Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

SALVATERRA DE MAGOS, CORRIDA PARA A HISTÓRIA: TOUREIROS EM GRANDE PLANO E ALGUMAS PEGAS PARA MAIS TARDE RECORDAR

27.07.19 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros de Salvaterra de Magos – 26/07/19 – XVI Tourada Real

Director: Lourenço Lúzio – Veterinário: José Luís Cruz – Lotação: cheia

Cavaleiros: Ana Batista, Diego Ventura, Francisco Palha

Forcados: Amadores de Vila Franca e Amadores de Alcochete

Ganadaria: Alves Inácio

 

Num momento complicado para a nossa Tauromaquia, atacada por diversos quadrantes, a presença da Família Real Portuguesa com Sua Alteza Real D. Duarte de Bragança por diante, na defesa da tradição secular portuguesa, da sua cultura e identidade, descendo do seu camarote com esposa e filhos para cumprimentar todos os artistas após as cortesias, são momentos não apenas para registar mas e acima de tudo, para agradecer. E, quiçá, o que se possa ter perdido em tempo, se tenha ganho em reconhecimento!...

Espectáculo para a História, para ficar registado nos anais da Tauromaquia pela casa cheia, pela raça, entrega e triunfo dos toureiros e algumas pegas que ficarão para mais tarde recordar pelo valor que tiveram, por um grande quinto toiro que mereceu a chamada do ganadeiro à arena…pelo ambiente extraordinário que se viveu toda a noite.

 

Ana Batista esteve em plano de grande maestria e passeou a sua enorme classe em duas grandes e triunfais lides. Encastada frente ao primeiro que começou desligado e a descair para as tábuas mas que mercê da grande brega de Ana e de dois muito meritórios compridos acabou “metido no bolso”, Ana Batista deu-nos grandes momentos em ambos os toiros. E se esteve,  muito bem e dando a volta a esse primeiro da noite, onde o terceiro curto foi de antologia pelo que consentiu na reunião, empolgou tudo e todos na grande lide ao quarto da ordem. Pisou terrenos de muito compromisso no muito bom segundo curto e, depois de boa brega, a série de curtos, em que encurtou mais as distâncias para o toiro, foram de muito boa nota. A sua satisfação e alegria patentes nas voltas à arena foram mais que justificadas.

 

Para Diego Ventura faltam palavras, A souplesse e domínio sobre as montadas e o poderio sobre os toiros nos seus diversos estados é um deleite para os aficionados. Recebeu o sue primeiro com uma excelente sorte de gaiola e dobrou-se bem com o toiro. A série de curtos, onde encontrou toiro em todos os terrenos, foi de enorme nível, indo a passo para os terrenos do toiro em duas vezes. Extraordinário. E no bom quinto da ordem esteve a um nível superior na brega, deixando dois bons compridos e uma série de curtos de muito boa nota mas a “rebentar o quadro” com o Dólar, um cavalo extraordinário e que sem cabeçada lhe permitiu deixar dois enormes pares de bandarilhas que fizeram o público levantar-se nas bancadas. Momentos extraordinários para mais tarde recordar.

 

Francisco Palha mostrou a sua raça e o seu querer, na forma como abordou a série de curtos frente a um toiro que se defendeu, que media,  e pelos terrenos que pisou como foi no caso do 2º curto em que “entrou pelo toiro dentro”. Toureio de exposição que o público premiou. E no que encerrou praça Francisco Palha subiu uns degraus e este em grande plano não apenas na brega e nos remates como, acima de tudo, pela forma como abordou as sortes, se meteu em terrenos de compromisso e cravou com enorme mérito alguns ferros.

 

Para as pegas da ordem saíram à arena de Salvaterra os Amadores de Vila Franca e de Alcochete, as duas margens do Tejo unidas pelas jaquetas das ramagens e por essa tradição portuguesa tão bonita e valorosa como é a arte de pegar toiros. E a noite foi de grandes momentos, de algumas pegas monumentais (3ª e 6ª), um verdadeiro hino a esta arte tão portuguesa e que tanto apaixona os aficionados.

 

Vila Franca abriu praça com uma pega de Pedro Silva que só à terceira consumou já que o toiro tirava a cara na reunião. João Luz (duas voltas à arena) esteve enorme, heróico, frente ao terceiro que saiu bruto para o forcado, com vários derrotes violentos mas com o forcado a fechar-se como uma lapa se agarra à rocha e grande intervenção das ajudas e do rabejador Carlos Silva. Para a pega ao quinto da ordem foi João Matos noutra grande e excelente intervenção ao primeiro intento com alguns derrotes pelo caminho.

 

Pela formação de Alcochete, com 3 pegas todas ao primeiro intento, muito bem a mandar na investida, a recuar e a fechar-se esteve João Machacaz, que teve uma boa intervenção do 1º ajuda João Rei, seguido por Diogo Timóteo numa cara correcta e Manuel Pinto noutra enorme pega de caras, com cite bonito, a mandar na investida, recuando e fechando se com raça e a suportar alguns derrotes violentos e com o grupo a ajudar muito bem. Grandes momentos para mais tarde recordar.

 

Os toiros de Alves Inácio tiveram diversas condições de lide destacando-se o bravote quinto da noite e que mereceu a chamada do ganadeiro à arena. Estavam bem apresentados.

 

Na direcção do espectáculo esteve muito bem Lourenço Lúzio assessorado pelo veterinário José Luús Cruz.

 

Texto: António Lúcio

Em breve as fotos de Mónica Mendes

HOJE 2ª CORRIDA DE TOIROS DOS AGRICULTORES DO OESTE EM CALDAS DA RAINHA

27.07.19 | António Lúcio / Barreira de Sombra

27 de Julho  ficará assinalado como a data em que, pela primeira vez neste século e na mesma corrida, se lidarão 6 toiros de pelagem jabonera, de uma mesma ganadaria, a de Canas Vigoroux.

IMG_1788 (1).jpgIMG_1788a (1).jpg

IMG_1788b (1).jpgIMG_1788c (1).jpg

IMG_1788d (1).jpgIMG_1788e (1).jpg

A praça de toiros de Caldas  da Rainha será o palco desse histórico espectáculo e onde se homenageará a figura ímpar de Rui Salvador, o cavaleiro dos "ferros impossíveis" pelos seus 35 anos de alternativa.


Completam este cartel, Luís Rouxinol, Manuel Telles Bastos, Marcos Bastinhas, Luís Rouxinol Jr e António Prates, com as pegas a ficarem a cargo dos Grupos de Forcados Amadores do Aposento da Moita e de Caldas da Rainha, capitaneados respetivamente por Leonardo Mathias e Francisco Mascarenhas.

AS FOTOS DA CORRIDA DE 25/07 EM LISBOA

26.07.19 | António Lúcio / Barreira de Sombra

JOÃO RIBEIRO TELLES

FRANCISCO PALHA

LUÍS ROUXINOL JR

FORCADOS AMADORES DE SANTARÉM

1ª PEGA

2ª PEGA

3ª PEGA

FORCADOS AMADORES DE CORUCHE

1ª PEGA

2ª PEGA

3ª PEGA

 

CAMPO PEQUENO - DA GRANDE EXPECTATIVA Á QUASE DESILUSÃO

26.07.19 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros do Campo Pequeno – 25/07/19 – Corrida de toiros

Director: Tiago Tavares – Veterinário: Jorge M. Silva – Lotação: 70%

Cavaleiros: João Ribeiro Telles, Francisco Palha, Luís Rouxinol Jr

Forcados Amadores de Santarém e de Coruche

Ganadaria: Murteira Grave

IMG_6821.JPG

Esta corrida de toiros tinha muitos condimentos para se tornar uma corrida de excelência, despertando expectativas fortes nos aficionados pela composição de todo o cartel, três cavaleiros que “apertam”, que procuram o triunfo com finco, que não voltam a cara a qualquer ganadaria; dois grupos de forcados de postin e uma ganadaria de solera a comemorar 75 anos de existência. Mas também é usual no meio taurino afirmar-se que “o Homem põe, Deus dispõe e o Toiro descompõe”, o que, de alguma forma veio a suceder e a levar-nos à quase desilusão no cômputo geral daquilo a que assistimos na noite de quinta-feira em Lisboa.

 

João Telles teve duas actuações que tiveram alguns momentos de interesse quer na brega quer na consumação de alguns ferros que tiveram impacto junto do público. Os toiros tiveram comportamentos diferentes, melhor o primeiro que o segundo do lote.

 

Também Francisco Palha, que teve de lidar o que seria o seu segundo em primeiro lugar porque o titular foi devolvido, teve um segundo comprido de muito boa nota no primeiro e uma actuação em crescendo frente ao segundo (o sobrero) com alguns bons curtos.

 

Luís Rouxinol teve no terceiro da noite a melhor das seis actuações da noite. Foi uma lide de muito bom tom, iniciada com um bom comprido em sorte de gaiola e uma série de curtos de boa nota, bem rematados e com boas preparações. No último da noite, de menor qualidade, teve pormenores e rematou com violino do agrado do grande público.

 

A noite não foi fácil para os forcados, não porque os toiros tivessem comportamento mais duro quando sentiam os forcados na cara mas porque, em algumas situações os forcados de cara complicaram a sua tarefa. Pelos Amadores de Santarém, a pega da noite a abrir a corrida por intermédio de Lourenço Ribeiro à primeira, muito bem a citar e a mandar na investida do toiro, fechando-se com raça. Joaquim Grave só à 4ª concretizou depois de escorregar na cara do toiro ao recuar nas anteriores tentativas. E no final a bronca desnecessária: ao ser colocado para a pega o toiro derrotou na trincheira e partiu o corno esquerdo. O toiro deveria, segundo o regulamento, ser devolvido. Mas o director de corrida Tiago Tavares manda tocar para a cernelha depois de Francisco Graciosa já ter desfeito o cite. Das duas uma: ou o director de corrida aguentava o tempo regulamentar e findo este mandava recolher o toiro ou não o devia ter feito quando ainda não tinham passado 5 minutos e o toiro não encabrestava. Mandou recolher o toiro e os forcados saltaram à arena e Francisco Graciosa consumou a pega à primeira. Bronca forte ao director, perfeitamente desnecessária.

 

Os Amadores de Coruche viram o cabo José Tomás emendar com classe e à primeira Miguel Raposo que se lesionou na única tentativa que efectuou; João Prates só à 4ª consumou depois de não ter estado bem nas outras 3; e António Tomás fechou praça com uma boa pega à 2ª tentativa.

 

Diversos de tipo, de pelagem e de comportamentos, dos Murteira Grave lidados destacou-se pela sua mobilidade, classe e nobreza o lidado em primeiro lugar.

 

A direcção do espectáculo esteve a cargo de Tiago Tavares, bem no geral e com o senão da situação vivida na pega do quinto da noite, assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva.

 

Texto e foto: António Lúcio

AGOSTO ARRANCA EM FORÇA: MUITOS ESPECTÁCULOS JÁ ANUNCIADOS

25.07.19 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Sinal de que a Festa Brava está bem viva e em todo o País, de Norte a Sul e ilhas dos Açores, são os muitos os espectáculos já anunciados e muitos outros ainda aguardam a sua vez para sairem para a luz do dia.

Até dia 15 de Agosto

Depois de 15 de Agosto