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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

TRIUNFADORES.JPGEncerrada que foi para nós a temporada 2018 no passado dia 14 em Caldas da Rainha, com um total de 49 espectáculos presenciados, houve um conjunto de toureiros, Grupos de Forcados e forcados de cara, e ganadarias, que sobressaíram sobre todos os outros que vimos actuar em arenas portuguesas. E a decisão de voltar a eleger triunfadores da nossa temporada, das actuações que presenciámos ao vivo, na praça, foi bem pensada e materializa-se com base nas crónicas que fizemos desses espectáculos. Outros toureiros se distinguiram, e deles também falaremos nas análises sectoriais, mas os que se seguem são os nossos TRIUNFADORES 2018:

 

Cavaleiro de Alternativa: Francisco Palha

 

Cavaleiro de Alternativa (carreira): António Ribeiro Telles

 

Cavaleiro Praticante: António Prates

 

Matador de Toiros: António João Ferreira e Nuno Casquinha ex-aequo

 

Novilheiro: João D’Alva

 

Novilheiro Revelação: Duarte Silva

 

Grupo de Forcados Amadores: Montemor

 

Melhor pega: ex-aequo, Fábio Silva (Moita), Marcos Prata (Ap. Moita) e Manuel Pinto (Alcochete)

 

Ganadaria: ex-aequo São Torcato e Pinto Barreiros

 

Momento da Temporada: o final da corrida de 28 de Julho em Caldas da Rainha, com uma ovação de mais de 6 minutos quando os toureiros saíram á arena para aplaudir e agradecer ao público.

  1. A TIPOLOGIA DOS ESPECTÁCULOS E AS EMPRESAS

TIPOS DE ESPECTÁCULOS.JPGComo sempre, dividimos os espectáculos a que assistimos em 2018 de acordo com a tipologia do Regulamento do Espectáculo Tauromáquico, sendo a esmagadora maioria, mais de 55%, as corridas de toiros à portuguesa, ou seja, só com cavaleiros e forcados.

 

TIPOLOGIA DE ESPECTÁCULO

ESPECTÁCULO

TOTAL

%

Corridas à Portuguesa

27

55,1

Corridas Mistas

7

14,29

Festivais

7

14,29

Novilhadas

7

14,29

Só Matadores

1

2,04

 

A nossa temporada 2018 manteve o registo dos últimos 10 anos, ou seja, acompanhando ao máximo os espectáculos com toureio a pé e que são cerca de 45% do total. Também é difícil suplantar estas médias já que a esmagadora maioria dos que se montam em Portugal são de cavaleiros e forcados, ou seja, de corridas à portuguesa.

 

Os festivais e as novilhadas são os espectáculos onde o toureio a pé tem maior expressão. E praças como Vila Franca e Lisboa montaram alguns dos melhores cartéis de corridas mistas, a que se juntaram a Moita, Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos e Mourão com os dois festivais de arranque da temporada.

 

PRAÇA

Corridas à Portuguesa

Corridas Mistas

Novilhadas

Festivais

Total

Campo Pequeno

5

3

0

0

8

Vila Franca de Xira

3

2

2

0

7

Moita

3

1

1

0

5

Caldas da Rainha

3

0

0

0

3

Montijo

3

0

0

0

3

Sobral de Monte Agraço

1

0

1

1

3

 

Registamos seis praças como aquelas onde assistimos a um maior número de espectáculos (igual ou superior a 3) e que são o exemplo do que em termos de tipo de espectáculos se realizam no País. As excepções em termos de espectáculos com toureio a pé foram Campo Pequeno (Lisboa), Vila Franca de Xira e Sobral de Monte Agraço, mantendo a Moita a sua corrida mista em dia de feriado municipal.

 

Quanto ás empresas que organizaram os espectáculos que presenciámos em 2018, á cabeça ficou a de Rafael Vilhais com 10 espectáculos conforme se pode verificar no quadro abaixo:

EMPRESAS.JPG

EMPRESAS TAUROMÁQUICAS

EMPRESA

ESPECTÁCULOS

Rafael Vilhais

10

S R U Campo Pequeno

8

Ricardo Levesinho

8

Aplaudir

4

Soc. Campinas

3

AC Eventos

2

Club T. Arrudense

2

Escola Toureio José Falcão

2

Junta Freguesia de Mourão

2

 

Assim, com espectáculos nas praças de Caldas da Rainha (3), Salvaterra de Magos (2) e Moita (5), o empresário Rafael Vilhais conseguiu bons espectáculso e excelentes entradas de público em Salvaterra de Magos e Caldas da Rainha, enquanto que na Moita e apesar de melhorar as assistências em relação a 2017 ainda não conseguiu envolver o público daquela região nas suas organizações.

 

A empresa do Campo Pequeno montou alguns dos melhores cartéis de 2018, manteve uma elevada ocupação e levou até à arena lisboeta figuras mundiais do toureio a pé como José António Morante de la Puebla, José Maria Manzanares e Juan José Padilla, assim como os portugueses António João Ferreira e Nuno Casquinha.

 

António João Ferreira e Nuno Casquinha que deram luta e mostraram ser uma boa aposta também em Vila Franca onde a corrida do mano-a-mano António Telles / Diego Ventura foi a única que esgotou. Boas organizações de Ricardo Levesinho em 7 espectáculos na Palha Blanco.

 

A Aplaudir, de João Pedro Bolota, com dois espectáculos em Santarém (falhou a corrida do 10 de junho) e no Montijo, cumpriu pelos mínimos.

 

A Sociedade das Campinas, de José Luís Gomes, organizou 3 bons espectáculos em Sobral de Monte agraço, um festival e uma novilhada com forte presença do toureio a pé e uma corrida de seis cavaleiros.

 

Das outras 4 empresas que organizaram 2 espectáculos cada uma, só a AC Eventos, com duas corridas à portuguesa no Montijo, não teve toureio a pé. Arruda, Cabo da Lezíria e  Mourão tiveram toureio a pé se bem que no caso de Arruda em número bastante inferior ao do toureio a cavalo.

RTP-20152RTP.jpgA corrida de Gala transmitida no dia 11 de Outubro pela RTP, foi a terceira transmissão de touradas no canal público em 2018 e teve uma vez mais um excelente resultado de audiências, com um share de 16.2% e um rating de 5.3%, os resultados mais altos dos últimos anos. 

 

A média consolidada de espectadores situou-se perto dos 530 mil, sendo a corrida com a melhor audiência média na RTP desde a Corrida de Gala de 2013. Como já é habitual a corrida liderou audiências em vários segmentos horários. 

 

Com uma duração de cerca de 3 horas foi uma das estrelas de audiências do dia na RTP, sendo o terceiro programa mais visto do dia, só perdendo para o jogo da selecção e para o Telejornal. 

 

Num ano de praças cheias, também as corridas transmitidas pela RTP e TVI continuam a mostrar excelentes audiências. O Presidente do Conselho de Administração da RTP, Gonçalo Reis, não quis indicar o número de corridas a transmitir no próximo ano mas referiu que as Touradas são serviço público e que a sua presença na RTP é obrigatória. 

 

Dados GFK/CAEM