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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

VI Gala do Grupo de Aficionados Tauromáquicos do Norte - A Norte também se celebra e distingue os que comparecem

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A Norte também se celebra e distingue os que comparecem, defendem e mantêm viva a Festa dos Toiros.

O GATN-Grupo de Aficionados Tauromáquicos do Norte, com discrição, mas muito empenho, vai realizar na próxima sexta-feira, dia 28 de Novembro, no vetusto e selecto Clube de Leça, a sua VI Grande Gala. Nós estaremos lá para cobrir mais este encontro concorrido, distinto e elevado dos Aficionados Tauromáquicos do Norte, que homenagearam aqueles que na Festa dos Toiros entendem merecer durante a temporada de 2025, ou pela sua entrega à Festa, serem distinguidos. Casa cheia já esta garantido, e disso daremos conta na reportagem fotográfica que faremos. OLÉ…

Informa: José Andrade+foto: FB Aficionados do Norte

NOTAS SOBRE A MINHA TEMPORADA 2025

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Terminaram os espectáculos de mais uma temporada. Que a meu ver nem foi melhor nem pior que as que a antecederam mas onde aconteceram coisas que importa realçar. Desde logo as diversas lotações esgotadas, alguma delas em praças de relevância nacional e que, pelos dados que possuo, terá sido a temporada de mais lotações esgotadas nos últimos anos, sinal de que o grande público aderiu massivamente a uma série de eventos taurinos que marcaram a diferença e, de alguma forma, terão ido de encontro às expectativas desse grande público.

Depois, porque houve um marco inédito na carreira de um cavaleiro: João Moura Jr. Três encerronas é obra, começando em Santarém, passando por Angra do Heroismo e Portalegre. Deixou forte ambiente numa temporada de pooucas corridas mas todas elas marcantes.

Procuramos arte e emoção. E o toureio a pé tem uma magia especial quando interpretado por maestros especiais como Morante de la Puebla que na Nazaré a todos colocou de acordo e nos emocionou a rodos. E Manuel Dias Gomes não se lhe ficou atrás com demonstração clara da sua personalidade toureira.

E a cavalo, que dizer das lições de Paulo Caetano e de António Telles e ainda do regresso de Ventura ao Campo Pequeno? Pois forma alguns bombons para os bons aficionados... Assim como algumas grandes pegas e alguns grandes toiros.

Procurei, acima de tudo, diferença e espectáculos onde me pudesse emocionar e vivenciar sentimentos e experiências que fizessem valer as deslocações e o temppo despendido. E digo-vos que valeu bem a pena.

Continuei a escrever com a paixão de sempre, como a realizar o Barreira de Sombra para o Alma do Fado, uma parceria com o Paulo Beja na Valor Local. E se em alguns momentos deixei de fotografar, foi porque me deu na real gana e outras porque, nos lugares onde fiquei, isso era quase impossível por estrar no meio da bancada e no meio dos outros espectadores. Mas foi, uma vez mais, uma decisão minha e por isso, em algumas corridas não houve fotografias.

O defeso irá servir para uma séria e profunda reflexão. E daí sairá a minha decisão sobre o que farei em 2026. Até lá gozem das festas que se aproximam.

 

ENTREGUES OS TROFÉUS DA SOCIEDADE MOITENSE DE TAUROMAQUIA

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Foram entregues ontem, sexta-feira, no habitual jantar anual promovido pela Sociedade Moitense de Tauromaquia, os troféus relativos á feira 2025, cerimónia concorrida e que teve um bom repasto e que contou com a presença de presidente e vice-presidente da autarquia e 2 vereadores, do padre Nuno e outras entidades locais.

Assim, foram entregues os prémios:

- Melhor Lide a Cavalo - Tristão Guedes Queiroz

- Melhor faena - Tomás Bastos

- Melhor Toiro -  António José Teixeira (recebeu em seu nome Pedro Afra Rosa)

- Melhor Pega - António Lopes Cardoso (Aposento da Moita)

- Troféu Daniel do Nascimento - a título póstumo a Luis Costa Santos, prémio entregue a seu ento Elísio Sumavielle

- Pémio Amigo da Tauromaquia, instituido pela ETTMoita ao Clube Taurino da Moita.

Fotos: A.Lúcio

 

OS QUE MAIS SE DESTACARAM NAS NOSSAS CRÓNICAS DA TEMPORADA 2025

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1 de fevereiro - MOURÃO - TOMÁS BASTOS: O TRIUNFADOR DO FESTIVAL. FINAL APOTEÓTICO. EXCELENTE CURRO DE MURTEIRA GRAVE

Diz o ditado que «guardado está o bocado» e valeu a pena esperar pelo final. A tauromaquia tem este não sei quê de arte e de emoção que nos deixa a garganta seca e os olhos húmidos. Campos verdes de um Alentejo imenso, como imenso é o espelho de água com que nos brinda o Alqueva e aquelas paisagens únicas que se desfrutam do alto do castelo de Monsaraz. E todos os elementos se conjugaram para um início de temporada em grande nível e rematada com essa faena de Bastos que levantou o público das bancadas e o vitoriou aos gritos de “Torero, Torero, Torero”.

Bem de capote por verónicas e num quite por chicuelinas, aqueceu as bancadas com um poderoso tércio de bandarilhas com 3 pares de poder a poder. Com a muleta, temple e quietude, passes bem desenhados acompanhando as boas investidas do erale e que tiveram grade expressão por ambos os pitóns, uns circulares, passes cambiados pelas costas, umas trincherillas, sempre com classe e um final em apoteose com manoletinas/bernardinas muito cingidas. Dupla volta à arena, a última delas acompanhado do ganadeiro Joaquim Grave e com praça de pé. Que extraordinário começo deste jovem de inatas condições toureiras.

Bom curro proveniente de Galeana, com ferro e divisa de Murteira Grave, colaboradores idóneos para os bons momentos que se viveram e com o último a merecer a chamada do ganadeiro á arena.

 

30 de março – PALHA TRIUNFA EM FESTIVAL MORNO EM ALCOCHETE

Tarde de sol e boa temperatura para este primeiro espectáculo na praça de toiros de Alcochete. Dado o fim beneficente seria de esperar uma maior adesão poular ao festejo que decorreu em tom morno e onde Francisco Palha viria a ser o triunfador com a melhor actuação da tarde frente um bom exemplar de Ascensão Vaz.

Como referimos na nota introdutória, Francisco Palha foi o triunfador frente a um cumpridor exemplar de Ascensão Vaz. Uma lide bem medida, com critério, com entradas rectas e bons ferros curtos que chegaram com algum impacto ao público. Foi a actuação mais conseguida e consistente da tarde.

 

5 de abril - SANTARÉM SOB O SIGNO DE MOURA

Corrida agradável, a da encerrona de João Moura Jr, que apresentou a sua quadra de cavalos nas cortesias (um total de 13 montadas) e que teve o sue momento álgido quando, na lide o sexto toiro convivou seu pai para partilhar a lide. Público de pé agradecendo o gesto e rendido ao génio de Monforte.

Mas como diz o ditado, «guardado está o bocado» ... e saíu à arena o 6º, de Brito Paes, o mais pesado e de avantajada cornamenta. Após os compridos da ordem, foi até à porta de quadrilhas e convidou seu pai a partilhar esta sexta lide. A ovação foi estrondosa quando João Moura a saíu à arena, à civil, com o público todo de pé. E a lição de pai Moura foi estrondosa na brega e na cravagem de 3 ferros, o último dos quais de palmo. Era o agradecimento do grande público ao génio de Monforte e onde seu filho também teve nota destacada. Acabava em festa, com o público de pé, uma festa que havia começado 3 horas antes quando se desenrolaram as cortesias.

Para o êxito do espectáculo também contribuíram 6 magníficas pegas de caras, todas ao primeiro intento, sendo forcados de cara Francisco Graciosa, João Faro e Francisco Cabaço (a pega da tarde) pelos Amadores de Santarém e Vasco Ponce, Vasco Carolino e José Maria Pena Monteiro pelos Amadores de Montemor.

O ganadeiro Joaquim Grave deu volta à arena após a lide o 5º da ordem.

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24 de maio – MOITA - MEMORÁVEL TARDE PARA OS AMADORES DO APOSENTO DA MOITA. HONRA E GLÓRIA NOS 50 ANOS DA SUA ESTREIA

Foi uma tarde de muito calor e onde se anunciava também um cortejo à antiga portuguesa para a festa dos 50 anos do Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita e a mudança do seu cabo. Foi bonito de ser ver antigos cabos, antigos e actuais forcados irmanados para uma tarde de êxito rotundo e onde a história e brilhantismo do forcado português saíram altamente honrados e dignificados. O público, o juiz maior, soube premiar com fortes ovações não apenas as pegas mas o desempenho em conjunto de todos os forcados.

E a festa de despedida de cabo de Leonardo Mathias não podia ter sido mais bonita e brilhante, a consumar uma rija pega de caras ao terceiro da tarde, e a passar o testemunho a Luís Canto Moniz que se cotou com outra brilhante pega de caras ao primeiro intento, todos muito bem ajudados.

A corrida, em termos de pegas de caras, abriu com João Freitas numa dura e difícil pega ao bravo de Grave que derrotou com força e que foi consumada ao primeiro intento. Seguiu-se-lhe o antigo forcado João Camejo que voltou a mostrar que quem sabe não esquece e se fechou com raça ao primeiro intento na cara do de Conde de Murça. O cabo Leonardo Mathias despediu-se, com brilhantismo e ao primeiro intento na cara do toiro de Varela Crujo. Luís Canto Moniz, o nóvel cabo repetiu a dose com o toiro de Mata o Demo, enquanto o veterano Fernando Parente saiu de maca (felizmente sem gravidade) após uma única tentativa ao de Veiga Teixeira que foi pegado com raça e determinação ao primeiro intento por André Silva. Fechou praça António Ramalho, que se despedia também, e com uma boa pega ao de Conde de la Corte.

 

8 de Junho - TARDE MEMORÁVEL EM SOBRAL DE MONTE AGRAÇO. GRANDE AMBIENTE DE PRINCÍPIO A FIM

Há muito que não se vivia em Sobral de Monte Agraço um ambiente assim. De princípio a fim, um público entregue, vibrante, a puxar pelos artistas e reconhecendo o tremendo mérito aos homens das jaquetas das ramagens, cerca de 50, que decidiram pegar este s e transformá-lo em algo diferente. O público aderiu à ideia e a praça estava quase cheia em tarde climatologicamente muito agradável.

Os veteranos forcados foram os triunfadores primeiros do espectáculo, responsáveis pelo ambiente e pela enchente. E foram emotivos os brindes dos cavaleiros aos forcados. E o apoio nunca faltou quando foram sendo anunciados os nomes dos que foram escolhidos para estar na cara dos exemplares lidados. Assim, e todos ao primeiro intento, foram caras Pedro Henriques, Fábio Silva, Nuno Santos, Márcio Francisco, Pedro Gil, Pedro Miranda e Mário Gonçalves. E as ajudas e rabejadores tiveram também um bom desempenho na tarde de êxito vivida em Sobral.

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21 de junho - CARTAXO: TOIROS SÉRIOS EM NOITE DE GRANDES MOMENTOS

2 TOIROS DE MONTE CADEMA PREMIADOS COM VOLTA À ARENA DO GANADEIRO

Que grande noite de toiros aquela que vivemos na noite de sábado 21 de junho no Cartaxo. E quando se afirma que o toiro é o elemento essencial da Festa, aqui foi bem verdade e foi com a verdade do toiro sério, capaz de transmitir emoção, com uma disponibilidade incrível para investir, alguns com muita raça e nobreza, dois deles a merecerem a chamada do ganadeiro à arena (1º e 5º). Foram essenciais ao êxito dos toureiros e da noite e eu, como aficionado, fico grato e recordarei a classe das investidas do bravo 5º da noite. De parabéns o ganadeiro Nuno Cabral.

22 de junho – Alcácer do Sal - LUÍS ROUXINOL EM GRANDE PLANO NUMA CORRIDA COMPRIDA...

Em tarde de homenagem à cavaleira Sónia Matias pelos seus 25 anos de alternativa, foi de Luís Rouxinol a actuação da tarde, em grande plano, frente a um bom toiro de Herds. Varela Crujo. Uma corrida longa, de mais de 3 horas e meia, com alguns percalços sofridos pelos forcados mas que foi mantendo o interesse do grande público.

Luís Rouxinol esteve em grande entendendo muito bem o bom toiro que abriu praça. Bregou bem, deixou-o bem colocado para compridos e com os curtos entusiasmou-se a cada ferro e conseguiu bons momentos, nomeadamente com o excelente 3 curto e, a pedido do público, a terminar com um bom par de bandarilhas. Grande tarde do cavaleiro de Pegões.

 

11 de julho - LISBOA, CAMPO PEQUENO - UM NOITE PARA RECORDAR A DA COMEMORAÇÃO DE 45 ANOS DE ALTERNATIVA DE PAULO CAETANO

Sou um privilegiado. Por ser aficionado, por poder desfrutar de momentos únicos de emoção e de classe. Por poder partilhar os meus sentimentos e emoções com os aficionados e poder viver noites como a de sexta-feira em Lisboa, em que se comemoraram, ao mais alto nível, os 45 anos de alternativa de Paulo Caetano. Que privilégio.

Arte, poderio, souplesse, sensibilidade, equilíbrio. Uma emoção maior. Uma forma diferente de lidar. Um artista de mão-cheia, capaz de despertar sentimentos e emoções. Voltou a ser assim na noite de sexta-feira frente a um bom toiro da sua ganadaria e que também contribuiu para o êxito da lide que teve excelentes pormenores de brega e ferros de enorme classe. Foi assim que vi, vivi e senti a lide Paulo Caetano que antes havia sido homenageado por diversas entidades, entre elas a Casa Real de Bragança, a APSL, APCRL, Grupo de Forcados de Lisboa e as empresas Ovação e Palmas e José Charraz. Paulo, tiro o meu chapéu perante tamanha lição.

De cátedra também foi a actuação de António Ribeiro Telles frente a um Charrua que colaborou no êxito. Com o seu toureio clássico ressuscitou a sorte da morte num dos compridos e teve depois dois curtos de excelência, pisando terrenos de compromisso e saindo com nota alta desta excelente lide.

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19 de julho - NAZARÉ. NOITE MEMORÁVEL E PARA OS ANAIS DA HISTÓRIA DA PRAÇA

MORANTE FOI MORARTE; O PERFUME SEVILHANO DE DIAS GOMES; O BOM TOUREIO A CAVALO DOS TELLES E DUAS GRANDES PEGAS DE CARAS

Noite histórica a que vivemos no passado sábado 19 de julho na lindíssima praça de toiros do Sítio da Nazaré. Aquele ambiente único das grandes noites, praça esgotada desde manhã cedo, o povo que preenchia todos os centímetros em redor da praça e que aguardava com máxima expectativa o que se iria passar após as 22h15. E viveram-se momentos inesquecíveis e que soltaram emoções e olés a rodos. Uma noite que ficará para a história da praça e no baú das grandes recordações de Rui Bento Vasques, o homem por detrás destes grandes momentos.

Morante tem um cariz especial todos o sabemos. E Morante é único, como artista, como personalidade, como pessoa capaz de mobilizar os aficionados que de vive um momento doce da sua já larga carreira como matador de toiros. E a Nazaré foi palco de mais uma noite de transcendência do matador de Puebla del Rio. A sua tauromaquia, capaz de ralentizar as investidas dos toiros, de os submeter desde que abre o capote e depois nas faenas de muleta, é algo que enfeitiça quem assiste. A colocação da muleta, o desenho do passe, o girar sobre os calcanhares, correr a mão, rodar a cintura, prolongar/alongar os passes… Enfim, arte no seu mais puro estado como o foram séries de derechazos e de naturais que fizeram o público levantar-se das bancadas e aplaudir freneticamente. E a sua decisão de em conjunto com a empresa oferecer e tourear o sobrero foi algo de muito importante não apenas pelo resultado artístico mas acima de tudo pelo gesto. Morante foi, uma vez mais, Morarte.

Entrou pela porta da substituição e saiu pela do triunfo. Falo de Manuel Dias Gomes que substituiu o ainda convalescente Marco Pérez. E Dias Gomes agigantou-se nas duas lides, mostrando a classe do seu refinado toureio sevilhano quer de capote quer com a muleta. Uma forma muito vertical de tourear, a compasso, levando os toiros bem embebidos na muleta e no capote. Um recital de arte e de bem tourear mostrando uma enorme qualidade e valor rivalizando com a figura do momento e que antes havia deleitado os aficionados. Manuel não se ficou atrás e uma vez mais deu conta do seu enorme potencial e classe toureira. Olé Manuel Dias Gomes.

Abriu praça António Ribeiro Telles e tivemos mais uma lição de cátedra. O senhorio, a forma de lidar e de entender terrenos e distâncias. Vimos um António empolgado e empolgante, a sacar o máximo das boas investidas da toiro e a conseguir uma lide brilhante que o público soube premir e aplaudir.

António Telles filho não se intimidou com o triunfo anterior do pai e foi em busca do seu. E em boa hora, já que a sua lide é toda ela de raça e de entrega, de muita qualidade e conquista do público que também se lhe rendeu.

Os Forcados Amadores de Vila Franca cotaram-se com uma grande exibição, com duas pegas de enorme valora por intermédio de Lucas Gonçalves e Rodrigo Andrade, ambos ao primeiro intento e com o grupo a ajudar com muita coesão.

Seria injusto não falar do triunfo ganadeiro. Os toiros com ferro e divisa de David Ribeiro Telles foram os colaboradores ideais para o êxito do espectáculo. Bem apresentados e com boas condições de lide, com chamada à arena do maioral após a lide do 4º da noite.

7 de agosto - VENTURA REGRESSOU E O CAMPO PEQUENO ESGOTOU!!!

A defesa da Festa Brava começa na presença massiva do espectador. O Campo Pequeno esgotou a sua lotação com algumas horas de antecedência para presenciar o regresso de Diego Ventura após 8 anos de ausência da monumental lisboeta. E foi ele que assinou um êxito absoluto neste seu regresso e frente ao 4º da noite.

Não tenho ideias preconcebidas nem alinho em dogmas. Vivo o momento e emociono-me ou não com o que vejo concretizar dentro da arena. Sou pouco dado a saudosismos do passado, entendo-o e procuro viver intensamente cada momento do presente. E por isso tenho de aplaudir o gesto da empresa em trazer de volta Diego ventura em cozinhar este cartel que fez esgotar a lotação da praça de toiros de Lisboa, Monumental do Campo Pequeno, ontem, hoje e sempre por mais denominações que há uns anos lhe pretendem dar.

Diego Ventura teve o condão de fazer com que milhares de pessoas se deslocassem a Lisboa numa cálida noite de quinta-feira, em tempo de férias, para assistirem a uma lição de toureio. Se no seu primeiro houve momentos de muito interesse na ferragem curta e na brega primorosa tal como nos remates, aproveitando cada suave investida do toiro, foi no segundo do seu lote que brilhou ao mais alto nível em todos os aspectos frente a um toiro que foi o colaborador ideal para a sua forma de tourear. Que bonito foi ver os cites em que provoca o toiro, recua, volta a provocar a investida e crava com enorme mérito e valor. A brega, o domínio dos tempos, dos terrenos, a capacidade lidadora com que andou em Lisboa, atestam o seu verdadeiro e indiscutível valor. Rematou, para gáudio do público, com 3 palmitos em sortes de violino e ponto! Ventura no seu esplendor.

 

24 de agosto - NAZARÉ - ABENÇOADOS OS QUE SONHAM E CONCRETIZAM SONHOS

“Sempre que o Homem sonha o Mundo pula e avança” assim diz a canção Pedra Filosofal. E que bom que é sonhar, alimentar sonhos, dar-lhes expressão, permitir novas e importantes experiências aos que ousam colocar-se diante de uma rês brava. E a aliança Rui Bento/João Queiróz voltou a dar frutos, a permitir que jovens toureiros desfrutassem frente a reses da ganadaria de Conde de Murça que foram bons colaboradores para o êxito da calorosa tarde. Nazaré voltou a ser palco de mais uma novilhada da Orelha de Oiro da revista Novo Burladero e com preços muito acessíveis, o público mostrou mais uma vez a sua adesão em tarde que era convidativa a ficar na praia.

Triunfou João Fernandes da ETJF de Vila Franca. E se mostrou qualidade e variedade com o capote, foi na muleta que melhor se expressou por ambos os pitóns, conseguindo bons momentos e que foram aplaudidos pelo público pela sua qualidade e pela entrega do jobem novilheiro que tem muita qualidade. Foi bom de se ver.

 

5 de setembro – Campo Pequeno - QUE NOITE MEMORÁVEL PARA ENCERRAR A TEMPORADA LISBOETA

QUE NOITE MEMORÁVEL PARA ENCERRAR A TEMPORADA LISBOETA

Lotação esgotada com alguns dias de antecedência. Um ambiente de glamour próprio das grandes noites. Sentimentos à flor da pele quando os dois cabos entraram lado a lado com os seus grupos ostentando cada um uma jaqueta do GFA S. Manços e depois desdobraram uma tela com a foto de Manuel Maria Trindade. Explosão do público com uma sentida e fortíssima ovação. E assim prosseguiu a noite que se tornaria memorável ainda pelas actuações da terna de artistas, dos forcados e até pela expontânea ovação à Banda Filarmónica da Santa Casa da Misericórdia de Arruda dos Vinhos após a brilhante execução do pasodoble La Concha Flamenca durante a lide última de Andrés Roca Rey. Um ambiente tremendo que se manteve de princípio a fim de corrida mostrando que a festa brava está viva e se recomenda.

 

 16 de setembro - Moita - TRIUNFO MAIOR DE UM TOUREIRO EM ASCENSÃO: TOMÁS BASTOS. 4 VOLTAS E SAÍDA EM OMBROS COM PRAÇA DE PÉ!

A dimensão toureira de Tomás Bastos, com uma maturidade incrível para um miúdo de 18 anos, a forma como lê os toiros, a sua serenidade em momentos de «maior aperto», a sua capacidade lidadora e de improviso, mereceu as maiores ovações da noite, com o público a aplaudir de pé na melhor casa provavelmente dos últimos anos na primeira nocturna da feira da Moita. O toureio, a sua expressividade, é algo inato, e está patente em todos os gestos do novilheiro vilafranquense. Muito bem de capote em ambos os novilhos-toiros que lidou e nos quites aos do seu alternante, seria, contudo, na muleta que mais se evidenciou a evolução e maturidade de Tomás Bastos. A quietude, o poderio, o mando, a forma de correr a mão alargando os muletazos, os improvisos quando os novilhos-toiros assim o exigiram, fizeram soar olés e ovações, terminado em ambiente apoteótico ambas as faenas, com o público de pé como há muito se não via. Foram momentos que tão cedo não se apagarão da memória de quantos os vivemos. E a saída em ombros foi o corolário lógico deste triunfo.

Textos e fotos: António Lúcio

Troféu Daniel do Nascimento

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O troféu Daniel do Nascimento, criado pela Sociedade Moitense de Tauromaquia, no âmbito da comemoração dos 75 anos da inauguração da praça de toiros com o mesmo nome, visa distinguir pessoas ou instituições que se notabilizem na defesa da cultura tauromáquica .

Foi atribuído, a título  póstumo, ao Exmo. Sr. Luís da Costa Santos, ilustre moitense e grande impulsionador da construção da praça de toiros Daniel do Nascimento.

Será entregue ao , também, distinto aficionado , seu neto, Dr. Elísio Sumavielle.

O acto decorrerá durante o jantar de entrega de prémios, relativos à feira taurina 2025 , a realizar no dia 21/11/25,

A ANÁLISE Á TEMPORADA 2025 DO BARREIRA DE SOMBRA (3)

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E porque as corridas à portuguesa foram aquelas que maior expressão numérica/quantitativa tiveram no total de espectáculos a que assistimos, começamos pelos cavaleiros a lista dos artistas:

CAVALEIROS

QUANTIDADE

PERCENTAGEM

Tristão Telles Queiróz

7

8,1

António Telles filho

6

7,0

Marcos Bastinha

5

5,8

João R. Telles

5

5,8

Francisco Palha

5

5,8

Miguel Moura

5

5,8

Vasco Veiga (A e P)

4

4,7

João Moura Caetano

3

3,5

Manuel Telles Bastos

3

3,5

António Telles 

3

3,5

Luis Rouxinol

2

2,3

Paco Velásques

2

2,3

Ana Batista

2

2,3

Gilberto Filipe

2

2,3

Salgueiro da Cotsa

2

2,3

Luis Rouxinol Jr

2

2,3

Joaquim  Brito Paes

2

2,3

João Moura

2

2,3

Duarte Pinto

2

2,3

Emiliano Gamero

2

2,3

António Prates

2

2,3

João Moura Jr

1

1,2

Rui Fernandes

1

1,2

Soraia Costa

1

1,2

Diogo Oliveira

1

1,2

Ricardo Piedade (A)

1

1,2

Rui Santos

1

1,2

David Gomes

1

1,2

Sónia Matia

1

1,2

Francisco Núncio

1

1,2

Mariana Avó (P)

1

1,2

Jorge de Almeida (A)

1

1,2

Paulo Caetano

1

1,2

Diego Ventura

1

1,2

Filipe Gonçalves

1

1,2

João Pamplona

1

1,2

Andrés Romero

1

1,2

Lui Pimenta (P)

1

1,2

Guillermo Hermoso de Mendoza

1

1,2

 

Quanto aos Grupos de Forcados, eles foram:

GRUPOS DE FORCADOS

QUANTIDADE

PERCENTAGEM

Aposento da Moita

5

12,2

Vila Franca

5

12,2

Santarém

4

9,8

Lisboa

4

9,8

Arruda dos Vinhos

4

9,8

Cascais

3

7,3

Alcochete

3

7,3

Montemor

3

7,3

Glórias do Oeste

1

2,4

Azambuja

1

2,4

Portalegre

1

2,4

Cartaxo

1

2,4

Coruche

1

2,4

Caldas da Rainha

1

2,4

São Manços

1

2,4

Monforte

1

2,4

Beja

1

2,4

Moita

1

2,4

 

Matadores de toiros:

MATADORES DE TOIROS

QUANTIDADE

PERCENTAGEM

Manuel Dias Gomes

2

16,7

Andrés Roca Rey

1

8,3

Borja Jimenez

1

8,3

David Galvan

1

8,3

Diogo Peseiro

1

8,3

Gines Marin

1

8,3

Jiménez Fortes

1

8,3

José Maria Manzanares

1

8,3

Marco Pérez

1

8,3

Morante de la Peubla

1

8,3

Pedrito de Portugal

1

8,3

 

Novilheiros e aspirantes:

NOVILHEIROS

QUANTIDADE

PERCENTAGEM

Vicente Sanchez

3

18,8

João Fernandes

2

12,5

Tomás Bastos

2

12,5

Adrian Baillen

1

6,3

António Gaião Grilo

1

6,3

Cesar de Juste

1

6,3

Daniel Artazos

1

6,3

Eduardo "Chibanga"

1

6,3

Hugo Tarbelli

1

6,3

Ignacio Garibay

1

6,3

Javier Zulueta

1

6,3

Pepe Martin

1

6,3

 

A ANÁLISE Á TEMPORADA 2025 DO BARREIRA DE SOMBRA (2)

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A nossa temporada começou, de resto como há alguns anos, no dia 1 de fevereiro em Mourão e terminou mais cedo, a 16 de setembro na Moita. Campo Pequeno com 4, Arruda dos Vinhos, Santarém e Sobral de Monte Agraço todas com 3 espectáculos, foram as praças onde maior número de vezes marcámos presença.

A   lista das praças e do número de espectáculos é a seguinte:

PRAÇAS DE TOIROS

QUANTIDADE

PERCENTAGEM

Campo Pequeno - Lisboa

4

15,4

Santarém

3

11,5

Sobral M. Agraço

3

11,5

Arruda dos Vinhos

3

11,5

Moita do Ribatejo

2

7,7

Vila Franca de Xira

2

7,7

Nazaré

2

7,7

Mourão

1

3,8

Alcochete

1

3,8

Almeirim

1

3,8

Garvão

1

3,8

Alcácer do Sal

1

3,8

Caldas da Rainha

1

3,8

Cartaxo

1

3,8

Total

26

100

 

Vimos lidar reses de mais de 30 ganadarias, algumas delas espanholas, sendo as de Murteira Grave e David Ribeiro Telles as que mais vimos lidar, com 12 reses cada. A lista completa é a seguinte:

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GANADARIAS

QUANTIDADE

PERCENTAGEM

Murteira Grave

12

7,5

David R. Telles

12

7,5

Lopes Branco

10

6,3

Sesmarias Velhas

10

6,3

São Torcato

8

5,0

Vinhas

8

5,0

Palha

7

4,4

Santa Maria

7

4,4

Conde de Murça

7

4,4

Varela Crujo

7

4,4

Manuel Veiga

7

4,4

Fernandes de Castro

6

3,8

Paulo Caetano

6

3,8

José Luis Cochicho

6

3,8

Falé Filipe

6

3,8

Monte Cadema

6

3,8

A R Brito Paes

5

3,1

Ascensáo Vaz

3

1,9

Passanha Sobral

3

1,9

Passanha  

2

1,3

Veiga Teixeira

2

1,3

António Semedo

2

1,3

Álvaro Nuñez €

2

1,3

Gregório Oliveira

2

1,3

Jorge Carvalho

2

1,3

Talavante €

2

1,3

Calejo Pires

2

1,3

Joaquim Brito Paes

1

0,6

Vale Sorraia

1

0,6

Mata o Demo

1

0,6

Conde de la Corte €

1

0,6

António Charrua

1

0,6

Garcia Jiménez €

1

0,6

Garcigrante €

1

0,6

Total

159

100

A ANÁLISE Á TEMPORADA 2025 DO BARREIRA DE SOMBRA (1)

ANÁLISE FOTO GRANDE.jpg

 

Damos início hoje á análise do que foi a nossa curta temporada de 2025, seguindo os moldes de anos anteriores.

Em termos gerais poderei afirmar que foi uma temporada atípica pelo pouco número de corridas presenciadas (26 no total) e, ao mesmo tempo, por ter sido uma temporada daquelas em que, nos últimos anos, mais praças esgotadas houve. Das 26 a que assistir, 6 foram de lotação esgotada, 2 delas no Campo Pequeno em Lisboa, e em Mourão, Nazaré, Caldas da Rainha e Sobral de Monte Agraço e com muitas praças a registarem boas entradas de público (3/4 ou mais).

Por isso, e por alguns acontecimentos que foram ocorrendo, foi uma temporada interessante.

TIPOS DE ESPECTÁCULOS

QUANTIDADE

PERCENTAGEM

Corridas à Portuguesa

14

53,8

Corridas Mistas

6

23,2

Festivais

3

11,5

Novilhadas

3

11,5

Total

26

100

 

Uma vez mais, a corrida à portuguesa dominou nos nossos números da temporada com mais de 50% do total de espectáculos, registando-se boa presença de toureio a pé nos restantes a que assistimos.

E em termos de acontecimentos em que marcámos presença, de referir a encerrona de João Moura Jr em Santarém, a comemoração dos 45 anos de alternativa de Paulo Caetano no Campo Pequeno ou a memorável corrida mista da Nazaré a 19 de Julho e que marcamos como a nossa corrida do ano.

Transcrevemos a crónica dessa corrida:

Praça de Toiros do Sítio da Nazaré – 19/07/25 - Corrida Mista

Director: Ana Pimenta – Veterinário: José Luís Cruz – Lotação: ESGOTADA

Cavaleiros: António Ribeiro Telles e António Ribeiro Telles filho

Forcados Amadores de Vila Franca

Matadores: Morante de la Puebla e Manuel Dias Gomes

Ganadaria: David Ribeiro Telles

NAZARÉ. NOITE MEMORÁVEL E PARA OS ANAIS DA HISTÓRIA DA PRAÇA

MORANTE FOI MORARTE; O PERFUME SEVILHANO DE DIAS GOMES; O BOM TOUREIO A CAVALO DOS TELLES E DUAS GRANDES PEGAS DE CARAS

Noite histórica a que vivemos no passado sábado 19 de Julho na lindíssima praça de toiros do Sítio da Nazaré. Aquele ambiente único das grandes noites, praça esgotada desde manhã cedo, o povo que preenchia todos os centímetros em redor da praça e que aguardava com máxima expectativa o que se iria passar após as 22h15. E viveram-se momentos inesquecíveis e que soltaram emoções e olés a rodos. Uma noite que ficará para a história da praça e no baú das grandes recordações de Rui Bento Vasques, o homem por detrás destes grandes momentos.

Morante tem um cariz especial todos o sabemos. E Morante é único, como artista, como personalidade, como pessoa capaz de mobilizar os aficionados que de vive um momento doce da sua já larga carreira como matador de toiros. E a Nazaré foi palco de mais uma noite de transcendência do matador de Puebla del Rio. A sua tauromaquia, capaz de ralentizar as investidas dos toiros, de os submeter desde que abre o capote e depois nas faenas de muleta, é algo que enfeitiça quem assiste. A colocação da muleta, o desenho do passe, o girar sobre os calcanhares, correr a mão, rodar a cintura, prolongar/alongar os passes…. Enfim, arte no seu mais puro estado como o foram séries de derechazos e de naturais que fizeram o público levantar-se das bancadas e aplaudir freneticamente. E a sua decisão de em conjunto com a empresa oferecer e tourear o sobrero foi algo de muito importante não apenas pelo resultado artístico, mas acima de tudo pelo gesto. Morante foi, uma vez mais, Morarte.

Entrou pela porta da substituição e saiu pela do triunfo. Falo de Manuel Dias Gomes que substituiu o ainda convalescente Marco Pérez. E Dias Gomes agigantou-se nas duas lides, mostrando a classe do seu refinado toureio sevilhano quer de capote quer com a muleta. Uma forma muito vertical de tourear, a compasso, levando os toiros bem embebidos na muleta e no capote. Um recital de arte e de bem tourear mostrando uma enorme qualidade e valor rivalizando com a figura do momento e que antes havia deleitado os aficionados. Manuel não se ficou atrás e uma vez mais deu conta do seu enorme potencial e classe toureira. Olé Manuel Dias Gomes.

Abriu praça António Ribeiro Telles e tivemos mais uma lição de cátedra. O senhorio, a forma de lidar e de entender terrenos e distâncias. Vimos um António empolgado e empolgante, a sacar o máximo das boas investidas do toiro e a conseguir uma lide brilhante que o público soube premir e aplaudir.

António Telles filho não se intimidou com o triunfo anterior do pai e foi em busca do seu. E em boa hora, já que a sua lide é toda ela de raça e de entrega, de muita qualidade e conquista do público que também se lhe rendeu.

Os Forcados Amadores de Vila Franca cotaram-se com uma grande exibição, com duas pegas de enorme valor por intermédio de Lucas Gonçalves e Rodrigo Andrade, ambos ao primeiro intento e com o grupo a ajudar com muita coesão.

Seria injusto não falar do triunfo ganadeiro. Os toiros com ferro e divisa de David Ribeiro Telles foram os colaboradores ideais para o êxito do espectáculo. Bem apresentados e com boas condições de lide, com chamada à arena do maioral após a lide do 4º da noite.

Na direcção da corrida esteve Ana Pimenta, assessorada pelo veterinário José Luís Cruz.

***************************************

De outros acontecimentos falaremos mais adiante.

Iniciámos a temporada a 1 de fevereiro no tradicional festival misto que ocorre em Mourão e terminámos a 16 de setembro com a corrida mista da Feira da Moita.

O mês de junho foi aquele em que maior número de espectáculos estivemos presentes. A saber:

MESES

QUANTIDADE

PERCENTAGEM

Fevereiro

1

3,8

Março

1

3,8

Abril

3

11,5

Maio

2

7,7

Junho

8

30,8

Julho

2

7,7

Agosto

6

23,1

Setembro

3

11,5

Total

26

100

Sociedade Moitense de Tauromaquia - Jantar de Entrega de Prémios 2025 - 21 de novembro de 2025

Jantar de Entrega de Prémios 2025, que se realizará no dia 21 de novembro de 2025, pelas 20h00, na Quinta da Freira.

Será uma noite especial de celebração, convívio e reconhecimento pelo trabalho e dedicação de todos ao longo do ano.

Detalhes do evento:
📅 Data: 21 de novembro de 2025
🕗 Hora: 20h00
📍 Local: Quinta da Freira
💶 Valor:

  • Adultos: 45€

  • Crianças: 25€

Solicitamos que efetue a sua reserva até ao dia 18 de novembro através dos seguintes contactos:
📧 E-mail: smt1950jul@gmail.com
📞 Telemóvel: 919 505 401 / 917 433 374

Jantar Entrega premios SMT 2025 (1).jpg

 

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