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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

E QUE TAL LANÇAR MÃOS À OBRA?

No final de cada temporada tauromáquica fazem-se balanços, divulgam-se prémios e mais prémios, trocam-se comunicados, fala-se muito e faz-se ainda menos. As trocas de galhardetes são muitas, tal como as de prémios, ou não fossem estes resultado de muitas conjugações de interesses tal como as montagens de muitas corridas. Dificilmente se premiarão os que verdadeiramente triunfaram, qualquer que seja o campo em que se insiram. Mas isso são coisas de somenos comparadas com outras, muitas, que estão por fazer.

 

A Associação Nacional de Municípios tem uma Secção de Municípios com Actividades Taurinas. Apesar do interessante conjunto de Municípios que já declararam a Tauromaquia como Património Cultural Imaterial, a verdade é que esta Secção ainda não foi capaz de, em articulação com as outras Associações do sector tauromáquico, lançar a candidatura da Tauromaquia como Património Cultural Imaterial, Bem de Interesse Cultural, como o fizeram, por exemplo os homens da Raia com a Capeia Arraiana.

 

Alguém viu uma brochura com 20/30 páginas editada com uma breve panorâmica, e história também, da Tauromaquia em Portugal? Pois não, a única que existia e estava disponível nos Postos de Turismo, do Algarve, em várias línguas, foi editada há muitos anos por iniciativa do matador de toiros, ganadeiro e empresário Fernando dos Santos.

 

Vão dizer-me que numa edição conjunta da Associação Nacional de Municípios (SMAT), da Associação Portuguesa de Empresários Taurinos (APET), Associação Nacional de Toureiros (ANDT), Associação Nacional de Grupos de Forcados (ANGF), Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide (APCTL), Associação das Tradições e Cultura Tauromáquica (ATCT) e PróToiro, não é possível fazer uma brochura decente e que possa estar disponível na generalidade dos postos de Turismo e nas principais Praças de Toiros do País?

 

Vão dizer-me que a candidatura a Património Cultural Imaterial, dentro dos critérios da UNESCO, custaria muito dinheiro a todas estas Associações e implicaria muito trabalho? Esta última parte considero que sim, que daria muito trabalho. Mas que seria um passo importante e quiçá de capital importância para a sobrevivência do espectáculo tauromáquico em Portugal, não tenho dúvidas.

 

Existem questões estéreis e com as quais os principais intervenientes no espectáculo tauromáquico perdem demasiado tempo. Parecem que gostam mais de discutir o sexo dos anjos do que avançar lançando mãos ao trabalho e promovendo a criação de obra que potencie os valores da Festa Brava em todas as suas vertentes. Explicar ao grande público a essência da Tauromaquia, adentrá-lo nos rituais e desmistificar uns quantos dogmas seria bem mais interessante, não acham?

 

Por isso os desafio a lançarem mãos à obra!

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