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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

A DOR COMO PRETEXTO - Texto de Chaubet

20.09.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Não é a dor psicológica, aquela que se sente mas não se vê. Nem a de cotovelo. Embora esta já levante suspeitas, pois é muito frequente entre a gente dos toiros.Principalmente na que se intitula anti-taurina. Nem a dor de alma. Ou a...a...aquela que se sente quando a pessoa que se ama nos troca por outro amor.

 

Não! A dor que os "anti" invocam, é a dor física.

 

O sangue a brotar dos buracos provocados pelos ferros e bandarilhas que os "cruéis"  cavaleiros e toureiros a pé cravam no dorso do toiro, comove-os. Dizem... Os Forcados são os únicos que escapam a estes ataques. Até os olham com certa simpatia.

Pudera, sabem que é neles que os toiros se podem vingar dos "tormentos" sofridos.Quem os manda meter em touradas. Dirão com irónica satisfação.

 

Mas...pergunto eu, sendo os "anti" racionais, como julgo que são, como podem avaliar o sofrimento de um irracional? Dizem eles:"o toiro mostra sentir dor quando lhe cravam os ferros ou as bandarilhas no corpo".

 

Na minha opinião, não é bem assim. O toiro está em tal estado de exaltação, de fúria, que mal sente a dor. Quer é retaliar. Castigar quem o provoca.

 

Na defesa deste raciocínio: "um animal, quando lhe causam dor, reage para se defender, ou foge quando reconhece não se conseguir livrar de quem o aflige. Com este extraordinário fenómeno da Natureza, não é isso que se passa".

 

Mesmo com o ferro do "picador" a penetrar-lhe o corpo o toiro, não desiste de empurrar, de investir. Para acabar com esta situação, é necessário os bandarilheiros irem buscá-lo. Desviá-lo de quem o está a atormentar". Como já disse, qualquer outro animal, em situação semelhante, procura é fugir. Ou tem um comportamento defensivo e não de ataque.

 

Parece-me pois ser de admitir que o toiro, agredindo em vez de fugir, o faz devido ao estado de exaltação em se se encontra. Não sente a tal dor que os "anti" imaginam. Aliás muitas vezes, mesmo os humanos, demonstram que, quando se está concentrado ou entusiasmado por alcançar qualquer objetivo, quase não se sente a dor.

 

Dentro da Tauromaquia os exemplos são muitos. Desde o Forcado que, desfeiteado com violência, continua a tentar a pega, parecendo não sentir as dores causadas pelas tentativas falhadas, ao toureiro colhido com gravidade, que não vai para a enfermaria sem primeiro matar o toiro. Mas não é só aqui que tal se passa.

 

No boxe, no raguebi, no karaté, em todas as modalidades em que haja confronto físico se vê idênticas atitudes. O desejo de alcançar o êxito, a luta para o obter, põe a adrenalina em ebulição, fazendo-os quase imunes à dor. Com o toiro passa-se o mesmo. Que autoridade tenho para dizer isto? A mesma que os "anti" têm para dizer o contrário. Porem-se no lugar dos toiros e, por observação visual, sentirem as dores por eles, parece-me pouco racional. Ou será que, tendo a estranha faculdade de conseguir falar com os animais, lhes ouvem os queixumes?

 

Quanto a mim no entanto, esta preocupação pelo sofrimento dos toiros, não passa de um falso pretexto usado pelos "anti" para tomarem posições que lhes dêem protagonismo. Pretensão que, apesar de se potenciar no meio  tauromáquico,. Mas que no entanto, embora a potencie não é seu exclusivo.

 

Em breve por outro ângulo, voltarei a contrariar os "anti" que continuam com provocatórias e insultuosas arruaças  junto às praças de toiros. Tentam reações violentas dos taurinos, para as poderem  usar depois para os desprestigiar.

 

Os pró-touradas porém, inteligentemente, frustrando-lhes as expectativas, não reagem. Apenas olham com indiferença as suas ridículas e infantis manifestações.

 

Mas "eles" não se calam e o seguro morreu de velho. Fim das touradas em Viana do Castelo, proibição das corridas na Catalunha e no Equador, devem servir de alerta para os aficionados. A indiferença pode não chegar...

 

Apesar de estar prevista para o próximo dia 25 de setembro a reabertura da praça de toiros de Azambuja; estar em processo de renovação a de Estremoz;  terem voltado os espetáculos tauromáquicos a Zalamea de La Serena, depois de 49 anos de suspensão. Os toiros serem sido considerados "BEM DE INTERESSE CULTURAL em Castilla Mancha, tudo a manifestar a força e vitalidade da FESTA, não devemos parar.

 

Há que desacreditar os anti-taurinos. Chamar a atenção para o verdadeiro motivo que os norteia -o PROTAGONISMO.

 

A dor dos toiros, o seu sofrimento, o falso pretexto que utilizam.

 

Carlos Patrício Álvares ( Chaubet