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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

MARCELO MENDES TRIUNFA EM FREIXIANDA

25.06.12 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Praça de Toiros em Freixianda – 24.06.12

Director: Ricaro Pereira – Veterinário: João Maria Nobre – Lotação: ½ casa

Cavaleiros: Luis Rouxinol, Pedro Salvador, Marcelo Mendes, Filipe Vinahis

Forcados: Ribatejo, Alter do Chão, Alenquer´

Ganadarias: Ascensão Vaz

 

MARCELO MENDES TRIUNFA EM FREIXIANDA

 

A tarde foi de imenso calor, com elevada temperatura atmosférica, mais propícia a banhos numa qualquer praia do litoral oeste ou no Agroal ali bem perto da vila de Freixianda. Não se encheu a praça de toiros instalada no campo de futebol e aqueles que se protegeram dos raios do deus Rá - o deus-sol – perderam alguns bons momentos de toureio numa corrida onde triunfou Marcelo Mendes na lide ao quinto toiro da ordem, como os restantes de Ascensão Vaz, bem apresentados e com pouco força e vontade de colaborar, sendo manso e sem qualidade o saído em quarto lugar.

 

Luis Rouxinol enfrentou, a sós, o pior dos seis que saíram à arena. Mértio na forma como abordou a lide, quer na brega quer nas sortes, com dois curtos de muito bom nível e com um grande par de bandarilhas e um ferro de palmo a rematar uma lide de raça e de entrega plena que o público soube aplaudir.

 

Pedro Salvador enfrentou um toiro manso e distraído que cedo procurou o refúgio em tábuas. E, com a sua habitual entrega, encontrou soluções para deixar a ferragem com uma lide interessante e onde o primeiro curto, camiado, foi d eboa nota assim como o terceiro a atacar em curto. Incompreensivelmente o candidato a director Francisco Calado não o deixou cravar mais um ferro apesar de só lhe ter enviado um aviso.

 

Filipe Vinhais actuou em terceiro lugar e frente a um bom toiro esteve desembaraçado na forma como cravou a ferragem da ordem, muito bem em dois curtos entrando de frente.

 

Marcelo Mendes foi o triunfador da corrida com uma grande actuação frente ao quinto da ordem, que recebeu à porta dos currais, dobrando-se com ele no centro da arena e cravando bem os compridos. Sacaria depois o craque da sua quadra, o Único, e à brega de grande proximidade, em ladeios de bela execução, seguiram-se dois curtos de excelente nota em sortes frontais, bem rematados. Bons momentos de toureio e bons ferros numa actuação muito acima da média.

 

A corrida abriu com uma lide a duo entre Luis Rouxinol e Marcelo Mendes, numa actuação que resultou entretida mas apenas isso. Rouxinol bregou bem e cravou alguns bons ferros curtos, apresentando duas novas montadas (Zacarias e Amoroso), e Marcelo Mendes viu-se com agrado apesar um toque mais forte na cravagem do primeiro curto.

 

Também a duo foi a lid edo último da quente tarde, com Pedro Salvador e Filipe Vinhais a nem sempre se entenderem e a prolongarem em demasia a lide ante um toiro que não deu facilidades e onde houve muitas passagens em falso. Esteve melhor Salvador em dois curtos.

 

O capítulo das pegas esteve a cargo dos Amadores do Ribatejo, Alter do Chão e Alenquer, nem sempre com total acerto dos forcados da cara e das ajudas, a complicarem, por vezes, e prejudicando o ritmo do espectáculo. Pelos Amadores do Ribatejo pegaram João Ramalho à 4ª tentativa por estar mal a receber o toiro e João António também à 4ª tentativa; por Alter do Chão foram forcados de cara Jorge Négui numa dura cara ao primeiro intento e João Adegas Coelho também à primeira tentativa. Quanto aos Amadores de Alenquer, João Cruz apenas concretizou à terceira e Telmo Ribeiro à primeira.

 

Na direcção da corrida esteve um troika composta por Ricardo Pereira (correcto nas duas lides que supervisionou), Francisco Calado (não respeitou os tempos de lide e os avisos a enviar aos toureiros; não se pode dizer que acabou a lide quando só se nviou um recado sonoro) e José Costa Soares (também sem critério nos tempos de lide, nomeadamente no que encerrou praça); como veterinário esteve o Dr. João Maria Nobre.