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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

RESPOSTA AO BILHETE POSTAL DE JOAQUIM TAPADA (DE DEZEMBRO 2012)

22.01.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Caro Director,

Não era este o texto que queria escrever para o primeiro número de 2013 do nosso jornal, de que sou colaborador desde a sua fundação, mas o último «Bilhete Postal» de Joaquim Tapada assim me obriga.

 

Quando recebi o pdf da última edição e 2012 do nosso jornal fiquei surpreso por ver no título do Bilhete Postal de Joaquim Tapada o título «Caro António Lúcio». Da mesma forma passei de surpreso a estupefacto com o conteúdo com que me brindou o nosso distinto colega. Não responderia, porque esse não é o meu hábito, e tão-pouco pretendo alimentar polémicas desnecessárias, mas como me ensinaram meus avós e meus pais, «quem não sente…».

 

Pensei, de início, que se iria referir ao meu anterior artigo publicado no jornal e que iria acrescentar algo de positivo à discussão sempre actual e presente sobre as prioridades e os destaques da informação taurina, sobre os diversos meios utilizados – rádio, televisão, internet, jornais e revistas – e sobre os conhecimentos (ou ausência deles) de muita gente que escreve e fala sobre o tema. Mas enganei-me redondamente.

 

Joaquim Tapada “agarrou” parte da frase que tive o “azar” de escrever sobre o seu Correio da manhã. E esqueceu-se do resto da frase e de que também eu escrevi no Correio da Manhã e sei bem as limitações e condicionantes impostas ao tema tauromáquico. O parágrafo que deu origem ao seu comentário é este:  “Os jornais nacionais pouco falam da tauromaquia e o “Correio da Manhã” apesar da escassa relevância que dá à Festa, pois não assume uma página semanal que seja, é o que maior destaque dá à tauromaquia. Tem dois cronistas e um colunista.”

 

Está escrita neste parágrafo alguma mentira? Acaso o caro Joaquim Tapada não leu a parte em que diz “é o que maior destaque dá à tauromaquia”? Meu caro, se isto é menorizar um grande jornal, então o que dizer dos mini linguados que publica da sua autoria e do João Aranha, muitas das vezes sem colocar todos os nomes dos artistas intervenientes, cortando e tirando sentido às frases, não deixando espaço para o vosso trabalho tenha a dignidade que merece?

 

A verdade está escrita nas páginas do jornal. Poucas são as crónicas de toiros assinadas pelo Joaquim Tapada e pelo João Aranha que têm direito a uma ou mesmo meia página, com boa foto, e sem que o texto seja alvo de algum corte. É indesmentível. Mas também não deixa de ser verdade que, como diz o ditado popular, «vale mais pouco que nada» e aí até temos de estar agradecidos ao Correio da Manhã, de que ainda não deixei de ser leitor, por manter dois cronistas no activo e dar-lhes algum espaço para escrever de toiros e ao Maurício do Vale por ter o seu espaço de opinião tauromáquica, uma vez por semana, maior ou menor conforme o interesse do jornal ou a inspiração do escriba.

 

Ao vir a terreiro da forma como o fez, meu caro Joaquim Tapada, tentou passar-me um atestado de incompetência sem ter decifrado o sentido do parágrafo que escrevi e levando-o para o campo do ataque ao jornal Correio da Manhã que provavelmente lhe deve ter passado procuração para o defender. O meu escrito era um simples apontamento de reflexão e o meu caro amigo não o soube entender e em vez de aduzir algo de positivo tomou-o como uma coisa pessoal que me obriga a vir a este espaço. O que não queria mas que é importante para repor a verdade dos factos.

 

Espero que fique suficientemente esclarecido e receba um abraço de amizade e de respeito.