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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

É UMA QUESTÃO POLÍTICA! NÃO SE ILUDAM…

24.07.21 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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Não queria voltar a escrever sobre estas coisas que em deixam triste e desgostoso porque me transmitiram outros e fortes valores de vida em família e em sociedade. E incomoda-me cada vez mais a inércia, a incapacidade de agir e a incompetência que todos os dias vejo nas notícias e em comentários sobre a tauromaquia nos meios sociais. Damos demasiado destaque aos antis quando, na realidade, a tauromaquia se afunda por incapacidades, demasiadas reacções e poucas acções, incompetência quase de certeza, de quem tem responsabilidades dentro da tauromaquia.

 

Num momento difícil como este, como é possível não estar presente na linha da frente quando se faz algo de novo e com riscos para defesa da festa? Fazer testes à Covid antes de um espectáculo tauromáquico como garantia de que o espectáculo é seguro, é um risco, calculado, mas um risco. Em Estremoz inovou-se e não houve um único teste positivo. Excelente. Mas e se tem havido uns quantos testes positivos? Caía o Carmo e a Trindade.


Andam alguns preocupados em combater os candidatos autárquicos que, como Medina em Lisboa, e muitos mais de forma mais encapotada, querem acabar com os espetáculos tauromáquicos nas suas cidades. Nas redes sociais, Medina teve mais publicidade que aquela que as TV’s e jornais todos juntos lhe deram. Agora pergunto: as festividades tauromáquicas são importante fonte de receita para o comércio local em localidades como Benavente, na raia com as capeias e forcão, Vila Franca com o Colete Encarnado, Moita em Maio e Setembro, Alcochete nas festas do Barrete Verde, entre outras. Não ouvi nenhum presidente de Câmara ou candidato a querer inverter a situação e propor controle de entradas, disponibilização de testes etc, mesmo sabendo que as próprias corridas de toiros nesse condicionalismo, mais tarde ou mais cedo estão condenadas.

 

E tudo isto, meus amigos, é uma questão política muito mais do que de saúde pública. Não há, continuo a dizer, qualquer evidência científica demonstrada de que a ida a espectáculos culturais controlados nos acessos e no distanciamento possa ter criado um qualquer surto de infecção com Covid. Descontrolo existe nas grandes superfícies comerciais pois se pode haver algum controlo de entradas não o há de distanciamento, o mesmo acontecendo nos transportes públicos etc. Assim com o também é um perfeito disparate o certificado digital de vacinação me ser exigido ao fim de semana no mesmo restaurante onde almoço ou janto todos os outros dias. Critério científico? Não, amigos. Critério de polícia e político, exclusivamente.

 

No espectáculo tauromáquico passa-se o mesmo. Os políticos estrangulam a actividade com regras meramente políticas e policiais, não respeitando direitos liberdades e garantias dos cidadãos a quem querem manter preso ao medo do contágio e de poderem ser punidos…Os nossos agentes tauromáquicos, salvo raras excepções, ainda não entenderam que é necessária uma posição de força que não de afronta face ao poder político. Que é essencial conquistar os autarcas e os decisores políticos para que respeitem esta actividade cultural e soltem algumas das amarras que impedem a realização de espectáculos tauromáquicos em concelhos de risco elevado e muito elevado e permitem outros espectáculso culturais…

 

A exigência de testes negativos ou de certificado digital de vacinação é uma falácia. É uma descriminação entre portugueses, mais uma vez uns de 1ª (os vacinados ou recuperados do Covid) e outros de 2ª (com1 dose apenas da vacina ou sem vacina qualquer). Estar vacinado, já se percebeu, que não significa não poder contrair o vírus… estão aí imensos casos e alguns até entre desportistas de alto rendimento.

 

A nossa acção tem de ir no sentido de consciencializar os políticos - e com eles manter boas relações - para a importância social e económica desta actividade cultural, para a salvaguarda das espécies e da biodiversidade, para que abram as portas á realização de espectáculos e que entendam que a Covid se está a transforma numa doença endémica, grave como tantas outras o foram nos séculos anteriores e que forma travada aos poucos e sem este histerismo que só a alguns aproveita,

 

Uma pequena nota: como aficionado ficarei muito triste se este caminho não for invertido e que causará a muito curto prazo o fum de tauromaquia como sempre a entendemos. Se assim acontecer e por culpa do pessoal dos toiros, eu poderei dedicar o meu tempo livre a muitas ocupações e hobbies que, com a tauromaquia, sempre ficaram prejudicados e que nesta pandemia voltei deles a desfrutar bastante. Os que têm na festa brava a sua principal fonte de rendimento estão a passar um mau bocado e provavelmente terão de mudar de ramo.

 

É tempo de agir. É tempo de tomar iniciativas, de dar a cara, de ir à luta, “a matar e a  morrer”, Antes que nos matem a nós e à nossa festa brava!!!

 

António Lúcio

Foto: Fernando Clemente

 

24/07/2005 - PASSARAM 16 ANOS SOBRE A MINHA ESTREIA NA RTP

CORRIDA DE TOIROS EM DIRECTO DESDE A PÓVOA DE VARZIM

24.07.21 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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Se há momentos que marcam, este foi um deles. Podia ter acontecido uns meses antes mas por circunstâncias que pouco importam, não acontecera. 24 de Julho de 2005 marca a minha estreia, o meu debute na RTP, corrida transmitida em directo desde a Praça de Toiros da Póvoa de Varzim, à qual ficarei sempre emocionalmente ligado.

Escolhi esta foto com o saudoso empresário e amigo Manuel Gonçalves pois foi ele o grande responsável por esta estreia e mais umas quantas presenças nos écrans da RTP a fazer aquilo que mais gosto.

Não tinha tido uma única experiência em televisão até esse dia. Via muitas transmissões e tinha o à-vontade das entrevistas e das conversas da rádio. Sabia que muita gente gostava de ter estado no meu lugar, naquele dia e àquela hora. E estava tranquilíssimo, como se fosse algo que normalmente fazia. As horas que antecederam o início da corrida serviram para trocar ideias com os meus colegas que fizeram a transmissão e forma meus padrinho e testemunha de alternativa: Paulo Pereira e Virgílio Palma Fialho. Um briefing com a realização da corrida para ultimar pormenores.

O que não sabia era que não teria possibilidade de sair do local na trincheira onde estava colocado o meu monitor pois não havia emissor/transmissor de fm para me poder deslocar pela trincheira e lá fiquei com uns headphones que me fizeram sentir tipo astronauta… Pois bem, improvisar sempre foi algo que fiz bem e aí estava eu pronto para pegar mais um toiro, salvo seja.

Estar atento ao que se passa na arena é importante para nos apercebermos do que acontece em cada momento e que pode fazer a diferença numa lide ou numa pega. Na realidade nunca estive tão atento a um monitor de televisão como nessa tarde de há 16 anos. Não perdia nada do que se passava na arena e no monitor, tipo olho no burro e outro…

Mas ter de estar atento a esses pormenores e ter atenção, muita atenção, ao que o realizador, um Senhor de seu nome Manuel Rosa Pires, vai debitando, obriga a uma concentração única. E se se trata de uma estreia, mais ainda. E eu até troquei os nomes ao então Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim Macedo Vieira…

Vivi momentos inesquecíveis, convivi com toureiros, forcados e ganadeiros, directores de corrida e veterinários, emboladores, gente que muito me respeitou e ajudou.

Pois bem, esta foi a primeira, a mais importante pelo seu significado, de umas quantas corridas às quais estive ligado. Mas também é verdade que houve umas quantas invejas e alguns movimentos que levaram ao meu afastamento… Sem ressentimentos porque, sem nunca me ter proposto a mim mesmo esse objectivo de chegar à RTP, o havia conseguido e dignificado nas minhas intervenções.

Hoje a Praça de Toiros Monumental da Póvoa de Varzim sofre as agruras de uma ditadura de gosto, de um Presidente de Câmara que não honra o passado e a cultura do seu povo. A Patripove, a cujo Conselho Consultivo pertenço, e o Clube Taurino e Equestre Povoense, com um punhado de bons aficionados, continua a lutar para que voltem as corridas de toiros à Póvoa. E nesse dia, diremos Presente!!!

CORRIDA DE 29 DE JULHO NO MONTIJO ADIADA PARA 3 DE SETEMBRO

COMUNICADO DA EMPRESA

21.07.21 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A realização das corridas de touros depende da evolução epidemiológica da infeção por SARS-
CoV-2 no respetivo concelho, do cumprimento da subsequente Resolução do Conselho de

Ministros e do cumprimento integral das Orientações/Normas da Direção-Geral da Saúde.
Infelizmente, atualmente, o concelho do Montijo tem uma incidência acumulada muito superior
a 240 casos de infeção por SARS-CoV-2, aos 14 dias por 100 000 habitantes. É um concelho com
risco muito elevado de transmissão da infeção, pelo que, por determinação da lei e das
entidades competentes não pode realizar-se a Corrida de Toiros anunciada para o próximo dia
29 de julho 2021.


Os empresários Abel Correia e João Pedro Bolota encetaram todos os esforços para
proporcionar este evento aos aficionados e apresentar na Praça de Toiros do Montijo a muito
aguardada atuação dos cavaleiros Luis Rouxinol, Pablo Hermoso Mendonza e Gilberto Filipe,
adiando a realização da corrida de toiros para data em que foi possível confirmar a presença de
Pablo Hermoso Mendonza.


Nova data: 03 de setembro de 2021


Contamos consigo!
Os bilhetes já adquiridos mantêm-se válidos para o dia 03 de setembro 2021, nos termos da
legislação em vigor (Dec. Lei n.o 10-I/2020 de 26.03)


Por último e de especial importância, um agradecimento a todos os que têm apoiado a
realização deste espetáculo e em particular ao público que continua a incentivar, a adquirir o
seu bilhete e a apoiar a tauromaquia.

AS FOTOS DA CORRIDA DE 17/07/21 EM ESTREMOZ

18.07.21 | António Lúcio / Barreira de Sombra

JOÃO MOURA CAETANO

DUARTE PINTO

JOAQUIM BRITO PAES

ANTÓNIO TELLES (FILHO)

FORCADOS AMADORES DE ARRONCHES

FORCADOS AMADORES DE MONFORTE

FORCADOS AMADORES DO REDONDO

MOMENTOS...

 

JOAQUIM BRITO PAES, O MAIS DESTACADO DE UMA NOITE MORNA EM ESTREMOZ

RESISTIREMOS FOI, DE NOVO, O LEMA. TESTES COVID GRATUITOS

18.07.21 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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Praça de Toiros de Estremoz – 17/07/2021 – Corrida de Toiros

Director: Marco Gomes – Veterinário: João Candeias

Cavaleiros: João Moura Caetano, Duarte Pinto, Joaquim Brito Paes, António Telles (filho)

Forcados Amadores de Arronches, Monforte e Redondo

Ganadarias: Paulo Caetano (1º, 3º e 5º), e Irmãos Caetano (2º, 4º e 6º)

JOAQUIM BRITO PAES, O MAIS DESTACADO DE UMA NOITE MORNA EM ESTREMOZ

Estremoz deu uma vez mais o (bom) exemplo no que à realização segura de espectáculos tauromáquicos com a empresa Ovação e Palmas, de Luís Pombeiro, a oferecer a possibilidade aos espectadores de fazerem ali mesmo o teste ao Covid, de  forma gratuita e avalizado por profissionais de saúde. De todos os muitos testes realizados, o resultado foi de 0 (ZERO) positivos. Parabéns pela inovação e ousadia e também por ter integrado dois jovens valores entre os praticantes para partilharem cartel e lidarem cada um um toiro.

Gostei francamente da actuação de Joaquim Brito Paes, muito correcto na forma como bregou e rematou as sortes e pelos bons ferros que colocou no terceiro da noite. Um bom comprido a abrir a sua lide e a série de quatro curtos foi de muito mérito pela forma como se colocou, pelas distâncias e pela forma como os cravou, com destaque para o segundo e para o último. Desde cedo “agarrou” o público e teve uma destacada actuação.

Moura Caetano esteve a gosto frente aos seus dois toiros. Esteve bem preparar e a rematar as sortes, utilizando o seu conceito de câmbios em quase toda a ferragem, encontrando as distâncias mais correctas para a abordagem das sortes que, contudo, nem sempre tiveram reuniões tão ajustadas quanto se justificava. No geral duas actuações positivas.

O segundo cavaleiro em praça foi Duarte Pinto que não deu a importância devida aos compridos em ambos os toiros. No seu primeiro demorou algo a entender as distâncias e deixou dois curtos de melhor nota. No quinto, que teve qualidade e com o ganadeiro a ser chamado à arena, Pinto esteve em melhor plano na larga série de curtos com dois deles de muito boa nota, terminando em bom plano.

Para lidar o sexto saiu á arena António Telles (filho) que se mostrou também em bom plano com uma actuação onde sobressaiu a sua noção de lide, a colocar bem o toiro e a cravar alguns bons curtos, como por exemplo os terceiro e quarto. Foi uma agradável prestação.

Três Grupos de Forcados disputaram o prémio para a melhor pega, sendo o júri constituído pelo empresário Luís Pombeiro, por Hélder Cebola da OPE e o crítico tauromáquico António Lúcio. Pelos Amadores de Arronches foram forcados de cara Gabriel Pimenta que consumou à segunda e Luís Sarrato que emendou bem e à primeira o seu colega João David Cunha que se lesionou na única tentativa que efectuou. Pelos Amadores de Monforte, José Chamorro consumou rija cara à 3ª e João Franjoso à 2ª tentativa. Finalmente, pelos Amadores do Redondo, Hugo Figueira efectuou uma bela pega de caras à 1ª e venceu o troféu em disputa e Jorge Gato encerrou praça com uma pega ao terceiro intento.

Os toiros de Paulo Caetano e de Irmãos Caetano com boa apresentação, foram díspares de comportamento destacando-se pela positiva o lidado em quinto lugar.

Dirgiu o espectáculo Marco Gomes, assessorado pelo veterinário João Candeias. Durante as cortesias foi guardado um minuto de silêncio em memória de João Cortesão e das vítimas do Covid e lido um texto alusivo à importância da data.

Texto e foto: António Lúcio

ESTE SÁBADO VAMOS ESTAR EM ESTREMOZ

15.07.21 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Tal como há um ano atrás (11.07/2020) voltamos a Estremoz para afirmar a nossa identidade, defender a nossa cultura e dizer claramente que RESISTIREMOS por mais cornadas que nos inflinjam. A Cultura é Segura, a Tauromaquia é CULTURA SEGURA.

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Tauromaquia: Próxima de ser Património de Portugal

15.07.21 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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Hoje, dia 15 de julho, foi submetido o pedido de registo da Corrida de Toiros no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial de Portugal. Esta candidatura forte e bem sustentada cientificamente é fruto do trabalho desenvolvido por uma equipa multidisciplinar de investigadores do ISCTE . O processo de candidatura foi liderado pelo Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) através do centro de Investigações e Estudos e Sociologia ( CIES-IUL).

A constituição do Projeto, Tauromaquia, Património, Cultural de Portugal, numa fase inicial centrou-se num trabalho de recolha de informação e investigação relativa à prática tauromáquica em território nacional. Um exemplo ilustre foi o Congresso Internacional “Homens e Toiros, cultura e desenvolvimento”, que ocorreu na vila da Chamusca, entre os dias 11 e 13 de julho de 2019. Este contou com a participação de oradores portugueses, espanhóis e franceses com investigações nas áreas da Medicina Veterinária, Psicologia, Antropologia, Sociologia, Economia , entre outras.

Uma outra iniciativa, diz respeito ao lançamento do livro “Património Cultural de Portugal”, este surge com o propósito de promover e dar a conhecer os conceitos básicos tauromáquicos, enaltecendo assim o conhecimento global partilhado na sociedade sobre a cultura tauromáquica portuguesa.

A complementar o livro em suporte físico, foi criada uma plataforma online, a qual serve como repositório de toda a informação conhecida, ao longo da história em Portugal. Um recurso educativo, pedagógico, didático e representativo, de forma a promover e divulgar esta prática junto dos mais variados públicos. Pode consultar o site em : http://projeto.tauromaquiapatrimonio.pt/.

Devido ao facto da Tauromaquia constituir uma prática “amada por uns, odiada por outros”, este processo apresenta-se demorado e vagaroso, morosidade essa atribuída aos movimentos exercidos pelos anti-taurinos que se manifestam fortemente contra a apresentação e implementação desta candidatura.

Caso o pedido seja aceite a tauromaquia será oficialmente reconhecida como parte integrante da Cultura portuguesa, ficando desta forma, a salvo de qualquer ataque que possa surgir proveniente de indivíduos ou movimentos anti-taurinos.

Ana Melo Cano