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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

A FEIRA DA MOITA NA TRINCHEIRA (DIA 11)...

12.09.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Como já referimos, na trincheira temos outra visão do que se passa na arena. Mas não deixamos de ter os ouvidos bem atentos ao que vem das bancadas e a visão bem desperta para podermos certificar aquilo a que assistimos na arena e que, muitas vezes por desconhecimento das características dos toiros e de conhecimentos técnicos de lide, muitas pessoas nas bancadas não sabem interpretar ou interpretam à sua maneira ou do vizinho do lado.

 

Ontem, na segunda corrida da Feira da Moita, o momento a destacar seria a homenagem aos 50 anos de alternativa do grande matador que foi Amadeu dos Anjos (Salamanca, 13 de Setembro de 1963, apadrinhado por Paco Camino e com testemunha de Manuel Benítez El Cordobés) se não fora a bronca que se seguiu na lide do quarto toiro e pelo facto de Vítor Mendes não ter bandarilhado o toiro, manso, tardo, com pouca vontade de investir, é certo.

 

Mas manda a verdade que se diga que quem tem o passado, a carreira e o prestígio granjeado ao longo de muitos anos pelas arenas do Mundo inteiro como foi o caso de Vítor Mendes não se pode sujeitar a escutar toda a série de «bocas» e até de impropérios de alguns populares que pagaram o seu bilhete e exigiam que bandarilhasse o toiro. As condições físicas podem não ser as melhores mas no momento em que aqueles que pagam o seu bilhete e sustentam o espectáculo, que foram à praça para ver o espectáculo das bandarilhas, Mendes tinha a obrigação de ter tentado colocar pelo menos um par e mostrar então que o toiro não tinha qualidade e por aí se ficava.

 

Não aconteceu, a quadrilha não acertou uma e os protestos do público, de uma pequena mas barulhenta parte, fizeram-se sentir até ao final do trasteio...