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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

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DUARTE PINTO: TRIUNFO INQUESTIONÁVEL HOJE EM SANTARÉM

03.06.12 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Foi necessário aguardar que saísse o sexto toiro da tarde, que viria a revelar um excelente comportamento, para assistirmos a um triunfo inolvidável, de toureio sério, de praça a praça e a dar vantagens ao toiro, numa lide soberba a cargo do cavaleiro Duarte Pinto. Ante um toiro que pela sua qualidade e capacidade de luta, sempre disponível para investir de largo, Duarte Pinto teve a capacidade de o entender e de lhe dar a lide que exigia, colocando-se de frente, de largo em cites de praça a praça para provocar e aguentar as investidas e cravar ferros que deixaram os aficionados em alvorço nas bancadas, tribuntando-lhe fortes ovações. O cavaleiro de Paço de Arcos esteve e brilhou a um grande nível, mostrando um toureio de verdade e de emoção que há muito não se via nas arenas portuguesas. De frente e por direito. Assinou um truinfo inquestionável, quiçá histórico, e com o toiro a ser fortemente ovacionado na recolha aos currais.

Abriu praça António Telles frente  a um toiro manso e complicado e frente ao qual sacou das suas qualidades de maestria a tourear para, com brega a preceito, procurar os melhores terrenos para cravar a ferragem da ordem, o que fez com sobriedade. No quarto da tarde, que cedo se defendeu e descaíu para tábuas, António Telles cravou bons ferros a sesgo, pois apesar de bem bregar e tentar sacar o toiro para os médios, este sempre buscou a defesa dos terrenos de tábuas. E, uma vez, mais, o maestro da Torrinha sacou dos seus galões e mostrou quem mandava ali.

 

João Telles Jr também não teve toiros que facilitassem as suas actuações e, assim, com a garra e querer que lhe são habituais, tudo procurou para cumprir a papeleta e merecer os aplausos do público. Em ambas as lides houve ferros de boa nota mas sem conseguiur uma actuação redonda.

 

De Duarte Pinto já escrevemos quase tudo. Da lide ao seu primeiro podemos dizer que teve uma abordagem correcta dos terrenos e das sortes, começando com um comprido bastante descaído mas não se incomodando com isso e conseguindo alguns bons ferros.

 

Tarde de grande triunfo também para os Forcados Amadores de Santarém que concretizaram algumas excelentes e duras pegas de caras. João Brito abriu praça com uma vistosa cara ao primeiro intento, seguido por António Imaginário que suportou fortes derrotes e concretizou também à primeira e depois Luis Sepulveda que consumou ao segundo inteto. Na segunda parte da corrida foram forcados de cara António Grave de Jesus muito bem à primeira, João Góis numa rija cara à segunda e, para encerrar com cheve de oiro, João Vaz Freire também numa rija cara à primeira tentativa.

 

Os toiros de Fernandes de Castro, que pesaram entre os 530 e os 600 kg, foram mansos no geral, excepção feita ao que saíu em sexto lugar, bravote, a ser fortemente ovacionado na recolha e a motivar a chamada do ganadeiro para partilhar volta com cavaleiro e forcado.

 

Na direcção da corrida também houve duas partes: a primeira dirigida por Pedro Reinhardt e a segunda por Rogério Jóia (estagiário), assessorados pelo veterinário João Maria Nobre. A praça registou cerca de ¼ da sua lotação preenchida em tarde de sol e temperatura amena.