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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Não fui ao Campo Pequeno na noite de quinta-feira e presenciei o espectáculo comodamente instalado no sofá da sala, uma das formas de também poder avaliar tudo aquilo que é mostrado aos telespectadores, os comentários e as entrevistas.- E se é verdade que nesta corrida houve toiros-toiros de Pinto Barreiros e São Torcato, com idade, peso e trapio, sérios e a transmitir emoção à excepção do manso sexto da longa noite, as imagens nem sempre foram as melhores numa transmissão fraquinha do ponto de vista de acompanhamento de toiro e toureiros e as entrevistas deixaram muito a desejar, não havendo qualquer evolução no discurso e abordagem aos toureiros e outros entrevistados.

 

Longa foi a noite e a transmissão, entrecortada por alguns anúncios, e nem mesmo o facto de os burladeros estarem colocados e de terem sido suprimidos os cumprimentos entre cavaleiros para entrega do primeiro ferro comprido diminuiram o tempo que teve o espectáculo.

 

A corrida abriu com uma lide a duo entre António Telles e Manuel Lupi, sem grande história e onde os dois cavaleiros farpearam o toiro de Pinto Barreiros sem estabelecerem grande ligação entre si e com alguns ferros sofríveis.

 

A sós, António Telles desenvolveu uma boa lide, com boa brega ante um toiro encastado e que pediu meças. O cavaleiro da Torrinha entendeu-se bem com ele e a série de curtos teve alguns ferros de bastante mérito.

 

Manuel Lupi teve uma actuação de mais a menos pois conseguiu ligação e entendimento nas distâncias ante um toiro que não foi fácil e se defendeu de meio da lide em diante no momento das reuniões, e tem dois curtos de boa nota, não resultando muito bem os últimos.

 

Os Forcados Amadores de Coruche não tiveram tarefa fácil. Amorim Ribeiro Lopes só á 3ª conseguiu concretizar uma difícil pega de caras; Ricardo Dias fez a pega da noite, dura à 1ª e António Macedo consumou à segunda outra dura pega.

 

No toureio a pé, e com toiros de São Torcato de boa nota á excepção do sexto que foi um manso perdido, Rivera Ordoñez esteve em bom plano na faena de muleta ao segundo da noite, metendo o toiro na muleta e ligando bem os passes por ambos os pitóns. Faena com interesse e alguma intensidade dadas as investidas enraçadas e encastadas do toiro que Rivera Ordoñez também havia bandarilhado com desenvoltura. Não teve hipóteses no segundo do seu lote.

 

Quanto a António Ferrera, cumpriu frente ao terceiro da noite, com um bom tércio de bandarilhas e uns quantos lances de capote á verónica. A faena de muleta foi razoável, com alguns tempos mortos em virtude da necessidade de colocação após cada passe, não tendo a desejada ligação. Mais encastadas e vibrantes foram as investidas do sétimo da ordem e Fererra não se fez rogado numa faena de muleta de agrado popular e com alguns bons muletazos por ambos os pitóns, variado na diversidade de passes e sempre exuberante nos remates.

 

Na direcção de corrida esteve Júlio Gomes que concedeu música a rodos e por vezes a destempo, assessorado pela veterinária Francisca Claudino.