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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

MARCELO MENDES E PEDRO SILVA VENCERAM TROFÉUS EM DISPUTA EM SALVATERRA

13.05.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros de Salvaterra de Magos – 12.05.13 – Corrida à Portuguesa

Director: Rogério Jóia – Veterinário: Miguel Matias – Lotação: 1/3 de casa

Cavaleiros: António Brito Paes, Paulo Jorge Santos, Tiago Carreiras, Marcelo Mendes, Tomás Pinto, Jacobo Botero

Forcados: Aposento da Chamusca, Amadores de Salvaterra de Magos

Ganadaria: Ortigão Costa

MARCELO MENDES E PEDRO SILVA VENCERAM TROFÉUS EM DISPUTA EM SALVATERRA

 

Em mais uma edição da “Corrida do Tomate”, o cavaleiro Marcelo Mendes e o forcado de Salvaterra Pedro Silva venceram os troféus em disputa para a melhor lide e melhor pega respectivamente, numa corrida onde se registou uma adesão popular que rondou pouco mais de um terço de casa preenchida e onde a tarde de sol quente ficou marcada pela idade e senido dos toiros de Ortigão Costa, com peso, e a colocarem algumas dificuldades aos toureiros que nem sempre as souberam resolver da melhor forma. Emoção nas pegas de caras, com algumas delas de muito valor e ond epor vezes falharam as ajudas.

 

1º toiro -  nº 59, 540 kg, 5 anos – para António Brito Paes

Ante um toiro que se mostrou reservado e mansote, o cavaleiro teve algumas passagens em falso, numa lide que teve pouco impacto apesar de ter tentado escolher os terrenos para onde o toiro melhor poderia investir – em direcção a tábuas -. Houve dois ferros de melhor nota mas por aí se ficou o labor de Brito Paes que não deu volta à arena.

Para pegar de caras este toiro, o Aposento da Chamusca mandou para a cara o forcado Bruno Rodrigues que apenas à terceira tentativa logrou concretizar, não tendo estado bem nas anteriores. Também não deu volta.

 

2º toiro  - nº 77 – 550 kg – 5 anos – Paulo Jorge Santos

Uma actuação interessante frente a um toiro que foi tardo nas investidas mas sem problemas de maior e que Paulo Santos soube aproveitar com um primeiro comprido em sorte à tira muito bem executada, e em especial na ferragem curta em que procurou as entradas mais rectas e cravar bem os ferros, com destaque para o quarto da ordem.

Pelos Amadores de Salvaterra saltou à arena o cabo Pedro Silva que com determinação concretizou boa pega de caras à primeira e depois despiu a jaqueta de cabo sendo passeado em ombros pelos restantes elementos do seu Grupo.

 

3º toiro – nº 66 – 550 kg – 5 anos – Tiago Carreiras

Tarde difícil para o cavaleiro alentejano apesar da vontade e garra demonstradas frente a um toiro que se adiantava nas reuniões. Havia que lhe contrariar essa tendência e, quiçá, encurtar as distâncias, procurando surpreender o cornúpeto. A lide foi a mais na série de curtos sendo que, em nossa opinião o melhor foi o terceiro curto, com boa reunião e bem rematado.

João Rui Salgueiro, do Aposento da Chamusca, concretizou, de caras, à segunda tentativa.

 

4º toiro – nº 90 – 520 kg – 5 anos – Marcelo Mendes

O cavaleiro de Torres Vedras recebeu o toiro à porta de curros e cravou-lhe dois compridos. Mansote mas a deixar-se lidar, o toiro permitiu, na série de curtos, o toureio de maior proximidade e que o cavalo «Único» domina na perfeição. Alguns bons curtos e Marcelo Mendes a rematar a actuação com um bom par de bandarilhas.

Nelson Soares, pelos Amadores de Salvaterra, consumlou com facilidade ao primeiro intento.

 

5º toiro – nº 16 – 510 kg – 6 anos – Tomás Pinto

Não era fácil este toiro, com uma cornamenta de respeito mas o cavaleiro de Paço d’Arcos deu-lhe lide adequada apesar de não ter estado certeiro na cravagem. Cumpriu na ferragem da ordem e a fase final foi de menor sorte com dois violinos algo desafinados.

O toiro investiu a derrotar por alto assim que sentia o forcado na cara e Carlos Veiga, do Aposento da Chamusca, esteve estóico nas 3 tentativas que efectuou e onde falharam as ajudas, sendo dobrado à segunda por Francisco Montoya.

 

6º toiro – nº 60 – 560 kg – 5 anos – Jacobo Botero

Serviu o toiro e Jacobo Botero tentou aproveitá-lo da melhor forma, com cites vistosos para a ferragem curta, apesar de alguns falhanços. Foi uma actuação com interesse na parte da brega e rematada com um ferro de violin e outro de palmo, entre os aplausos do público.

Para a última pega da tarde, a cargo dos Amadores de Salvaterra, esteve o forcado João Paulo Damásio que consumou à segunda tentativa.

 

Dirigiu com condescendência e afición Rogério Jóia, assessorado pelo veterinário Miguel Matias.