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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

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NOITE DE MATIZES COM DESTAQUE PARA PINTO E FORCADOS DE MONTEMOR; TOIROS SILVA IMPUSERAM RESPEITO

10.06.12 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros do Campo Pequeno – 07.06.12

Director: Agostinho Borges – Veterinário: Francisca Claudino – Lotação: 66%

Cavaleiros: Rui Salvador, Luis Rouxinol, Duarte Pinto

Forcados de Montemor

Ganadaria: António Silva

NOITE DE MATIZES COM DESTAQUE PARA PINTO E FORCADOS DE MONTEMOR; TOIROS SILVA IMPUSERAM RESPEITO

 

A noite de 5ª feira 7 de Junho no Campo Pequeno fica marcada pela homenagem a Luis Rouxinol pelos seus 25 anos de alternativa, pela seriedade e respeito que impuseram os toiros de António Silva e pela afirmação de Duarte Pinto, face aos consagrados Salvador e Rouxinol que, a espaços, aqueceram as bancadas. Os Amadores de Montemor saíram em plano de triunfo com algumas duras pegas de caras mas sempre em grande estilo e com um invulgar espírito de entreajuda. Não faltaram, pois, momentos de interesse para os aficionados que preencheram cerca de dois terços da lotação e se mostraram mais exigentes e conhecedores que em outras noites.

 

Rui Salvador demorou algum tempo até se conseguiur entender com o interessante e repetidor toiro primeiro desta noite. Nem sempre as montadas ajudaram e Rui Salvador teve de desfazer algumas sortes para, de meio da lide em diante, sacar ferros de mérito, como o segundo curto em que aguentou uma barbaridade em terrenos perto dos curros e cravou um excelente ferro. No segundo cumpriu a papeleta tentando sempre colocar-se de forma a sacar partido das investidas do toiro mas sem conseguir o êxito.

 

Luis Rouxinol esteve uns furos abaixo do seu elevado nível e que o tornaram figura querida dos grandes públicos.  No seu primeiro, uma lide pautada por alguma irregularidade, vindo a lide de menos a mais com os últimos curtos em bom plano, rematando a actuação com um de palmo. No que foi quinto da noite esteve em melhor plano ao iniciar com um emotivo ferro em sorte de gaiola e com dois bons curtos em sortes frontais para rematar  com o par de bandarilhas e um bom ferro de palmo.

 

Duarte Pinto voltou a marcar pontos pela positiva em função de duas lides de classe, melhorando sempre na ferragem curta, em sortes frontais bem marcadas e com bons remates das sortes, destacando-se no que foi terceiro da noite. No que encerrou praça, um manso sem qualidade e que procurava adiantar-se e colher as montadas, cravou dois excelentes curtos, 1º e 3º, a teve uma serenidade enorme para deixar o quinto em que o toiro se adiantou uma barbaridade tapando-lhe a saída.

 

Noite de glória para os Forcados Amadores de Montemor. Com toiros que investiram com poder, e um sexto que «dava àgua pela barba» pela forma como tentava «cuspir» o forcado com derrotes laterais e tirando a cabeça, os seis forcados estiveram em grande plano. João Pedro Tavares abriu praça com uma eficiente cara ao primeiro intento, seguindo-se João Cabral à segunda, tal como João Romão Tavares. A segunda parte abriu com Frederico Caldeira numa bela pega de caras á 1ª, tal como a de Francisco Borges e, para encerrar praça, o cabo José Maria Cortes só à 4ª conseguiu consumar, com determinação e ajudas mais carregadas.

 

Os toiros de António Silva foram de irrepreensível apresentação, todos com 4 anos de idade, com trapio, e os lidados em primeiro e terceiro lugares foram os melhores. Pela negativa o sexto da ordem, que não fez jus ao nome (“Grato”).

Direcção de Agostinho Borges, mal nos toques de aviso de tempos de lide. Não se podem fazer  gestos de que «acabou» quando na realidade ainda só tinha enviado um aviso... Foi assessorado pela veterinária Francisca Claudino.