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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

FUNDAÇÃO L.VIDA ANGARIA FUNDOS PARA 24 MESES DE REFEIÇÕES A 250 CRIANÇAS NO DONDO (MOÇAMBIQUE). FESTIVAL SOLIDÁRIO NO CAMPO PEQUENO COM CASA QUASE CHEIA.

14.10.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros do Campo Pequeno – 13.10.11

Director: José Tinoca – Veterinário: João M.Nobre – Lotação: quase cheia

Cavaleiros: António Telles, Manuel Telles Bastos, João Telles Jr

Forcados: Santarém, Lisboa, Coruche

Matadores: Ruiz Miguel, Vítor Mendes, Pedrito de Portugal

Ganadarias: Passanha (3), J.L.Cochicho, Manuel Veiga, Benjumea, Falé Filipe

 

FUNDAÇÃO L.VIDA ANGARIA FUNDOS PARA 24 MESES DE REFEIÇÕES A 250 CRIANÇAS NO DONDO (MOÇAMBIQUE). FESTIVAL SOLIDÁRIO NO CAMPO PEQUENO COM CASA QUASE CHEIA.

 

A Fundação L.Vida, criada por Helena Ribeiro Telles e que visa apoiar 250 crianças na região de Dondo, Moçambique, conseguiu reunir apoios e fundos que permitem fornecer refeições a essas 250 crianças durante os próximos 24 meses, facto que mereceu uma estrondosa ovação do público que quase enchia por completo a lotação da praça de toiros do Campo Pequeno, em Lisboa, na noite de quinta-feira 13 de Outubro. Ovações fortes que já se haviam feito sentir nas cortesias quando entrou Mestre David Ribeiro Telles e em alguns momentos como a faena de muleta de Vítor Mendes. A solidariedade daqueles que sentem e amam a Festa Brava voltou a funcionar e a permitir mais uma obra de inegável valor.

 

No que ao toureio concerne, abriu praça com uma lide de boa nota o cavaleiro António Telles. Bregou com a habitual classe e deixou um conjunto de ferros de boa nota, entrando nos terrenos do toiro ou dando-lhe alguma primazia na investida, aproveitando essa qualidade do de Passanha. Dois dos ferros foram de grande categoria e o público aplaudiu-o fortemente.

 

Manuel Telles Bastos também esteve fiel ao seu conceito de toureio e deixou alguns momentos para recordar em actuação onde se “meteu com o toiro” para lhe sacar o melhor partido das suas suaves investidas, terminando com dois bons curtos.

 

João Telles Jr não foi tão feliz na sua actuação, demorando a encontrar os melhores terrenos e as melhores soluções. Na fase final da lide convidou seu pai, o veterano João Ribeiro Telles, que cravou um ferro em sorte de violino.

 

Os novilhos-toiros não trouxeram problemas aos forcados. Por Santarém foi à cara do primeiro João Brito que consumou com segurança ao primeiro intento, tal como Miguel Nunes dos Amadores de Lisboa enquanto que por Coruche foi cara Luis Gonçalves que consumou ao segundo intento.

 

No toureio a pé, há que destacar a garra e imensa afición do veterano maestro Ruiz Miguel. Com um toiro avacado e sem qualidade, talvez mal-visto, de José Luis Cochicho, tentou e conseguiu sacar-lhe alguns muletazos mas sempre com a rês a fugir da luta. E num gesto de pundonor toureiro ofereceu-se para tourear em último  lugar o sobrero de Falé Filipe que lhe permitiu expressivo quite de capote à verónica, sublinhado por olés, e uns quantos passes pelo lado direito que tivera qualidade mas com o toiro a não corresponder, escasso de recorrido e vontade de investir.

 

Vítor Mendes assinou bom triunfo em Lisboa frente a um de Manuel Veiga que foi bruto nas investidas. Recebeu bem de capote por verónicas e depois arrimadas e cingidas chicuelinas, para deixar ainda dois pares de bandarilhas. Construiu uma faena de muleta de muito boa nota. Com bons e bem desenhados derechazos foi metendo o toiro na muleta, embarcando bem os voos e em redondo os foi ligando. Alguns naturais com o exemplar de Veiga a não corresponder com clareza e Mendes a ligar os passes pela direita, inspirado nos molinetes, afarolados e de trincheira com que rematou as séries. Levantou o público das bancadas.

 

Pedrito de Portugal regressou às arenas nacionais e pouco pode mostrar de capote. Com a muleta e frente a um novilho-toiro de Benjumea sem forças e sem casta, que não transmitia, ligou passes pelo lado direito de forma muito templada, espremendo nitidamente o pouco sumo que o toiro tinha para dar e, fiel aos eu conceito, terminou de forma encimista, muito em curto, com os pitons a roçarem o traje em lide que se prolongou em demasia.

 

Na direcção de corrida esteve o antigo bandarilheiro José Dias Tinoca, com bom critério, assessorado pelo veterinário João Naria Nobre.