O SILÊNCIO MUITAS VEZES ESTÁ CHEIO DE RESPOSTAS…

E não é apenas na nossa vida pessoal. Muitas das vezes, atrás de grandes silêncios escondem-se grandes respostas. Um assunto para meditar agora que a temporada 2026 já arrancou.
Primeiro que tudo, nesta nota, quero deixar uma explicação para a minha ausência dos espetáculos do passado fim de semana no Montijo e em Mourão: existem imponderáveis que não controlamos e as viaturas, apesar de serem máquinas, por vezes pregam-nos partidas arreliadoras, avariam e não nos permitem deslocar como era previsto. Também a tecnologia não foi amiga nos últimos dias da semana passada, com arreliadores bloqueios na minha conta de email do Gmail e por aí fora… As minhas desculpas a todos os envolvidos.
Como refiro no título desta nota, o silêncio por vezes está cheio de respostas e muitas vezes é preciso ler nas entrelinhas para se poder atingir o cerne da questão. Como sabem esta é a minha 39ª temporada no ativo, com duas paragens de alguns meses há 30 anos quando sofri um brutal acidente e estive 9 meses internado num hospital e a segunda há pouco mais de 3 anos após um enfarte agudo do miocárdio e respetiva cirurgia cardio-torácia. Nesses momentos foi importante escutar o silêncio e perceber algumas coisas. E agora não é diferente.
O defeso serve para analisarmos o que fizemos, como fizemos e porque fizemos e para perspetivar o que iremos fazer, ou não. Nestes tempos longe do bulício das tardes/noites de toiros vamos analisando o que se diz cá para fora e o que parece ficar por dizer. Em que perspetivamos o que pode acontecer com base nas informações que vão surgindo: datas, prováveis cartéis, etc etc etc.
O que será o futuro da festa é proibido adivinhar. Ela poderá ser aquilo que quiser se os homens que a fazem assim o quiserem.
Socorro-me de umas estrofes de um poema de Maria Guinot para terminar este texto:
Silêncio e tanta gente – Maria Guinot
“Às vezes, é no meio de tanta gente
Que descubro, afinal, aquilo que sou
Sou um grito ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou
Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também um sim alegre ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão”
E todos nós aficionados procuramos sempre um dia de ilusão, um dia em que os nossos silêncios sejam correspondidos por muita mas mesmo muita ILUSÃO!
António Lúcio














