Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

O S Q U I X O T E S - ARTIGO DE CHAUBET

07.10.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Como já disse,comecei a viajar pelos sites anti-taurinos. Ainda bem que o fiz. Tive ocasião de verificar o entusiasmo, a persistência, o tom pretensioso e arrogante dos seus textos. Fizeram-me lembrar D. Quixote de La Mancha, o Cavaleiro da Triste Figura, que o génio de Cervantes criou. De tal forma que resolvi batisá-los de QUIXOTES.

O célebre fidalgo, montado no seu Rocinante, empunhando a sua lança e acompanhado pelo tolerante criado Sancho Pança, lutava por motivos que considerava nobres e contra inimigos imaginários..

Também os Quixotes a que me refiro, montados no discutível sofrimento dos toiros, tendo como lança, ridículas, barulhentas e inconsequentes manifestações e, principalmente, a net como escoadouro, batem-se por uma causa que, arbitrariamente,argumentam, ser justa. A Democracia (bem haja!) permitindo que se manifestem à-vontade, é o Sancho Pança .

Em anteriores situações, a P.S.P. viu que os Quixotes se aproximavam dos que se preparavam para assistir às touradas, tentando dissuadi-los de o fazer.Isso, por vezes, dava lugar a cenas desagradáveis. Realista e cordatanuma ação semelhante à que faria o bom escudeiro Sancho Pança criou, digamos, um perímetro de segurança vigiado pela P.S.P., de onde os Quixotes não podem sair.

É daí que eles vociferam insultos e provocações aos taurinos, tentando motivá-los para reações de confronto. Teriam assim oportunidade de confirmar o que lhes chamam: "desordeiros, ordinários, sedentos de sangue, torturadores, etc, etc". Só respeitam a Mãe dos "pró-toiros" e, mesmo assim...nem sempre.

Estes, sabendo o que eles querem e seguindo o principio de que não nos ofende quem quer, passam indiferentes às provocações. O que mais desespera os Quixotes. No entanto não desistem.

Tal como o seu alter-ego que enfrentava moinhos de vento ou tudo que visse à frente e considerasse inimigo fosse qual fosse o seu tamanho, igualmente os Quixotes se atiram a uma instituíção com milhares de anos de existência, que tem milhões de simpatisantes, movimenta e dá trabalho a outros tantos.

A média, por baixo, de espectadores por tourada, ronda os quatro mil. Os Quixotes, nas suas manifestações anti-touradas, nunca conseguem reunir mais do que trinta ou quarenta aderentes.

Quer dizer, a apoiar a Tauromaquia, o espectáculo tauromáquico, quatro mil pessoas, a repudiá-lo, nem dez por cento desse número. David contra o gigante Golias. Mas sem a pedra e a fisga que o levaram a vencer o gigante. Quer dizer, sem gente que lhes ligue. C. Pequeno e
V. Franca esgotados provam isso.

Posto tudo isto, devo dizer que vou continuar a ler os sites dos Quixotes. Talvez mesmo a responder-lhes. Alguns têm aspeto agradável e, de uma forma geral, são bem intencionados - passando por cima dos nomes desagradáveis que chamam aos "pró" onde eu, obviamente, estou incluido. Não lhes dou importância. Considero-os infantil tática de "guerra". Em conjuntura muito pior, sem comparação, houve que dissesse: "PERDOAI-LHES SENHOR!". Quem sou eu para não fazer o mesmo.

Por outro lado, os textos e comportamentos agressivos dos Quixotes, porque a agressão é sinal de fraqueza, dá-me a certeza de que estão conscientes de perderem a "batalha". Já estrebucham, mas não se querem  dar por vencidos. O que lhes fica bem. Até porque entretêm.

Até breve!

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)