FORCADOS DE LISBOA VENCEM O TROFÉU PARA A MELHOR PEGA NA SEGUNDA CORRIDA DAS FESTAS ANUAIS DE ARRUDA DOS VINHOS
Praça de Toiros “José Marques Simões” – Arruda dos Vinhos – 17.08.25 – Corrida Concurso de Pegas
Director: Ruben Fragoso – Veterinário: Jorge Moreira da Silva – Lotação: 60%
Cavaleiros: João Moura Caetano, Paco Velásques, Tristão Telles Queirõz
Forcados Amadores de Lisboa e Arruda dos Vinhos
Ganadaria: Carlos Falé Filipe

Para encerrar as comemorações do centenário da praça de toiros de Arruda dos Vinhos, a empresa Toiros com Arte montou um cartel de 3 cavaleiros e 2 Grupos de Forcados, estes a disputarem entre si o troféu para a Melhor pega, escolha que recaiu na 3ª pega da noite, Grupo de Forcados Amadores de Lisboa e consumada à 1ª pelo forcado Duarte Nascimento. Ainda pelo Grupo de Lisboa pegaram de caras, ambos ao primeiro intento, os forcados Tiago Silva (que brindou aos bombeiros) e Miguel Santos. Pelos Amadores de Arruda dos Vinhos foram na linha da frente, os forcados Hélder Silva, a consumar á 2ª tentativa, Tiago Pombo e Tiago carreira, estes bem e à primeira tentativa. O júri foi constituído pelos antigos cabos de forcado José Luís Gomes, Jorge Faria e Sérgio Miguel.
João Moura Caetano teve por diante um toiro bem composto de carnes, que saiu a fazer alguns estranhos, com problemas de visão, vencendo-se pelo piton direito e colocando alguns problemas. Moura Caetano abreviou esta sua primeira passagem por Arruda numa actuação que não teve motivos de destaque. O seu segundo teve condições de lide mas foi demasiado castigado pelos bandarilheiros. Manteve o motor e alguma raça e com ele Moura Caetanp conseguiu os seus melhores momentos na cravagem de 3º e 4º curtos que foram depois bem rematados.
Paco Velásques lidou um primeiro que saiu algo reservado e sobre o mansote e teve uma que outra passagem em falso, demorando a impor-se ao toiro. Uma lide que terminou comum bom ferro curto. O quinto da ordem era bravote, com qualidade, com motor, carregando nas sortes e após as mesmas. O cavaleiro abordou as sortes com pouco cingimento mas ainda assim a conseguir alguns ferros que foram aplaudidos pelo público, mas que para os mais exigentes soube a pouco.
Tristão Telles Queiróz foi o que mais quis. E o que mais logrou. No bom primeiro que lidou esteve bem na série de curtos, a partir do segundo, com um terceiro em que arriscou bastante e em curto. E como diz o ditado, “quem não arrisca não petisca” e Tristão arriscou e peticou. E repetiu dose frente ao bom sexto toiro da corrida. Uma lide em bom tom, com bons curtos e onde os dois últimos foram de nota superior.
Lidaram-se seis toiros de Carlos Falé Filipe que, à excepção do primeiro de noite tiveram qualidade suficiente para o toureio e com o 5º a ser premiado com volta á arena do maioral com cavaleiro e forcado e a regressar ao campo. Também o sexto foi de muito boa nota.
Na direcção da corrida esteve Ruben Fragoso, assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva e com os toques de cornetim a serem executados com a habitual maestria por José Henriques. Abrilhantou ambos os espectáculos a Banda Filarmónica da Santa Casa de Arruda dos Vinhos, também ela em excelente nível. Nas cortesias guardou-se um minuto de silêncio em memória dos bombeiros que haviam falecido no combate aos incêndios.
Texto e foto: António Lúcio




























