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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

SEGURANÇA MÉDICA: EM PORTUGAL COMO SERIA PARA PADILLA?

10.10.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

As imagens são arrepiantes pela violência da colhida e pelos danos causados na face do matador de toiros Juan José Padilla. A forma como o toiro o agarrou e colheu no solo, metendo-lhe o piton pela zona do pavilhão auricular direito e os destroços que causou, impressionam até os menos impressionáveis.

 

Depois da colhida em Madrid de Julio Aparicio, com o piton a entrar por baixo da mandíbula e a sair pela boca do toureio, esta será a mais grave colhida dos últimos anos, a par da que manteve José Tomás arredado das arenas e que quase lhe causou a morte. Este ano de 2011 tem sido de muitas e violentas colhidas de matadores, novilheiros e bandarilheiros e até um moço de espadas no México veio a falecer em consequência de uma cornada de um toiro que saltou o «callejón».

 

Por cá, as colhidas e quedas de cavaleiros também se sucederam a um ritmo impressionante e, felizmente, sem consequências de maior que uns dias de repouso não curassem. O mesmo não se pode dizer dos forcados, alguns deles com fracturas e algumas mazelas mais fortes a obrigarem a paragens prolongadas. Também bandarilheiros, novilheiros e matadores sofreram alguns percalços, felizmente sem gravidade.

 

O que aconteceu a Padilla tem remotas hipóteses de acontecer por cá, em espectáculos formais pois os toiros são despontados. Mas a verdade é que podem acontecer e a pergunta impõe-se: teremos condições para rapidamente salvar uma vida devido a uma cornada mais forte? E nas tentas, já alguma vez viram os senhores ganadeiros terem uma ambulância junto ao tentadero pois as vacas estão em pontas e podem dar cornadas graves?

 

Em termos de segurança médica nas nossas praças a coisa anda pelo mesmo nível da assistência á generalidade dos cidadãos, e esta é fraquinha.

 

E ao fim destes anos todos, com um novo regulamento para sair, metido na gaveta quiçá para as calendas gregas porque o novo secretário de estado Francisco José Viegas se calhar nem sabe que lá está depositado, com o aumento das taxas de licenciamento, etc etc etc, nada se fala sobre esta questão.

 

Em Portugal terá de morrer alguém para que os responsáveis se mexam?