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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

INTERVENÇÃO DIVINA?, por CHAUBET

20.05.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A noite de 16 de maio de 2013-05-16 apresentou-se francamente desagradável – vento forte, chuva e frio. Condições atmosféricas inusitadas para a época. Para essa data estava anunciada uma tourada na praça do Campo Pequeno. Com cartel aliciante e bem publicitada.
As expetativas para um bom espetáculo e boa entrada de público, eram legítimas. E, na verdade, público não faltou. Os lugares da praça quase esgotaram e a assistência gostou. Os “contra”, os anti taurinos, com os seus inconsequentes, barulhentos e provocadores protestos,
também não faltaram. Mas, estranhamente, com fraca presença. Isto apesar da insistente convocação feita através da net, ponta de lança de que se servem os “contra,” para escamotear o seu escasso número.


Procurei a razão para o sucedido e julgo ter encontrado. Assim, na minha interpretação, foi o agreste e inesperado tempo que fazia nessa noite de maio, que afastou os “contra”, os anti taurinos. Tempo que por inesperado nesta data, se pode  atribuir a intervenção divina. Ilação que não é tão absurda como pode parecer. Lê-se que já houve touradas no Vaticano. Temos o Senhor Santo Cristo dos Milagres nos Açores, em honra de quem se efetuam imensas touradas. Em Espanha o San Fermin que se sabe ser o mais aficionado de todos os Santos. O considerado Padre Milícias que não esconde a sua predileção pelas touradas. Noutras partes do Mundo, festejos taurinos em nome de santos e a favor da construção de Igrejas, são constantes. Perante toda esta religiosidade, não me parece estultícia, pensar-se ser São Pedro aficionado.


Terá sido Ele pois que, aproveitando a bonomia de São Francisco de Assis que não se opôs (talvez por considerar ser a morte do toiro na arena lutando, mais digna que às mãos do magarefe) a providenciar para que houvesse esse tempo tão adverso, a fim de levar os “contra,” os anti taurinos, a faltarem à convocatória e deste modo, neutralizar a sua ofensiva anti taurina. Nunca saberemos. O certo é que se assistiu a um agradável espetáculo. Para os “contra” que compareceram é que foi mais uma frustração e, possivelmente, uma constipação. Contudo um aceno de simpatia para eles. D. Quixote é recordado com simpatia, devido às suas fantasiosas e infrutíferas lutas.


Carlos Patrício Álvares (Chaubet)