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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

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O FINAL DE ANO JÁ BATE À PORTA. QUE ESPERAR EM 2013?

27.12.12 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Gostaria de estar optimista neste final de 2012 e face a 2013. Mas não consigo. Preocupa-me o flagelo social que se está a abater sobre o País, vítima de políticas criminosas de delapidação do Património Público nos últimos 30 anos; preocupa-me saber que a nossa classe política não presta e está subjugada, esmagada, pelos interesses de uns quantos grupos económicos e financeiros. Preocupa-me não saber quantos portugueses mais irão passar fome e outras necessidades em 2013, muitos deles já velhotes e muitos, também, ainda crianças e jovens.

Preocupa-me tudo isto muito mais do que aquilo que poderá ser a temporada tauromáquica de 2013, acreditem. Em Espanha e França anunciam-se, para muitas feiras, a redução do número de espectáculos, o menor número de postos nos cartéis, quiçá a ausência de tantas corridas televisionadas como sucedeu nos últimos anos com o Canal+.

 

Por cá, anunciaram-se algumas exclusivas em que dois toureiros irão tourear menos corridas (será bom que sejam em praças e cartéis de primeira categoria); algumas praças, como a “Palha Blanco” em Vila Franca, irão a concurso (será que não se justificava que as proprietárias das praças as mantivessem nas mãos dos empresários que bem as conduziram nos últimos tempos?) e alguns empresários ou candidatos a tal irão oferecer balúrdios pelos respectivos alugueres. Anunciou-se, e saúda-se, a manutenção do Encontro Internacional de Escolas Taurinas no Campo Pequeno mas ainda nada se disse quanto à continuidade do Ciclo de Novilhadas iniciado este ano. Programação nas praças mais importantes? Nada se disse ainda.

 

Neste ano muitos dos jovens toureiros apontaram, dispararam e consolidaram o seu nome como apostas credíveis para as próximas épocas e a pergunta que deixo é esta: irão as empresas voltar a apostar neles? Irão as empresas mais fortes diminuir o número de espectáculos nas suas praças? Se sim como é que se irão manter tantos cavaleiros e tantos grupos de forcados em actividade? E as ganadarias, cujos custos de produção são elevados, irão aguentar mais um ano de baixos preços e com toiros a ficar em casa?

 

Pois é, muitas são as dúvidas que pululam na minha mente e que espero se dissipem no início de mais um ano taurino a iniciar em Mourão e no Campo Pequeno.

 

Desejo a todos um ano de 2013 de muitos e bons êxitos.