A MINHA PAIXÃO PELA PÓVOA DE VARZIM, SUAS GENTES E SUA PRAÇA DE TOIROS
Vem de longe a minha paixão pelo Norte Taurino, desde os meus 14/15 anos, finais da década de 70 início da de 80 do século passado quando, acompanhando o meu pai na distribuição de publicidade taurina comecei a frequentar as Praças de Toiros de Espinho, Póvoa de Varzim e Viana do Castelo e a percecionar como é que aquelas gentes viviam intensamente a festa brava, a corrida em dias de festa, com muita gente a pernoitar junto à praça de toiros de Viana do Castelo e com enchentes nas Festas da Senhora da Agonia.
Um pouco mais a sul, Póvoa de Varzim e Espinho faziam coincidir as suas corridas com a época balnear e também com as movimentações em torno do Casino. Portugueses e espanhóis eram presença constante e o número de corridas era bastante interessante.
A Póvoa ficou-me no coração não só pela forma como sempre fui recebido e tratado, como pela sua adesão á festa e carinho para com os toureiros – aquela rectângulo frente á praça onde os cavaleiros aqueciam as montadas estava sempre apinhado de gente – e no final das corridas os toureiros ali tinham de ficar a tirar fotos e a dar autógrafos. Fiz lá bons amigos – o José Andrade e a sua família -, foi lá que me estreei nas transmissões de corridas de toiros pela RTP em 24 de Julho de 2005.
Esta estreia foi marcante no meu percurso de crítico tauromáquico e de aficionado. Vivemos aí momentos inesquecíveis dos quais me permito recordar dois: uma corrida RTP debaixo de chuva do princípio ao fim, enchente total com o público de chapéus abertos… e o dia em que toureou Pedrito de Portugal, em que os aficionados no final da corrida fizeram enorme fila para uma foto ou um autógrafo com o toureiro…
Macedo Pereira, o então presidente da Câmara Municipal, que entrevistei em duas ou três corridas, entendia a festa brava como marco cultural e de elevado potencial turístico ao divulgar a Póvoa, as suas praias e gentes a todo o Mundo em cada transmissão televisiva que, em muitos casos, chegou a ultrapassar audiências – só em Portugal- de mais de 700 mil espectadores: Tinha uma postura de equilíbrio e defesa da diversidade
Ao contrário, o actual Presidente da edilidade Aires Pereira, que, tal como o de Viana do Castelo Defensor de Moura, não têm essa cultura de democracia e de respeito pelos outros, querendo impor as suas ideias a todos os outros, não os respeitando, tiranetes, pequenos ditadores a prazo numa política de terra queimada, destruindo património cultural, desrespeitando a cultura e os gostos de um povo que merecia outro tipo de atitude.
Os aficionados devem recriminar fortemente este tipo de atitudes e espero que a Prótoiro e a Associação das Tertúlias Tauromáquicas venham a público exigir, nos tribunais se necessário, a revogação destas decisões e permitir a manutenção do espaço dos espectáculos tauromáquicos na Póvoa de Varzim.
Faça como eu e assine a petição!