Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BAIÃO – 23 DE AGOSTO DE 2013 - ONDE QUASE TUDO CORREU BEM! NOTAS

27.08.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Praça cheia. Mais duzentos espectadores e fica 'até à bandeira'.

 

Uma alegria a juntar a outra alegria. A de saber que a corrida na noite anterior, a Corrida TV, no Campo Pequeno, tinha sido vista por cerca de meio milhão de telespectadores, e que o realizador tinha sido o Manuel Rosa Pires. Só um realizador como o Manuel Rosa Pires era capaz de 'tapar' com aficion e classe, os montes de carne da ganadaria de Monforte. Então aquela 'arte' para 'sustentar' o interesse do telespectador, no sexto da noite, é de 'mestre'.

 

Está de parabéns a RTP, e duplamente de parabéns,o Manuel Rosa Pires. Pela realização, e pela classe.

O curro Pégoras, com idade, 4 e 5 anos, compostos de carnes, tinham pesos a oscilar entre entre 480 e 550 kg, mostraram bravura, raça e trapio. E deram boa lide.

 

Joaquim Bastinhas – Foi inexcedível na entrega. Como 'cavaleiro cavalheiro' que é, sabe juntar profissionalismo com simpatia. Destaque para o inicio de lide, com preparação e boa colocação logo no 1º. Comprido, teve também muito mérito no 1º. Curto, inicio de uma série que rematou num par final, a pedido da concorrência. Pegou, à 1ª. , numa pega com saber e entrega, bem ajudado pelo grupo, Nelson Romano, da Tertúlia T. Montijo.

Mas foi na lide do seu 2º. que 'derreteu' o público. O  3º. ferro curto, por dentro, em terrenos impossíveis, e o de palmo com que rematou, foi o delírio, e mostraram que neste senhor cavaleiro, os anos não contam. Pegou ao 2º. intento, Luís Carrilho, do grupo da Tertúlia do Montijo, que viu o grupo sacá-lo da cara,  na primeira tentativa.

 

Marco José – Num toureio frontal, e com um opositor empenhado e com raça, deixou 3 soberbos curtos, rematando a lide com um bonito ferro de palmo. O Pégoras foi pegado, ao 2º. Intento por, Rui Reis, do Grupo de Póvoa de S. Miguel, numa pega com raça e valor. Se as ajudas, no 1º. intento, 'desajudaram', a pega à 2ª. Ganhou outro valor.

Na lide do seu segundo, Marcos José, porfiou, mesmo com o toiro a descair um pouco para terrenos de dentro, mostrando 'toureria' e valor, numa lide em que veio ao de cima o cavaleiro que também sabe, sacando dois ferros a sesgo de nota alta, e um violino a 'tocar, como remate,

mostrando, mais uma vez, que merece ombrear com os melhores. Pegou à primeira, com agarra, André Batista, do grupo de Póvoa de S. Miguel.

 

Joana Andrade - No seu primeiro Pégoras, um toiro, lindo, de pelagem castanha, encastado, desenvolveu uma lide calma, segura, num toureio frontal, compassado, deixou 2 bons compridos, a pressagiar, como aconteceu, uma gostosa série de curtos, todos de boa nota, rematados com um arrojado violino e uma rosa com cheiro de vontade de cumprir. Pegou,e bem, e com esta pega ganhou o prémio de Melhor Pega, Rui Martins, do grupo de Coimbra, sem contestação.

Mas, entre o bem e o bom no primeiro, Joana Andrade, não entendeu o seu segundo, um toiro lidável, que exigia uma lide com firmeza e segurança. Um toiro que com mudança de ritmos na lide, coisa que não foi entendida, e que resultou muito mal. Tão mal, que a cavaleira, se recusou a dar volta à praça no final, com o forcado, gesto que só a elevou, apesar das palmas de carinho com que o público a brindou. Pegou à 1ª. Pelo grupo de Coimbra, numa pega com valentia, e bem ajudado, Diogo Borges, um outro sério candidato ao Prémio da Melhor Pega.

 

Dirigiu o senhor Francisco Calado, ajudado pelo assistente veterinário, senhor dr. Miguel Martins.

 

José Andrade