais e que no festival matinal de sábado 23 deverá ter rondado os 6 mil espectadores. Pela arena da Monumental “Celestino Graça” passaram 30 cavaleiros, matadores e novilheiros, 15 Grupos de Forcados Amadores (fardaram-se 240 moços de forcado), duas dezenas e meia de bandarilheiros, campinos... Lidaram-se 30 toiros e novilhos; actuaram 4 bandas de música...

 

Para a história, e para que constem dos anais da tauromaquia lusa, registam-se as actuações dos cavaleiros Marco José, Pedro Salvador, Filipe Gonçalves, Joana Andrade, Gonçalo Fernandes, Tiago Lucas, Manuel Jorge Oliveira, Paulo Caetano, Joaquim Bastinhas, António Ribeiro Telles, Francisco Palha, Tomás Pinto, Rui Salvador, Luis Rouxinol, José Manuel Duarte, Vitor Ribeiro, Sónia Matias, Ana Batista, “Mia” Brito Paes, Manuel Telles Bastos, Manuel Lupi, João Telles Jr, Duarte Pinto e Salgueiro da Costa. Nos matadores e novilheiros, e seguindo também a ordem dos espectáculos, Nuno Casquinha, Luis Procuna, Sérgio Santos “Parrita; Daniel Nunes (que substituiu João Augusto Moura), Manuel Dias Gomes e Gonçalo Montoya (sofreu uma feia colhida junto a tábuas).

 

No campo da forcadagem, e com 15 Grupos, pegaram de caras os seguintes elementos: Pedro Coelho (Ribatejo), Pedro Fonseca (S.Manços), Vinicius Campos (Azambuja), Luis Cabaço (Portalegre), João Cabeça (Moura), Hugo Santana (Beja), Ricardo Moura Tavares e Luis Sepulveda (Santarém), Francisco Borges e António Dentinho (Montemor), António José Cardoso e Pedro Viegas (Alcochete), João Peseiro e José Tomás (Coruche), Nuno Marques e Nuno Cruz (Chamusca), José Bettencourt e José Broega (Ap. Moita), Francisco Mira e Manuel Guerreiro (Lisboa), Manuel Rovisco e Ricardo Casas Novas (Évora) e ainda Francisco Montoya e Pedro Coelho dos Reis (Ap. Chamusca).

 

No capítulo ganadeiro, também a generosidade se fez sentir e os criadores de toiros enviaram as suas reses. Por ordem de lide, da matinal de sábado à vespertina de domingo, lidaram-se toiros e novilhos de São Martinho, Santos Silva, São Marcos, Falé Filipe (2), Dias Coutinho, Isidro Reis, Victroino Martin, Infante da Câmara (2), Paulo Caetano (2), Cunhal Patricio (2), Rio Frio, Jorge Carvalho, António Silva, José Luis Pereda (2), Manuel Veiga, Cabral Ascenção (2), Brito Pais, Manuel Coimbra, José Lupi, Passanha, Vinhas, São Torcato, Pontes Dias e Ortigão Costa.

 

Na direcção dos três festivais de sábado esteve a dupla José Tinoca/José Luis Cruz e no domingo César Marinho e João Maria Nobre.

 

Que bonito foi viver esta jornada histórica em Santarém. Vale a pena ser aficionado para ter estas sensações e emoções!!!