PRÓXIMAS CORRIDAS DE TOIROS EM PORTUGAL




NAZARÉ DIA 22 - AINDA SEM CARTAZ OFICIAL



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NAZARÉ DIA 22 - AINDA SEM CARTAZ OFICIAL



FORCADOS AMADORES DA CHAMUSCA
1ª PEGA











2ª PEGA








3ª PEGA











FORCADOS AMADORES DO APOSENTO DA CHAMUSCA
1ª PEGA
.




















2ª PEGA


















3ª PEGA









JOÃO MOURA CAETANO












MIGUEL MOURA










PACO VELÁSQUEZ









Praça de Toiros de Vila Nova da Barquinha – 08-08-2020 – Corrida de Toiros
Director: José Soares – Veterinário: José Luís Cruz – Lotação: 95%
Cavaleiros: João Moura Caetano, Miguel Moura, Paco Velásquez (prova de praticante)
Forcados: Amadores da Chamusca e Aposento da Chamusca
Ganadarias: Paulo Caetano (3), Irmãos Moura Caetano (1) e Maria Guiomar Moura (2)

PRAÇA CHEIA EM CORRIDA ENTRETIDA MAS COM POUCA EMOÇÃO
Noite fresca em termos meteorológicos e de escassa emoção apesar de alguns bons ferros e bons momentos de brega. O público está ávido de toiros, notou-se pela presença de muita gente de vilas e cidades da região; havia a competição entre dois grupos de forcados da zona e o vizinho Paco Velásquez (de Riachos) fazia a sua prova de cavaleiro praticante. Motivos de sobra para a enchente que e verificou na já velhinha praça de toiros de Vila Nova da Barquinha.
Abriu praça João Moura Caetano com uma lide interessante, bons momentos de brega e bons remates das sortes, com dois bons compridos e dois curtos de muito mérito aproveitando bem as condições do toiro co «m ferro de seu pai. No quarto da noite, que foi mansote, teve de se empregar a fundo para conseguir dar-lhe a volta e ter nota positiva nessa segunda passagem pela arena.
Miguel Moura também teve bons pormenores em ambos os toiros. Houve alguns bons ferros, remates com ladeios e ferros de palmo nos finais das lides. Duas actuações acertadas e com pormenores mas a saberem a pouco.
Paco Velásquez prestou provas para cavaleiro praticante com dois toiros de Maria Guiomar Moura. Melhor a sua primeira actuação, com dois bons curtos e bons remates. A segunda lide teve algumas passagens em falso e terminou em bom plano.
Os dois Grupos de Forcados nem sempre acertaram as agulhas da melhor forma, o que se compreende dada a falta de corridas e rodagem. Pelos Amadores da Chamusca foram caras Diogo Ambrioso à 2ª; Miguel Santos à 1ª e Francisco Rocha também à 1ª. Pelos do Aposento da Chamusca, pegaram João Diogo à 3ª, Rafael Monteiro Pereira também à 3ª e Vasco Coelho dos Reis à primeira.
Lidaram-se toiros de Paulo Caetano, Irmãos Moura Caetano e Maria Guiomar Moura, sem problemas para os toureiros mas a transmitirem pouco.
No início das cortesias guardou-se um minuto de silêncio em memória do forcado Nuno Marques Luís, recentemente falecido. A direcção de corrida esteve a cargo de José Soares com assessoria veterinária de José Luís Cruz.

Texto e fotos: António Lúcio
AS PEGAS
FORCADOS AMADORES DE MONTEMOR
1ª PEGA
2ª PEGA
3ª PEGA
FORCADOS AMADORES DE VILA FRANCA DE XIRA
1ª PEGA
2ª PEGA
3ª PEGA
TOUREIO A CAVALO
ANA BATISTA
MANUEL TELLES BASTOS
LUÍS ROUXINOL JR
Manuel Ribeiro Telles Bastos - “ Consagração do Triunfo “
Uma página da Tauromaquia foi ontem escrita dia 06/08/2020 –
Praça de Toiros do Campo Pequeno, Lisboa
Cartel –
Cavaleira Ana Batista está de parabéns pelos seus 20 anos de carreira.
E cavaleiro Luís Roxinol jr, uma promessa no panorama taurino nacional. Colocou, com garra e vontade nas suas lides, um ferro a porta gaiola e um ferro de palmo, teve duas boas prestações .
Toiros da Ganadaria Murteira Grave
Como bem sabemos, a presença destes magníficos animais são sinal seguro de um grande espectáculo, repleto de emoção, bravura e sucesso. Contrariam mesmo o velho ditado de que ”os toiros são como os melões, só depois de abertos se sabe a qualidade”. Por tradição, estes emanam excelência!
Forcados amadores de Montemor e Vila Franca de Xira
Para fazer frente aos Murteiras, só grupos muito experientes como estes.
Os primeiros, de Montemor, pegaram todos à 1ª tentativa. De salientar, a arte de bem pegar de Francisco Borges. Também João Maria Vacas de Carvalho e Bernardo Dentinho seguem a mesma escola.
Já os de Vila Franca de Xira tiveram mais dificuldades e as pegas foram duras. Cabo – Vasco Pereira só a 3ª tentativa; David Moreira à 2ª e Rui Godinho à 1ª.
Uma sincera palavra de cordialidade, coragem e agradeçimento a Luis Pombeiro, empresário tauromáquico da Praça de Toiros do Campo e Pequeno…bem haja!
A todos(as), uma certeza: as lides de Manuel Telles Bastos fizeram História! Ele tomou a Alternativa em 2006, numa corrida memorável e na ilustre presença do seu Padrinho e Mestre David Ribeiro Telles e dos seus tios João e António Palha Ribeiro Telles. Ao fim de 14 anos vem a merecida consagração, tendo ontem elevado a fasquia desta grande festa dos toiros.
Aos empresários deixo o apelo que tragam à praça cavaleiros de mérito e coragem! Aplausos de triunfo soaram, em alto e bom som, no Campo Pequeno, quando Cavaleiro e Ganadero deram a volta à arena, tendo levado de volta ao campo o toiro Marismero. Um episódio relacionado, na história da ganadaria, e para quem não se lembre, foi este exemplar que feriu o Engº Joaquim Grave, “ele há coisas do destino…”!
Confesso que escreveria com mais vivacidade e emoção se lá estivesse estado. Não há imgem na televisão ou telemóvel que se equipare ao momento único de assistir “ao vivo e a cores” àquele que é um dos mais bonitos espectáculos de sempre. Não obstante, podemos reflectir e analisar os movimentos, a expressão do público, a colocação dos ferros, entre outros detalhes. Valem as novas tecnologias e redes sociais na partilha desta experiência!
Pois bem, Manuel Telles Bastos foi certeiro! Nos ferros compridos esteve muito bem e nos curtos ainda melhor. Chamemos-lhe “ferros de coragem, com classe”. Cumpriu os habituais tércios: parou, mandou, templou… outra dimensão! Inclusivé, emendou com elevação.
No 1º toiro, lidou com o cavalo GABARITO, o ferro JOÃO GRAVE e o EGíPICIO; já no 2º toiro, lidou com IMPERIO e IPANEMA. Assumiu a mestria de seu avô, de seus tios, mas a partir de ontem, as Praças vão pedir Manuel Telles Bastos, em si mesmo, um novo clássico, em que a modernidade e a audácia “andam de mãos dadas”. Extraordinário cavaleiro este, a lidar de tricornio (traje completo), sem dúvida uma figura que honra o passado e o presente e aspira ao futuro.
A mim ele parece-me sério, discreto e eficiente, uma pessoa de atitude simples e expressão simpática, que gera empatia com tudo e todo. Depois de lhe enviar uma sentida mensagem de felicitação, eis que me responde: “ Não sei o que lhe dizer.“ Espero, sinceramente, que saborei este momento único com alegria e que não restem dúvidas de que esta noite ficou registada na História da Tauromaquia, triunfo consagrado.
Venha a próxima…Olé!
Artigo do Aficionado Tauromáquico
Joaquim Filipe Mesquita, do Porto

Praça de Toiros do Campo Pequeno - Lisboa - 06/08/2020 - Corrida de Toiros
Director: João Cantinho - Veterinário Carlos Santos - Lotação:95%
Cavaleiros: Ana Batista (homenageada no início da corrida pelos seus 20 anos de alternativa), Manuel Telles Bastos, Luís Rouxinol Jr
Forcados Amadores de Montemor e de Vila Franca de Xira
Ganadaria: Murteira Grave (nº56 - 568kg; nº54 - 592kg; nº40 - 550kg (volta); nº 90 - 576 kg; nº44 -606 kg (volta); nº99 - 596 kg)
ÊXITOS ROTUNDOS DE TELLES BASTOS E MURTEIRA GRAVE NA 2ª NOCTURNA DO CAMPO PEQUENO
Um imponente, por seriedade, idade, peso e trapio, curro de Murteira Grave e a comemoração dos 20 anos de alternativa de Ana Batista eram o mote para a 2ª nocturna desta atípica temporada em Lisboa, no Campo Pequeno. E o público marcou presença em maior número que na primeira corrida, ainda assim sem esgotar. E quem não foi perdeu um espectáculo de fazer aficionados, com um toiro de excepcional qualidade e bravura, nº 44, Marismero, lidado superiormente por um inspiradíssimo Manuel Telles Bastos e que foi premiado com volta e chamada do ganadeiro à arena. Um dueto improvável e que resultou no momento mais importante da noite. Um êxito rotundo de Telles Bastos frente a um bravo e codicioso toiro de Murteira Grave.
Aliás, diga-se em abono da verdade que foram as duas mais sólidas actuações - e de triunfo claro - de Manuel Telles Bastos nas que lhe vi nos últimos tempos. Inspiradíssimo, com a habitual classe e mestria, foi dominando o primeiro com boa brega e bons ferros, numa actuação de muito bom nível frente ao segundo da noite. Mas foi frente ao quinto que explodiu numa actuação de elevadíssimo nóivel na brega, bons compridos mas e sobretudo dois curtos de fazer parar os corações, pisando terrenos de muito compromisso e cravando como mandam as regras. É esta a verdade e a emoção que fazem a diferença. Praça de pé a aplaudir a genialidade e entrega do cavaleiro da Torrinha, o grande triunfador da noite no que a cavaleiros concerne e cujas actuações vão perdurar na retina dos que estiveram presentes. Memorável e rotundo!
Entregou-se plenamente na lide, em cada investida com classe, com codícia, sem conhecer querenças durante todo o tempo que esteve em praça. Um bravo de verdade este "Marismero", marcado com o nº 44 e de 606 kg. um toiro de muita presença. com trapio, nobre, metendo a cara a humilhar nos capotes e no momento dos ferros em que carregava com alegria, dando ainda mais valor ao que de muito bom o cavaleiro fazia. Daqueles torios que não enganam e que teve honras de volta á arena e de retormo ao campo bravo de Galeana, esse santuário do toiro bravo de lide. Parabéns ao ganadeiro Dr. Joaquim Grave.
Ana Batista não teve sorte com o lote que teve por diante para comemorar os seus 20 anos de alternativa. o seu pundonor e raça toureira fizeram com que tudo tentassse para ultrapassar as dificuldades impostas por um primeiro que, tardo e manso, não quis peleja e obrigou a cavaleira de Salvaterra a usar de todos os seus recursos lidadores. No quarto da ordem pode luzir-se num bom curto, mostrando boa brega e procurando triunfo que os toiros não permitiam.
Luís Rouximol Jr mostrou a sua garra e vontade de triunfo com uma sorte de gaiola impactante e uma actuação de muito bom nível na brega e na cravagem de ferragem que chegou ao público. Lidou bem e apesar do toiro ser algo distraído, nunca deixou de se empregar nas sortes e proporcionar essa boa lide ao cavaleiro de Pegões. Um toiro que foi aplaudido na recolah e permitiu ao ganadeiro a primeira de duas chamadas á arena. No que encerrou praça tentou a sorte de gaiola mas o toiro perdeu as mãos e Rouxinol deixou-lhe bons ferros na série de curtos bem rematada com um de pamo e um par de bandarilhas marca da casa.
Em acesa competição estiveram os Forcados Amadores de Montemor e de Vila Franca de Xira com os alentejanos a levarem a melhor sobre os ribatejanos. Por Montemor, Francisco Maria Borges abriu praça com uma pega que foi todo um hino á bela e nobre arte de bem pegar toiros. Foi um dos momentos altos da corrida com o público de pé a aplaudir. Seguiram-se, ambos à primeira e com grandes pegas de caras, os forcados José Vacas de Carvalho e Bernardo Dentinho (excelente frente ao bravo 5º da noite). Por Vila Franca foi para a cara do 2º da noite o cabo Vasco Pereira com uma primeira intervenção espectacular mas depois a sair da cara e a concfretizar apenas à 3ª, seguido por David Moreira à 2ª e Rui Godinho que encerrou com chave de ouro e á 1ª a noite dos vilafranquenses.
Para esta corrida o ganadeiro Dr Joaquim Grave - Murteira Grave - enviou um curro de muita presença, trapio, sério, com idade. Houve toiros para todos os gostos. O primeiro saiu manso e com pouca vontade de investir, sendo tardo e com algumas investidas mais brutas após sentir o ferro. O segundo teve qualidade e foi a mais na lide. o terceiro da ordem teve qualidade apesar de algo distraído mas a garra de Rouxinol Jr deu-lhe bem a volta e o ganadeiro foi chamado à arena. O quarto da noite foi sobre o manso e logo a seguir saíu o toiro da noite e arrisco a dizer, da nóvel temporada. Volta à arena, ovação fortíssima e mais do que justa chamada do ganadeiro á arena. E o que en cerrou praça, também sério e com boas condições de lide encerrou uma corrida para mais tarde recordar.
Excelente e aficionada direcção de corrida a cargo de João Cantinho assessorado pelo veterinário Carlos Santos.
Texto e foto: Atónio Lúcio