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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Notas da Corrida na Póvoa de Varzim – 14 Julho 2013   -  17horas

 

Direcção de Corrida – Francisco Calado

A. Técnico Veterinário – dr. João Nobre

 

Banda Filarmónica da Nazaré

 

Guardado um minuto de silêncio em memória de José Maria Cortes, Cabo do Grupo Forcados de Montemor, recentemente falecido, assassinado, evocação  que desta vez foi anunciada pelos altifalantes, que público entendeu, e respeitosamente se associou.

 

Rui Fernandes

        1º.-  470Kg – Os dois primeiros compridos, serviram para 'acordar' o Ascenção Vaz. Os dois curtos seguintes, ambos ao piton contrário, foram de muito boa nota, excelente o terceiro, de praça a praça. Rematou com uma lide com mais dois curtos. Um, à moda da casa, em bamboleio, outro em ladeio, lide que muito empolga o respeitável. Muito boa prestação.

 

Pegou à 1ª., recuando bem e fechando-se com garra, Lourenço Ribeiro do G.F. Santarém.

 

        4º.- 510Kg – Rui Fernandes voltou a tomar a iniciativa, o toiro estava algo mais distraído, colocando dois compridos. Após mudar de montada, porfiou para colocar, sesgado o primeiro curto, a que se seguiu um, também muito trabalhoso, deixando mais dois, também de muito boa nota pelo trabalho e empenho do cavaleiro e cavalo, lide que merecia bem música, pedida pelo público, e negada pelo director. Rematou com mais um curto, a pedido de público, que foi ainda brindado com curto, uma rosa, no adorno, na preparação e na  colocação.

 

Pegou, pelo G.F. Alcochete, à primeira, com saber e valentia, Fernando Quintela, muito bem ajudado.

 

Diego Ventura

        2º.- 485Kg – Ventura, o furacão, entrou na praça algo compenetrado. Mostrando que a vinda à Póvoa, não era 'mais uma' corrida. Entendeu o oponente que lhe coube em sorte, mostrando-se e cravando o primeiro em curto, como que dizendo, ao que vinha, lidar, tourear, templar e mandar. E foi assim a sequência dos quatro curtos que se seguiram, para todos os gostos. De menos a mais. Lide rematada com três ferros de palmo, marca da casa, que empolgaram as bancadas já em delírio.

 

Pegou, à 1ª., com um para de braços enormes de poder e saber, o cabo do G.F Alcochete, Vasco Pinto, que brindou e emotivo respeito a José Maria Cortes..

 

        5º.- 460Kg – Diego abriu a lide com dois compridos de muito mérito e entrega. Mudou de cavalo para dar um recital de profissionalismo, saber e  querer, mandando e cravando ferros de muito boa nota, distintos e diversos, sempre porfiando, com o público na mão, pedindo música, que era por mérito da lide devida, e que o director, não concedeu. Rematou a lide, após impensável aviso mandado dar pelo director, e com o público já todo em pé, pedindo mais, mostrou ainda a qualidade de brega da montada, que também morde o toiro. Um delírio, e uma 'bronca' impensável e desnecessária ao director de corrida, que insatisfeito, mandou a PSP identificar o artista.

 

Pegou, pelo G.F. Santarém, João Goes, à primeira.

 

 

Filipe Gonçalves

        3º.- 480Kg – Também muito acarinhado pelo público, abriu a lide com um ferro comprido a mostrar que vinha para batalhar. E batalhou, porfiando em sortes sempre em com batida ao piton contrário, provocando e em crescendo. Rematou com um ferro de violino e um curto, de nota mais.

 

Pegou, com garbo, à 1ª. António Taurino do G.F. Santarém.

 

        6º. e último – 490kg – Tendo pela frente um Ascenção Vaz que se adiantava, Filipe Gonçalves teve de optar por um inicio de lide algo distinta da que lhe conhecemos, mais reservada e contida, o que não obstou para deixar três ferros compridos. A mudança para os curtos, foi também uma mudança de lide. Com um grande, enorme primeiro curto, foi ver a praça em peso pedir música, que o director mais uma vez recusou, criando assim um clima onde o artista e o público comungou de uma lide muito emotiva, onde a ferragem que se seguiu, foi sempre a mais.

 

Pegou, 1ª. Pedro Viegas, com um enorme par de braços, para mim, a melhor pega da tarde.

 

 

        Espectáculo com cerca de 2h30 horas de duração. Em bom ritmo, sem sol, e com um final em delírio. Delírio que levou o empresário, João Pedro Bolota a fazer anunciar logo ali, pela instalação sonora, que Diego estará de volta à Póvoa, no próximo dia 3 de Agosto, numa nocturna.

        Lamentável, e quanto a mim, deplorável, a condução do espectáculo. Uma série de asneiras, que terminou com o director a mandar a PSP identificar Diego Ventura. Impensável. Ainda bem que o público não se apercebeu desta diligência policial, senão, outra seria a crónica e as notas do que foi uma sensacional corrida de touros na Póvoa de Varzim. A abrir a temporada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nota: Director elabora auto com PSP

 

 

José Andrade