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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

MAGNÍFICA NOITE DE TOIROS EM TORRES VEDRAS. GRANDES ACTUAÇÕES DOS CAVALEIROS FRENTE A BONS TOIROS DE DAVID R. TELLES

30.06.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros em Torres Vdras – 29.06.13 – Corida à Portuguesa

Director: Francisco Calado – Veterinário: José Manuel Lourenço – Lotação: cheia

Cavaleiros: Luis Rouxinol, Filipe Gonçalves, João Moura Caetan

Forcados: Amadores de Vila Franca e Aposento da Moita

Ganadaria: David Ribeiro Telles

MAGNÍFICA NOITE DE TOIROS EM TORRES VEDRAS. GRANDES ACTUAÇÕES DOS CAVALEIROS FRENTE A BONS TOIROS DE DAVID R. TELLES

 

A temperatura estava excelente, o ambiente era óptimo, e os toureiros estiveram em muito bom plano, proporcionando uma magnífica noite de toiros àqueles que quase esgotavam a lotação da praça de toiros instalada na zona sul da Feira de São Pedro em Torres Vedras, mostrando que o público corresponde aos bons cartéis. Um curro de exemplar e irrepreensível apresentação, e na generalidade com muita qualidade, com ferro e divisa de David Ribeiro Telles, emprestou brilho maior às lides e foram jsutificadas as chamadas à arena dos representantes da ganadaria, após as lides de 4º e 6º da ordem.

 

Com este ambiente, Luis Rouxinol abriu praça frente a bom toiro e deu-lhe uma lide de nota superior pela forma como esteve na brega, nos remates e cravagem da ferragem, procurando viajar recto e temlado, com reuniões ajustadas e ferros de muito mérito, rematando a sua actuação com um bom par de bandarilhas. Cumpriu o que lidou em quarto lugar e com ele desenvolveu uma boa lide, procurando os melhores terrenos, bregando com critério e cravando bem. Deu volta em ambos e no quarto da ordem acompanhado de Manuel Telles, em representação do ganadeiro.

 

Filipe Gonçalves teve por diante um toiro de muito trapio e que, por vezes, tinha uma mangada mais forte, sofrendo por isso alguns toques. Mas a sua lide teve bastante mérito pois apesar disso, bregou bem, mediu bem as distâncias e cravou ferros de valor, rematando com dois de violino, adornando-se nos remates das sortes com piruetas que foram do agrado do público. No quinto da noite, voltámos a ver Filipe desenvolver boa brega e cravar bons ferros, para rematar a lide com um muito bom par de bandarilhas com o toiro colocado no médios. Deixou excelente ambiente.

 

João Moura Caetano esteve bem a lidar o seu primeiro e edeu-lhe vantagens para os compridos com cites de largo. Mas foi na ferragem curta que esteve em bom plano, com sortes bem desenhadas, com entradas ao pitón contrário e ferros bem cravados ante o aplauso do público. Uma primeira lide de muito boa nota e que teria continuidade e reamte no sexto da ordem. Foi uma lide mais, clássica, mais templada na preparação e execução das sortes, bem de frente e em viagens rectas até ao limite da jurisdição para cravar 3 ferros de muito boa execução e que calaram fundo nos aficionados. Uma boa passagem de Moura Caetano por Torres Vedras.

 

Em competição nas pegas estiveram os Amadores de Vila Franca e do Aposento da Moita. Por Vila Franca, três pegas de boa nota, todas ao primeiro intento, por intermédio de Rui Graça, António Faria e Pedro Loureiro, enquanto que pelos do Aposento da Moita foram caras Francisco Baltazar à 3ª, José Maria Águas, dura à 3ª e Salvador Pinto Coelho também à terceira e a sesgo.

 

Os toiros de David Ribeiro Telles, todos com 4 anos e média de 510 kilos, cumpriram na generalidade, à excepção do segundo que teve mais problemas. Justificada a chamada do ganadeiro à arena após as lide do 4º e 6º.

 

Dirigiu bem Francisco Calado, assessorado pelo  veterinário José Manuel Lourenço e no início do espectáculo guardou-se um minuto de silêncio pela morte de José Maria Cortes.