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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

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Remeter para o Divino, procurar respostas no esotérico, confiar na sorte, são atitudes próprias do ser humano. No desespero, que é o tempo que vivemos no mundo no ano de 2020, tudo serve à Besta Humana para se agarrar na salvação do corpo.

Fez já mais pela transformação e contenção dos desmandos do género humano um invisível vírus, mutante, que todas as grandes personalidades em pomposas manifestações de eloquentes declarações agitando o espantalho da guerra, da pegada ecológica, da igualdade entre homens e bichos. O COVID 19 veio, qual niveladora, colocar a humanidade no sem lugar, entre si.

Que nada vai ficar como dantes, isso é ponto confirmado. Nem nas relações entre os homens, na economia, no ambiente. O trabalho não mais será, ou servirá, para ‘libertar’. Como contributo fundamental para que a vida tenha vida e possa ser vivida, no pós COVID 19, será nesta área, nas relações e no modo como se trabalha, e no que o trabalho envolve, que residirá o maior dos desafios futuros imediatos das sociedades, do Estado. E como reagiremos nos comportamentos sociais, nas deslocações, para o trabalho ou lazer, em grupo, quando um espirrar, tossir, arfar? O que vai acontecer nos transportes em massa, que ainda à pouco eram os fiadores do cumprimento da ‘pegada ecológica’?

E a economia, a ‘vaca sagrada’ dos ‘eleitos’ adivinhos dos futuros sombrios que nos esperavam? Falharam em toda a linha. Não houve um único economista que tivesse nos seus cálculos a premissa do que aconteceria com o aparecimento de um pequenino vírus.

Claro que vamos lavar as mãos! Ficar em casa o tempo possível.

Lavar as mãos as vezes que forem necessárias e suficientes para quebrar os elos desta cadeia em que o COVID 19 nos meteu. Lavar as mãos, desinfetar aquilo em tocamos, ou que muitos outros tocam, e manter a distância social recomendada. Enfim, seguir à risca, com resiliência, militância e muito empenho, todas as recomendações que as autoridades de saúde recomendam, aconselham, quase rogam, pela nossa saúde.

Claro que vamos lavar as mãos, pela nossa saúde, o que não tem acontecido com uns quantos, por hábito, somado agora ao egoísmo de uns outros, que os leva a esquecer os demais. Não lavam as mãos, tossem e espirram para o lado que estiverem virados, enfim. Usam mascara, porque sim. Reclamam, porque não. Sempre, sempre, em nome da liberdade – Liberdade, que reclamam para si - não cuidando que com comportamentos assim, estão a colocar a sua vida em risco, temeridade em que deixam em perigo a vida muitos outros. É a irresponsabilidade na sua portuguesa plenitude.

Este não é o momento para facilidades, dizem os especialistas em saúde pública. O facto de só termos 12 mortos, e pouco mais de uma centena de internados, isso não diminui em nada o furor da calamidade que temos de enfrentar. A procissão ainda vai no adro. Este flagelo que nos faz já o viver um presente doloroso, grave, perturbador, é no futuro, próximo, imediato, que nos vai por à prova. E vai ser já, no amanhã, no próximo mês. Com os governantes e as oposições entretidos com medidas eleitorais prontas a servir, as medidas tendem a ser gota-a-gota. Muitas e de circunstância. Poucas e bem, é impensável.

Com o mundo doente, os grandes blocos geopolíticos para baralhar, continuaram jogando joguinhos de guerra em tabuleiros emprestados, e com peões sempre dispostos a morrerem pelas torres. A ONU, lutando pela sobrevivência como ‘igreja ecuménica’, onde a Fé na boa vontade apenas serve para aliviar a consciências de muitos mortos e sofrimento, para mais nada serve. A Europa, a CEE, vive o drama e a doença de Parkinson. E até os ‘mercados’ os abutres na desgraça, os especuladores, perante tão democrático e invisível ‘bug’, reconhece que de nada vale o dinheiro, se não houver a quem emprestar, o que comprar, a quem vender. As bolsas, um indicador, por estes dias deixaram já a imagem disso mesmo.  O dinheiro ficou atarantado.

Grave, doloroso, perturbador, incerto, vai ser o futuro. Muito vai mudar nas nossas vidas. No nosso viver diário, acomodado e aconchegado. O ‘pequeno bichinho’ para já perturbou o nosso viver. Incolor, inodoro, invisível, o COVID 19, que parecia mais uma daquelas coisas esquisitas muito próprias dos asiáticos, afinal caiu-nos em cima, com a ‘nossa Europa’, baralhada, confusa e atarantada. A Itália no momento em que escrevo, é um pais potencialmente à beira do colapso social. E, sabendo-se como se sabe, quer continuam a assobiar para o ar, confirmando assim o que deles disse Asterix, ‘Estes romanos são loucos’. Porque só a loucura pode servir de justificação para que no Norte industrial, a industria continue a laborar. E se uns não se cansam de recomendar, praticar e exemplificar, como se deve lavar as as mãos, outros existem, que lavam velhos pecado e consciências, mergulhando neste novo drama mundial, de cabeça, num oportunismo execrável e repugnante. Oportunistas sempre os haverá. Mas não se pode perdoar a que quando a humanidade, sim, esta é uma crise sanitária, uma pandemia, que abalou todo o mundo, literalmente, vive um drama, alguém se aproveite dela para ganhos pessoais ou de grupo.

Com uma quarentena voluntária, que já tem quase duas semanas de prisão domiciliária, o meu stock de informação foi amplamente aumentado, diversificado e ecuménicamente recheado. O mundo foi apanhado com as calças na mão, passe o aforismo popularucho. Mas foi o que aconteceu, Está a acontecer. Nem os mais imaginativos dos criadores de ficção imaginaram uma desgraça desta natureza. Daí a reacção dos governantes. As mais inverosímeis ‘declarações’ de políticos, as ‘medidas’, repetidas, inconsequentes, mais absurdas. Todos querem parecer boas pessoas, boas almas.

Lavemos as mãos, fiquemos em casa, mantemos o distanciamento recomendado… e confiemos que o futuro vai ser diferente. Melhor ou pior… depende de nós, de todos, na diferença generosa, civilizada, de um povo com 900 anos de história. Nunca uma questão de Fé… e muito menos de pânico.

Autor: José Andrade em Minho Digital

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Novidades sobre o Póvoa Arena

 
 

Está adiado o prazo para a entrega de propostas para a construção do Póvoa Arena – pavilhão multiusos que vai surgir no lugar da Praça de Touros da Póvoa de Varzim. Segundo o anúncio publicado hoje no Diário da República, as empresas ou consórcios têm 30 dias para enviarem as suas candidaturas e 45 para as propostas. Nos termos do anúncio, o prazo começou a contar na passada sexta-feira. Para ser encontrada a empresa que terá nas mãos a construção da Arena, será realizada uma pré-qualificação: “a 1ª fase é para qualificar, com os critérios que estão definidos no caderno de encargos, de ordem financeira e técnica, as empresas que tenham já feito obras semelhantes e, depois, na fase seguinte, vão estar apenas as empresas que cumprirem os critérios da fase anterior”. Recorde-se que segundo uma informação prestada pelo presidente da Câmara no final de janeiro, já oito consórcios de firmas tinham manifestado a intenção de concorrer a uma empreitada que deverá custar 9,5 milhões de euros e ficar concluída num prazo de dois anos. Na nova Arena vão existir estabelecimentos comerciais e de restauração além de balneários e camarins para usufruto dos artistas e atletas que por lá vão passar.

Notícia remetida por José Andrade
Sem vírus. www.avast.com

Na mais recente edição do Mais/Semanário, a que poderá aceder em www.maissemanario.pt, encontrará notícias sobre o futuro da Praça de Toiros - Póvoa Arena.

O Clube Taurino Povoense enviou também um ofício ao Presidente da Assembleia Municipal local, que se transcreve na íntegra:

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia Municipal da Póvoa de Varzim

Praça do Almada 4490 –  Póvoa de Varzim
Póvoa de Varzim, 17 Março de 2020
Senhor Presidente
É com justificada simpatia, ao acusarmos a recepção do seu oficio, que relevamos, na
forma e pela rapidez de resposta, que não queremos deixar de renovar o pedido então feito.
Elevamos a elegância, e lamentamos que a mesma não tenha sido destacada pelos serviços de
propaganda da autarquia, facto que influenciou na forma como a Comunicação Social a
noticiou.
Cientes da influência de V.Exª., repetimos, como pessoa de bom gosto, amante da Arte e da
Cultura, haja como Provedor da Liberdade. Liberdade e Memória histórica e cultural da Póvoa e
dos Poveiros. Não serão só os que gostam da Festa dos Toiros que o apoiarão e agradecerão.
Sinceramente, aceite os nossos melhores cumprimentos,
Pelo Clube Taurino Povoense
Rui Porto Maia

Devido à pandemia de Covid-19 que tem levado os empresários a adiar e anular muitos dos festejos programados até Maio, foi agora a vez de José Luis Gomes comunicar a anulação do tradicional festival de  25 de Abril em Sobral de Monte Agraço, conforme nota que transcrevemos:

"Devido à pandemia que nos assola,  o tradicional Festival  da Tertúlia Tauromáquica Sobralense que se realizaria na Praça de Toiros do Sobral de Monte Agraço no dia 25 de Abril,  ficará anulado. Procederei à sua realização no próximo ano, 2021."

 

eu.jpgDecidi interromper a quarentena do nosso Barreira de Sombra porque também quero deixar um apelo a todos aqueles que nos seguem e que cumprem, como eu, uma prisão domiciliária sem termos cometido qualquer crime. Mas é essencial que cada um de nós cumpra as regras impostas e que as faça cumprir, protegendo-nos a nós próprios e a todos quantos nos rodeiam.

Sou um ser que, pela sua própria natureza, gosto do ar livre, de passear por onde em dá a real gana, de desfrutar da propriedade que com o meu pai e os meus irmãos vamos trabalhando, cultivando as nossas batatas, hortaliças, frutícolas diversas. Gosto de umas churrascadas feitas na Quinta do Salvador e de ter muita gente à minha volta. E a Festa Brava em todas as suas vertentes é parte importante do meu ser.

Sei que os tempos são difíceis, que nada voltará a ser como dantes… Esta pandemia, que ninguém me convence do contrário de que se trata de uma guerra biológica entre americanos e chineses, vai deixar importantes marcas, negativas, na nossa sociedade, na forma de se relacionar, nos empregos, na forma de vivermos o nosso dia-a-dia.

Não acredito, nem um pouco, nos números que os jornais e televisões, ao serviço da propaganda do Governo, nos vão dando a cada dia que passa. E por isso, também, a minha única saída de casa é para comprar pão fresco e pouco mais, procurando horas de menor movimento.

A situação é grave. Grave de mais para passar de forma leviana, sem controlo, sem responsabilizar quem de direito pelo que sucede hoje e poderá agravar-se amanhã. As aglomerações de pessoas em determinados sítios, é inadmissível. Colocam me causa todos os outros. Mesmo quando vão ás compras, respeitem uma distância considerável á outra pessoa. Não é preciso ir marido e mulher… Basta um.

As notícias não são suficientes para me transmitir, e a muitos, alguma confiança de que, brevemente, o surto possa estar controlado e em regressão em Portugal. Há números escondidos, há mortes não declaradas, há imensos profissionais de saúde em risco e, daqui a uns tempos, milhões de empregos que podem desaparecer ainda que todos nós cumpramos as regras impostas.

O meu apelo é para que fiquem em casa, criem rotinas que vos possam ajudar a passar o tempo. Projetam-se e aos vossos para que isto termine o mais rapidamente possível e possamos voltar a encontrar-nos nas ruas, nos restaurantes, nos nossos passeios, nas nossas corridas de toiros.

António Lúcio, 25/03/2020

Foto: Amélia Rainho/Nos cornos do toiro

Impedidos de assistir a espectáculos tauromáquicos, tentas ou visitas a ganadarias e outros agentes da Festa Brava devido à pandemia do COVID-19 e ás regras impostas pelo decreto da Lei de Emergência em vigor desde ontem à noite - 18 de Março - o Barreira de Sombra suspende toda a sua actividade por tempo indeterminado.

Esperamos que os portugueses cumpram com as regras e que a situação possa ser revertida no mais curto espaço de tempo possível.

Protejam-se e aos vossos. Juntos iremos vencer este toiro maléfico.

Ver AnexoApesar do momento difícil que todos vivemos, a Tertúlia Tauromáquica Terceirense, continua a montar a sua feira das Sanjoaninas, porque acredita que em Junho tudo já esteja normalizado.

Assim sendo apresentamos mais um elemento chave, nesta feira 2020, a Ganadaria Rego Botelho da nossa Ilha Terceira.

Sugerimos a todos que sigam à risca todas as recomendações do SNS e do Governo para que esta fase passe em breve

 

 

logotipo NB.jpg

A situação que se vive no mundo e no nosso país em particular, onde a infecção viral causada pelo novo Coronavírus (COVID-19) determina uma quarentena rígida, consciente e eficaz, obriga-nos a suspender a publicação da NB até que a temporada taurina recomece e tudo volte à normalidade.

Não fazemos previsões para o regresso. Estamos, no entanto, preparados para voltar a editar a revista logo que a pandemia seja dada como superada. Informaremos sobre a “reaparição” quando for caso disso. Agora, é tempo de ficar em casa e cumprir as determinações que as autoridades e o bom senso determinam. Até breve!

 Empresários Tauromáquicos: “O cuidado com a saúde pública e a responsabilidade social obrigam-nos a agir.”

 

 

 

 

Lisboa, 13 de Março de 2020

 

APET, Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos vem por este meio informar sobre as alterações ao calendário tauromáquico português e explicar o motivo para o cancelamento, adiamento e suspensão dos próximos espetáculos taurinos.

 

A razão deve-se à pandemia de Coronavírus que se instalou em Portugal. 

Perante as recomendações da DGS e as medidas tomadas pelo Governo também o setor tauromáquico tomou medidas para combater o Covid-19. O calendário taurino português teve de sofrer algumas alterações, tal como, em todo o país está a acontecer com vários setores. 

 

“O cuidado com a saúde pública e a responsabilidade social são motivos mais do que suficientes para que sejamos prudentes num momento como este. No entanto, estamos a trabalhar para que os espetáculos taurinos continuem, com as devidas precauções e em novas datas”, afirma Paulo Pessoa de Carvalho - Presidente da APET.

 

Em Portugal foram cancelados três espetáculos, dois foram adiados e um remarcado.

 

Foram cancelados os espetáculos em Beja a 14 de Março, Moita a 15 de Março e Alpalhão a 11 de Abril. Foram adiados os espetáculos no Redondo a 4 de Março e Almeirim a 5 de Abril, ainda sem agendamento de novas datas. O espetáculo de Vila Franca de Xira a 29 de Março, também, foi adiado para o final da temporada.

A corrida que foi anunciada para o dia 22 de Março, em Santarém, foi remarcada para o dia 26 de Abril. O cartel será o mesmo: Rui Fernandes, João Ribeiro Telles e Luís Rouxinol Jr. 

 

Relativamente ao festival taurino anunciado até ao final do mês de Março: Chamusca (28 de Março) ainda está em aberto a sua realização.

"A situação é dinâmica e o calendário tauromáquico será gerido de acordo com a evolução da pandemia" remata Paulo Pessoa de Carvalho.

A temporada tauromáquica decorre entre 1 de Fevereiro e 1 de Novembro.

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