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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

DAVID OLIVEIRA (APLAUDIDO) E PEDRO NORONHA (PROTESTADO) VENCEM TROFÉUS EM DISPUTA

Praça de Toiros do Campo Pequeno – Lisboa – 27.09.12

Final do I Ciclo de Novilhadas das Escolas de Toureio

Director: Pedro Reinhardt – Veterinário: Jorge Moreira da Silva – Lotação: 1200

Cavaleiros: Maria Mira, David Oliveira, Luis Rouxinol Jr (amador)

Forcados: Amadores de Azambuja

Espadas: Pedro Noronha (V.F.Xira), João Rodrigues (Moita), Diogo Peseiro (C.Pequeno)

Ganadaria: Paulo Caetano

 

DAVID OLIVEIRA (APLAUDIDO) E PEDRO NORONHA (PROTESTADO) VENCEM TROFÉUS EM DISPUTA

 

Caro director Francisco Morgado: agradeço-lhe ter-me dado a oportunidade de escrever as linhas que se seguem sobre a Final do I Ciclo de Novilhadas das Escolas de  Toureio que teve lugar na noite de quinta-feira, 27, no Campo Pequeno em Lisboa e onde não houve unanimidade quanto aos triunfadores.

 

Afinal, as novilhadas foram, todas elas, espectáculos de variedades taurinas, onde se lidaram erales, novilhos e até toiros, e tourearam cavaleiros amadores e praticantes, praticantes de novilheiros e bezerristas, logo, não podendo ou devendo ser avaliados todos da mesma forma ou pela mesma bitola pois encontram-se em estádios diferentes de aprendizagem e evolução.

 

Mas, já que foram englobados todos no mesmo ciclo e sem distinções, coube aos júris avaliar a prestação dos diversos artistas nesta Final. Para o toureio a cavalo fui convidado a integrar o júri a par de Joaquim Tapada e Patrícia Sardinha, enquanto que para o toureio a pé foram os professores das 3 escolas – Vítor Mendes, José Luis Gonçalves e Luis Procuna – com o crítico João Queiróz a avaliar as prestações dos 3 intervenientes. E os premiados foram o cavaleiro David Oliveira, para gáudio dos seus apoiantes, e Pedro Noronha, decisão contestada nas bancadas. Concorde-se ou não com as decisões dos júris, as crónicas do espectáculo darão a conhecer a sensibilidade de cada um dos escribas.

 

Triunfador foi também o ganadeiro Paulo Caetano, pela qualidade dos seis exemplares que trouxe à arena lisboeta, com um quinto com raça e bravo, a par dos restantes que se revelaram nobres e com classe. Merecida, pois, a volta áà arena após a lide desse quinto da noite.

 

Pela porta pequena saiu, uma vez mais, o delegado técnico tauromáquico Pedro Reinhardt, incapaz de sentir e entender, para premiar com música a tempo certo, o que de bom realizavam na arena os três aspirantes no toureio a pé. Não manteve o critério no que concerne ao toureio a cavalo, demonstrando a sua preferência, quando deveria agir como juiz, com isenção, imparcialidade e unidade de critério.

 

Analisemos, então, o espectáculo.

 

TOUREIO A PÉ

Três jovens apresentaram-se à compita pelo prémio à melhor lide, depois de terem participado em cerca de uma dezena de espectáculos, e cumpriram o sonho de se apresentarem de luces na principal arena do País: Pedro Noronha, João Rodrigues e Diogo Peseiro, representando as Escolas de Toureio José Falcão, Moita e Campo Pequeno.

 

Pedro Noronha cumpriu com o capote e desenvolveu uma faena de muleta em que cumpriu no essencial, alternando momentos de maior interesse e por ambos os pitóns, com outros de menor fulgor e de mando e temple, faltando-lhe, na minha modesta opinião, transmitir alguma emoção no toureio que colocou em prática. O júri decidiu entregar-lhe o prémio, não sem protestos de parte dos poucos aficionados e público presente. Nota 6 na minha avaliação.

 

Em segundo lugar actuou João Rodrigues que também cumpriu no capote e com as bandarilhas, onde esteve desenvolto. Com a muleta vimos uma diferente disposição, uma maior capacidade interpretativa, com bons muletazos ao natural, ligando bem e chegando às bancadas. Como pecou por ter prolongado em demasia a sua lide e escutou 2 avisos, dou-lhe também nota 6 (em 10).

 

Diogo Peseiro foi, para mim, e muitos mais, aquele que mais disposição para ser toureiro mostrou, frente a um bom novilho. De sorriso agaiatado na face, lanceou bem de capote e cravou dois pares de bandarilhas de muito mérito. A faena de muleta foi a mais completa, a de melhor expressão artística, com excelentes naturais a fazer soarem fortes os olés e com o jovem a entregar-se, mandando e templando os passes.Uma actuação “em novilheiro” premiada pelo grande júri: o público e os aficionados. Nota 8!

 

TOUREIO A CAVALO

A segunda parte do espectáculo foi destinada ao toureio a cavalo, com os praticantes Maria Mira e David Oliveira e o amador Luis Rouxinol Jr. O prémio, como referido, recaiu em David Oliveira.

 

Maria Mira (nota 4) teve fraca prestação, sentido dificuldades para deixar a ferragem, nervosa, com pouca rodagem para se apresentar em Lisboa. A ferragem ficou desigual e fora de sítio, destacando-se apenas no último curto que foi o seu melhor.

 

David Oliveira (nota 6), que recebeu o bravo quinto novilho à porta de currais, sofreu forte toque contra as tábuas numa carga mais forte do oponente, e não começou bem com os compridos. Teve o mérito de saber “aguentar-se” com a bravura do nº 71 e de o lidar, cravando-lhe ferragem de mérito. Foi uma actuação em crescendo, mostrando que há ali qualidades para trabalhar.

 

O amador Luis Rouxinol jr. (6) teve uma lide de classe e raça, sem toques, com boas preparações e bons remates aproveitando a nobreza de investidas do novilho.Com sentido de lide, colocou-se de frente, entendendo bem as distâncias e deixou alguns bons ferros, rematando com dois bons de palmo.

 

OS FORCADOS

Os Amadores de Azambuja, a comemorarem 45 anos de existência, complicaram a sua própria vida no quinto da noite por inoperância do forcado da cara. Fernando Coração mandou para a cara do primeiro novilho o forcado Vinicius Campos que se fechou com determinação à primeira, seguido por Daniel Reis que só à 5ª consumaria e Gonçalo Filipe que se fechou bem ao primeiro intento.

 

A assessorar Pedro Reinhardt, e no campo veterinário, esteve o Dr. Jorge Moreira da Silva. Registou-se fraca presença de público.

 

Nota: texto integral da crónica a publicar no jornal OLÉ e, por isso, iniciado com um agradecimento ao director do jornal, Francisco Morgado.

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