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1 de fevereiro - MOURÃO - TOMÁS BASTOS: O TRIUNFADOR DO FESTIVAL. FINAL APOTEÓTICO. EXCELENTE CURRO DE MURTEIRA GRAVE
Diz o ditado que «guardado está o bocado» e valeu a pena esperar pelo final. A tauromaquia tem este não sei quê de arte e de emoção que nos deixa a garganta seca e os olhos húmidos. Campos verdes de um Alentejo imenso, como imenso é o espelho de água com que nos brinda o Alqueva e aquelas paisagens únicas que se desfrutam do alto do castelo de Monsaraz. E todos os elementos se conjugaram para um início de temporada em grande nível e rematada com essa faena de Bastos que levantou o público das bancadas e o vitoriou aos gritos de “Torero, Torero, Torero”.
Bem de capote por verónicas e num quite por chicuelinas, aqueceu as bancadas com um poderoso tércio de bandarilhas com 3 pares de poder a poder. Com a muleta, temple e quietude, passes bem desenhados acompanhando as boas investidas do erale e que tiveram grade expressão por ambos os pitóns, uns circulares, passes cambiados pelas costas, umas trincherillas, sempre com classe e um final em apoteose com manoletinas/bernardinas muito cingidas. Dupla volta à arena, a última delas acompanhado do ganadeiro Joaquim Grave e com praça de pé. Que extraordinário começo deste jovem de inatas condições toureiras.
Bom curro proveniente de Galeana, com ferro e divisa de Murteira Grave, colaboradores idóneos para os bons momentos que se viveram e com o último a merecer a chamada do ganadeiro á arena.
30 de março – PALHA TRIUNFA EM FESTIVAL MORNO EM ALCOCHETE
Tarde de sol e boa temperatura para este primeiro espectáculo na praça de toiros de Alcochete. Dado o fim beneficente seria de esperar uma maior adesão poular ao festejo que decorreu em tom morno e onde Francisco Palha viria a ser o triunfador com a melhor actuação da tarde frente um bom exemplar de Ascensão Vaz.
Como referimos na nota introdutória, Francisco Palha foi o triunfador frente a um cumpridor exemplar de Ascensão Vaz. Uma lide bem medida, com critério, com entradas rectas e bons ferros curtos que chegaram com algum impacto ao público. Foi a actuação mais conseguida e consistente da tarde.
5 de abril - SANTARÉM SOB O SIGNO DE MOURA
Corrida agradável, a da encerrona de João Moura Jr, que apresentou a sua quadra de cavalos nas cortesias (um total de 13 montadas) e que teve o sue momento álgido quando, na lide o sexto toiro convivou seu pai para partilhar a lide. Público de pé agradecendo o gesto e rendido ao génio de Monforte.
Mas como diz o ditado, «guardado está o bocado» ... e saíu à arena o 6º, de Brito Paes, o mais pesado e de avantajada cornamenta. Após os compridos da ordem, foi até à porta de quadrilhas e convidou seu pai a partilhar esta sexta lide. A ovação foi estrondosa quando João Moura a saíu à arena, à civil, com o público todo de pé. E a lição de pai Moura foi estrondosa na brega e na cravagem de 3 ferros, o último dos quais de palmo. Era o agradecimento do grande público ao génio de Monforte e onde seu filho também teve nota destacada. Acabava em festa, com o público de pé, uma festa que havia começado 3 horas antes quando se desenrolaram as cortesias.
Para o êxito do espectáculo também contribuíram 6 magníficas pegas de caras, todas ao primeiro intento, sendo forcados de cara Francisco Graciosa, João Faro e Francisco Cabaço (a pega da tarde) pelos Amadores de Santarém e Vasco Ponce, Vasco Carolino e José Maria Pena Monteiro pelos Amadores de Montemor.
O ganadeiro Joaquim Grave deu volta à arena após a lide o 5º da ordem.
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24 de maio – MOITA - MEMORÁVEL TARDE PARA OS AMADORES DO APOSENTO DA MOITA. HONRA E GLÓRIA NOS 50 ANOS DA SUA ESTREIA
Foi uma tarde de muito calor e onde se anunciava também um cortejo à antiga portuguesa para a festa dos 50 anos do Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita e a mudança do seu cabo. Foi bonito de ser ver antigos cabos, antigos e actuais forcados irmanados para uma tarde de êxito rotundo e onde a história e brilhantismo do forcado português saíram altamente honrados e dignificados. O público, o juiz maior, soube premiar com fortes ovações não apenas as pegas mas o desempenho em conjunto de todos os forcados.
E a festa de despedida de cabo de Leonardo Mathias não podia ter sido mais bonita e brilhante, a consumar uma rija pega de caras ao terceiro da tarde, e a passar o testemunho a Luís Canto Moniz que se cotou com outra brilhante pega de caras ao primeiro intento, todos muito bem ajudados.
A corrida, em termos de pegas de caras, abriu com João Freitas numa dura e difícil pega ao bravo de Grave que derrotou com força e que foi consumada ao primeiro intento. Seguiu-se-lhe o antigo forcado João Camejo que voltou a mostrar que quem sabe não esquece e se fechou com raça ao primeiro intento na cara do de Conde de Murça. O cabo Leonardo Mathias despediu-se, com brilhantismo e ao primeiro intento na cara do toiro de Varela Crujo. Luís Canto Moniz, o nóvel cabo repetiu a dose com o toiro de Mata o Demo, enquanto o veterano Fernando Parente saiu de maca (felizmente sem gravidade) após uma única tentativa ao de Veiga Teixeira que foi pegado com raça e determinação ao primeiro intento por André Silva. Fechou praça António Ramalho, que se despedia também, e com uma boa pega ao de Conde de la Corte.
8 de Junho - TARDE MEMORÁVEL EM SOBRAL DE MONTE AGRAÇO. GRANDE AMBIENTE DE PRINCÍPIO A FIM
Há muito que não se vivia em Sobral de Monte Agraço um ambiente assim. De princípio a fim, um público entregue, vibrante, a puxar pelos artistas e reconhecendo o tremendo mérito aos homens das jaquetas das ramagens, cerca de 50, que decidiram pegar este s e transformá-lo em algo diferente. O público aderiu à ideia e a praça estava quase cheia em tarde climatologicamente muito agradável.
Os veteranos forcados foram os triunfadores primeiros do espectáculo, responsáveis pelo ambiente e pela enchente. E foram emotivos os brindes dos cavaleiros aos forcados. E o apoio nunca faltou quando foram sendo anunciados os nomes dos que foram escolhidos para estar na cara dos exemplares lidados. Assim, e todos ao primeiro intento, foram caras Pedro Henriques, Fábio Silva, Nuno Santos, Márcio Francisco, Pedro Gil, Pedro Miranda e Mário Gonçalves. E as ajudas e rabejadores tiveram também um bom desempenho na tarde de êxito vivida em Sobral.
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21 de junho - CARTAXO: TOIROS SÉRIOS EM NOITE DE GRANDES MOMENTOS
2 TOIROS DE MONTE CADEMA PREMIADOS COM VOLTA À ARENA DO GANADEIRO
Que grande noite de toiros aquela que vivemos na noite de sábado 21 de junho no Cartaxo. E quando se afirma que o toiro é o elemento essencial da Festa, aqui foi bem verdade e foi com a verdade do toiro sério, capaz de transmitir emoção, com uma disponibilidade incrível para investir, alguns com muita raça e nobreza, dois deles a merecerem a chamada do ganadeiro à arena (1º e 5º). Foram essenciais ao êxito dos toureiros e da noite e eu, como aficionado, fico grato e recordarei a classe das investidas do bravo 5º da noite. De parabéns o ganadeiro Nuno Cabral.
22 de junho – Alcácer do Sal - LUÍS ROUXINOL EM GRANDE PLANO NUMA CORRIDA COMPRIDA...
Em tarde de homenagem à cavaleira Sónia Matias pelos seus 25 anos de alternativa, foi de Luís Rouxinol a actuação da tarde, em grande plano, frente a um bom toiro de Herds. Varela Crujo. Uma corrida longa, de mais de 3 horas e meia, com alguns percalços sofridos pelos forcados mas que foi mantendo o interesse do grande público.
Luís Rouxinol esteve em grande entendendo muito bem o bom toiro que abriu praça. Bregou bem, deixou-o bem colocado para compridos e com os curtos entusiasmou-se a cada ferro e conseguiu bons momentos, nomeadamente com o excelente 3 curto e, a pedido do público, a terminar com um bom par de bandarilhas. Grande tarde do cavaleiro de Pegões.
11 de julho - LISBOA, CAMPO PEQUENO - UM NOITE PARA RECORDAR A DA COMEMORAÇÃO DE 45 ANOS DE ALTERNATIVA DE PAULO CAETANO
Sou um privilegiado. Por ser aficionado, por poder desfrutar de momentos únicos de emoção e de classe. Por poder partilhar os meus sentimentos e emoções com os aficionados e poder viver noites como a de sexta-feira em Lisboa, em que se comemoraram, ao mais alto nível, os 45 anos de alternativa de Paulo Caetano. Que privilégio.
Arte, poderio, souplesse, sensibilidade, equilíbrio. Uma emoção maior. Uma forma diferente de lidar. Um artista de mão-cheia, capaz de despertar sentimentos e emoções. Voltou a ser assim na noite de sexta-feira frente a um bom toiro da sua ganadaria e que também contribuiu para o êxito da lide que teve excelentes pormenores de brega e ferros de enorme classe. Foi assim que vi, vivi e senti a lide Paulo Caetano que antes havia sido homenageado por diversas entidades, entre elas a Casa Real de Bragança, a APSL, APCRL, Grupo de Forcados de Lisboa e as empresas Ovação e Palmas e José Charraz. Paulo, tiro o meu chapéu perante tamanha lição.
De cátedra também foi a actuação de António Ribeiro Telles frente a um Charrua que colaborou no êxito. Com o seu toureio clássico ressuscitou a sorte da morte num dos compridos e teve depois dois curtos de excelência, pisando terrenos de compromisso e saindo com nota alta desta excelente lide.
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19 de julho - NAZARÉ. NOITE MEMORÁVEL E PARA OS ANAIS DA HISTÓRIA DA PRAÇA
MORANTE FOI MORARTE; O PERFUME SEVILHANO DE DIAS GOMES; O BOM TOUREIO A CAVALO DOS TELLES E DUAS GRANDES PEGAS DE CARAS
Noite histórica a que vivemos no passado sábado 19 de julho na lindíssima praça de toiros do Sítio da Nazaré. Aquele ambiente único das grandes noites, praça esgotada desde manhã cedo, o povo que preenchia todos os centímetros em redor da praça e que aguardava com máxima expectativa o que se iria passar após as 22h15. E viveram-se momentos inesquecíveis e que soltaram emoções e olés a rodos. Uma noite que ficará para a história da praça e no baú das grandes recordações de Rui Bento Vasques, o homem por detrás destes grandes momentos.
Morante tem um cariz especial todos o sabemos. E Morante é único, como artista, como personalidade, como pessoa capaz de mobilizar os aficionados que de vive um momento doce da sua já larga carreira como matador de toiros. E a Nazaré foi palco de mais uma noite de transcendência do matador de Puebla del Rio. A sua tauromaquia, capaz de ralentizar as investidas dos toiros, de os submeter desde que abre o capote e depois nas faenas de muleta, é algo que enfeitiça quem assiste. A colocação da muleta, o desenho do passe, o girar sobre os calcanhares, correr a mão, rodar a cintura, prolongar/alongar os passes… Enfim, arte no seu mais puro estado como o foram séries de derechazos e de naturais que fizeram o público levantar-se das bancadas e aplaudir freneticamente. E a sua decisão de em conjunto com a empresa oferecer e tourear o sobrero foi algo de muito importante não apenas pelo resultado artístico mas acima de tudo pelo gesto. Morante foi, uma vez mais, Morarte.
Entrou pela porta da substituição e saiu pela do triunfo. Falo de Manuel Dias Gomes que substituiu o ainda convalescente Marco Pérez. E Dias Gomes agigantou-se nas duas lides, mostrando a classe do seu refinado toureio sevilhano quer de capote quer com a muleta. Uma forma muito vertical de tourear, a compasso, levando os toiros bem embebidos na muleta e no capote. Um recital de arte e de bem tourear mostrando uma enorme qualidade e valor rivalizando com a figura do momento e que antes havia deleitado os aficionados. Manuel não se ficou atrás e uma vez mais deu conta do seu enorme potencial e classe toureira. Olé Manuel Dias Gomes.
Abriu praça António Ribeiro Telles e tivemos mais uma lição de cátedra. O senhorio, a forma de lidar e de entender terrenos e distâncias. Vimos um António empolgado e empolgante, a sacar o máximo das boas investidas da toiro e a conseguir uma lide brilhante que o público soube premir e aplaudir.
António Telles filho não se intimidou com o triunfo anterior do pai e foi em busca do seu. E em boa hora, já que a sua lide é toda ela de raça e de entrega, de muita qualidade e conquista do público que também se lhe rendeu.
Os Forcados Amadores de Vila Franca cotaram-se com uma grande exibição, com duas pegas de enorme valora por intermédio de Lucas Gonçalves e Rodrigo Andrade, ambos ao primeiro intento e com o grupo a ajudar com muita coesão.
Seria injusto não falar do triunfo ganadeiro. Os toiros com ferro e divisa de David Ribeiro Telles foram os colaboradores ideais para o êxito do espectáculo. Bem apresentados e com boas condições de lide, com chamada à arena do maioral após a lide do 4º da noite.
7 de agosto - VENTURA REGRESSOU E O CAMPO PEQUENO ESGOTOU!!!
A defesa da Festa Brava começa na presença massiva do espectador. O Campo Pequeno esgotou a sua lotação com algumas horas de antecedência para presenciar o regresso de Diego Ventura após 8 anos de ausência da monumental lisboeta. E foi ele que assinou um êxito absoluto neste seu regresso e frente ao 4º da noite.
Não tenho ideias preconcebidas nem alinho em dogmas. Vivo o momento e emociono-me ou não com o que vejo concretizar dentro da arena. Sou pouco dado a saudosismos do passado, entendo-o e procuro viver intensamente cada momento do presente. E por isso tenho de aplaudir o gesto da empresa em trazer de volta Diego ventura em cozinhar este cartel que fez esgotar a lotação da praça de toiros de Lisboa, Monumental do Campo Pequeno, ontem, hoje e sempre por mais denominações que há uns anos lhe pretendem dar.
Diego Ventura teve o condão de fazer com que milhares de pessoas se deslocassem a Lisboa numa cálida noite de quinta-feira, em tempo de férias, para assistirem a uma lição de toureio. Se no seu primeiro houve momentos de muito interesse na ferragem curta e na brega primorosa tal como nos remates, aproveitando cada suave investida do toiro, foi no segundo do seu lote que brilhou ao mais alto nível em todos os aspectos frente a um toiro que foi o colaborador ideal para a sua forma de tourear. Que bonito foi ver os cites em que provoca o toiro, recua, volta a provocar a investida e crava com enorme mérito e valor. A brega, o domínio dos tempos, dos terrenos, a capacidade lidadora com que andou em Lisboa, atestam o seu verdadeiro e indiscutível valor. Rematou, para gáudio do público, com 3 palmitos em sortes de violino e ponto! Ventura no seu esplendor.
24 de agosto - NAZARÉ - ABENÇOADOS OS QUE SONHAM E CONCRETIZAM SONHOS
“Sempre que o Homem sonha o Mundo pula e avança” assim diz a canção Pedra Filosofal. E que bom que é sonhar, alimentar sonhos, dar-lhes expressão, permitir novas e importantes experiências aos que ousam colocar-se diante de uma rês brava. E a aliança Rui Bento/João Queiróz voltou a dar frutos, a permitir que jovens toureiros desfrutassem frente a reses da ganadaria de Conde de Murça que foram bons colaboradores para o êxito da calorosa tarde. Nazaré voltou a ser palco de mais uma novilhada da Orelha de Oiro da revista Novo Burladero e com preços muito acessíveis, o público mostrou mais uma vez a sua adesão em tarde que era convidativa a ficar na praia.
Triunfou João Fernandes da ETJF de Vila Franca. E se mostrou qualidade e variedade com o capote, foi na muleta que melhor se expressou por ambos os pitóns, conseguindo bons momentos e que foram aplaudidos pelo público pela sua qualidade e pela entrega do jobem novilheiro que tem muita qualidade. Foi bom de se ver.
5 de setembro – Campo Pequeno - QUE NOITE MEMORÁVEL PARA ENCERRAR A TEMPORADA LISBOETA
QUE NOITE MEMORÁVEL PARA ENCERRAR A TEMPORADA LISBOETA
Lotação esgotada com alguns dias de antecedência. Um ambiente de glamour próprio das grandes noites. Sentimentos à flor da pele quando os dois cabos entraram lado a lado com os seus grupos ostentando cada um uma jaqueta do GFA S. Manços e depois desdobraram uma tela com a foto de Manuel Maria Trindade. Explosão do público com uma sentida e fortíssima ovação. E assim prosseguiu a noite que se tornaria memorável ainda pelas actuações da terna de artistas, dos forcados e até pela expontânea ovação à Banda Filarmónica da Santa Casa da Misericórdia de Arruda dos Vinhos após a brilhante execução do pasodoble La Concha Flamenca durante a lide última de Andrés Roca Rey. Um ambiente tremendo que se manteve de princípio a fim de corrida mostrando que a festa brava está viva e se recomenda.
16 de setembro - Moita - TRIUNFO MAIOR DE UM TOUREIRO EM ASCENSÃO: TOMÁS BASTOS. 4 VOLTAS E SAÍDA EM OMBROS COM PRAÇA DE PÉ!
A dimensão toureira de Tomás Bastos, com uma maturidade incrível para um miúdo de 18 anos, a forma como lê os toiros, a sua serenidade em momentos de «maior aperto», a sua capacidade lidadora e de improviso, mereceu as maiores ovações da noite, com o público a aplaudir de pé na melhor casa provavelmente dos últimos anos na primeira nocturna da feira da Moita. O toureio, a sua expressividade, é algo inato, e está patente em todos os gestos do novilheiro vilafranquense. Muito bem de capote em ambos os novilhos-toiros que lidou e nos quites aos do seu alternante, seria, contudo, na muleta que mais se evidenciou a evolução e maturidade de Tomás Bastos. A quietude, o poderio, o mando, a forma de correr a mão alargando os muletazos, os improvisos quando os novilhos-toiros assim o exigiram, fizeram soar olés e ovações, terminado em ambiente apoteótico ambas as faenas, com o público de pé como há muito se não via. Foram momentos que tão cedo não se apagarão da memória de quantos os vivemos. E a saída em ombros foi o corolário lógico deste triunfo.
Textos e fotos: António Lúcio