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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

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INEXPLICÁVEL AUTISMO TAURINO, POR CHAUBET

05.11.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Chocou-me a pouca ou nenhuma atenção dada pela gente dos toiros à iniciativa tomada por João Pedro Bolota. Dos que se intitulam profissionais do toureio – os intervenientes e os organizadores de espetáculos; os que escrevem ou comentam sobre os mesmos; os que dizem apreciá-los - os aficionados; os que se gabam de correr riscos por gosto - os Forcados.

 

João Pedro Bolota, quando vestiu a farda de forcado, teve oportunidade de mostrar toda a sua valentia e aficion, sendo sempre lembrado quando se fala dos Grandes Forcados que Alcochete tem dado. Atualmente, como empresário, também conseguiu lugar de destaque, pondo frequentemente a aficion à frente dos interesses de empresário. Os três espetáculos que imaginou para os dias 2,3 e 17 de novembro no Montijo, com entradas a 5 Euros confirmam isso. O objetivo que pretendia alcançar, mais uma vez levado pela sua aficion, era congregar o maior número de assinaturas para, numa exposição à Assembleia da República, tentar a proibição das manifestações contra a Tauromaquia, a que se tem assistido à porta das praças de toiros. Mas aconteceu o impensável.
 
Cavaleiros, bandarilheiros, forcados (!!!), gente que é ou diz ser críticos ou comentadores tauromáquicos, aficionados às touradas, faltaram. Terá sido por súbito autismo que, tenho esperança seja passageiro, não terão compreendido a oportunidade, valor e alcance da diligência de J.P.B.? Quem precisa ou aprecia espetáculos tauromáquicos, desconhece a campanha que contra eles é feita? Como explicar a apatia, a indiferença até o boicote a que sujeitaram a ideia? E porque motivos? Aqui entra o individualismo, a ansia de protagonismo, o ciúme, a pequenez de vistas, a falta de personalidade.
 
Mas J.P.B. continua com o seu espírito de Forcado. Não se deu por vencido. Contra tudo e contra todos, levou avante o seu projeto. Não teve a projeção que ele pretendia nem a bilheteira o compensou, mas ainda bem que ele o realizou. Foi uma bofetada para todos aqueles que se dizem aficionados. Tomara que seja também uma chamada de atenção para o perigo que a Tauromaquia corre se continuarem com procedimentos idênticos. Os “contra”, os anti taurinos, não param de a atacar. Sem resultados palpáveis, é verdade, mas são persistentes e agressivos. Precisamos da ajuda de todos para a defender.
 
Os referidos espetáculos, constituíram uma vergonha para todos os da “família” taurina, que não quiseram colaborar na sua realização. Além da falta de público, J.P.B. teve que se socorrer de peões de brega espanhóis (imagine-se o que os espanhóis irão pensar da aficion dos nossos profissionais…).  Felizmente estiveram presentes forcados. Foram a base do evento – G.F.A.Ribatejo, Montijo, Azambuja, Chamusca, Arronches, Arruda, T.T.Montijo, Ap. V. Alcochete, Alandroal, Monforte, Salvaterra, Monsaraz. Mesmo assim os grupos mais credenciados, por iniciativa própria ou por recomendação da ditatorial ANGF, recusaram a sua colaboração.
 
Longe vai o tempo em que ao FORCADO AMADOR, todos os pretextos serviam para satisfazer o seu desejo de pegar toiros. Boa vontade mostrou o ganadeiro Dias Coutinho, ao fornecer os toiros.
 
Com estas ocorrências, os que esfregaram as mãos de contentes foram os  “contra”, os que atacam o espectáculo tauromáquico, tiveram inesperados aliados.
 
Carlos Patrício Álvares  (Chaubet)